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Curitiba não tem mar, Curitiba tem bar

Dizem que Paulo Leminski, o grande poeta curitibano, conhecido pela vida boêmia, uma vez afirmou: “Beber em Curitiba é autodefesa”. Sabia das coisas, o Leminski.

Curitiba é uma metrópole com realidades completamente diferentes, mas, da Caximba até o Batel, uma coisa une todos os Curitibanos. A paixão por um bom boteco.

A paixão dos Curitibanos por bares talvez esteja atrás somente da paixão pelos Shoppings. Passear em Shopping é “O” programa da família curitibana. Para comprar roupas? Não, Curitibano que se presa só dá uma olhadinha. Para ir ao cinema? Não, Curitibano que se presa só vai até a frente, reclama dos filmes e do preço da pipoca. Curitibano entra em Shopping para passear. E ir ao banheiro, graças ao bom Deus e aos tios e tias da limpeza, que salvam a nossa vida quando a coisa aperta no centro.

Fato é que todo o Shopping também tem seu bar – provavelmente para você tomar uma depois de cometer a loucura de estourar o limite do cartão.

Mas aí é que está o pulo do gato. O bar para o Curitibano não é necessariamente um espaço físico, mas um ambiente de confraternização entre os amigos, com um isopor de cerveja que seja. Não tem bar aberto? Tem posto! Curitibano socializa neste momentos.

E ainda nos chamam de antipáticos! Que bobagem sem tamanho! Já viram Curitibano num bar? Depois de um rabo de galo? Não existe criatura mais sociável. Sou curitibano nato, e posso garantir, grande parte dos meus amigos eu faço no bar. Na fila do banheiro, então, nem se fala.

Duas verdades:

Não existe Curitibano fechado, existe Curitibano que ainda não fez seu happy hour.

Não existe Curitibano fechado, existe Curitibano que está de ressaca do happy hour anterior, que se estendeu e foi até de manhã no gato preto.

Afinal, quem precisa de mar?

 

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