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Curitiba por Elas reúne instituições para ampliar apoio a empreendedoras

A iniciativa Curitiba por Elas foi criada para ampliar as oportunidades oferecidas a mulheres que empreendem, buscam desenvolver seus negócios ou precisam de apoio para conquistar autonomia econômica. O projeto foi lançado no final de agosto pela Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação em parceria com o Sebrae/PR.

A proposta reúne diferentes instituições para conectar ações já existentes na cidade, integrar iniciativas e facilitar o acesso das mulheres a capacitação, crédito, conexões e oportunidades de desenvolvimento socioeconômico.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento, o fortalecimento do empreendedorismo feminino também contribui para a economia de Curitiba.

“Quando criamos condições para que mais mulheres possam empreender, desenvolver seus negócios e acessar novas oportunidades, estamos movimentando toda a economia de Curitiba. O Curitiba por Elas tem um diferencial muito importante, que é unir forças e conectar quem já trabalha pelo desenvolvimento das mulheres. É uma estratégia que amplia resultados, gera oportunidades e contribui para uma cidade cada vez mais próspera”, afirma o secretário.

Curitiba já conta com instituições que oferecem capacitação, acesso a crédito, orientação, conexões e oportunidades para mulheres. A articulação do Curitiba por Elas busca integrar essa diversidade de iniciativas, evitar a sobreposição de esforços e facilitar a chegada das empreendedoras aos serviços disponíveis.

“O que percebemos é que Curitiba já tem muitas instituições fazendo trabalhos importantes para as mulheres. O desafio não é simplesmente criar novas soluções, mas fazer com que aquilo que já existe se conecte e gere ainda mais impacto”, explica Rafaela Boza, consultora do Sebrae/PR que participou da construção da iniciativa.

O trabalho foi organizado em quatro eixos estruturantes: capacitação e desenvolvimento; acesso ao crédito; conexão e fortalecimento das redes; e inclusão socioprodutiva.

No eixo de capacitação e desenvolvimento, a proposta é ampliar a oferta de conhecimento técnico para que as empreendedoras possam desenvolver seus negócios e projetos.

O eixo de acesso ao crédito pretende aproximar as mulheres de linhas de financiamento, editais de fomento e iniciativas de educação financeira.

Já a frente de conexão e fortalecimento das redes tem o objetivo de aproximar as instituições e as mulheres, evitar a sobreposição de esforços e criar novas possibilidades de relacionamento.

A inclusão socioprodutiva considera especialmente as mulheres que enfrentam dificuldades para acessar as oportunidades disponíveis. A intenção é facilitar a chegada desse público a ações de capacitação, ao mercado e a iniciativas de desenvolvimento.

“O ecossistema permite que uma instituição não precise fazer tudo sozinha. Quando conectamos quem oferece capacitação, quem trabalha com crédito, quem gera mercado, quem promove inovação e quem está próximo das mulheres, conseguimos construir uma jornada muito mais completa. É essa conexão que pode transformar iniciativas isoladas em uma força coletiva”, afirma Letícia Justus, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação.

Até o fim de 2026, o grupo pretende concluir a estrutura de governança do ecossistema, definir os rituais de reuniões e finalizar o mapeamento das ações que serão realizadas no último trimestre do ano.

A expectativa é que, com essa organização, as mulheres tenham mais facilidade para identificar e acessar as oportunidades disponíveis em Curitiba, enquanto as instituições passem a atuar de maneira cada vez mais conectada.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

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