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Curitiba ilumina monumentos de lilás em ação de conscientização sobre o Alzheimer

A Prefeitura de Curitiba realiza na noite desta quarta-feira (23/9) uma iluminação cênica especial em prédios e monumentos da cidade, em alusão ao Setembro Lilás, mês mundial de conscientização sobre a doença de Alzheimer e outros tipos de demência e de combate ao preconceito relacionado a essas condições.

A ação é promovida pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Seccional Paraná e a Associação Brasileira de Alzheimer – Regional Paraná (Abraz-PR). Serão iluminados de lilás a estufa do Jardim Botânico, o Viaduto Estaiado, o Museu Municipal de Arte (MuMa), o Monumento da Praça 29 de Março, o Obelisco da Praça 29 de Dezembro e o Museu do Automóvel, no Parque Barigui.

“Ao iluminar nossos cartões postais, queremos dar luz a um tema de extrema importância. Um novo caso de demência a cada três segundos, dez milhões de novos casos por ano e uma projeção de atingir 132 milhões de pessoas até 2050 no mundo todo, segundo a estimativa do World Alzheimer Report. Prevenir é o melhor caminho. Prevenir hoje é preservar memórias, autonomia e histórias”, afirma a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak.

Segundo a secretária, ao perceber os primeiros sinais da doença, a orientação é procurar a unidade básica de saúde de referência para acompanhamento. Durante a avaliação inicial, podem ser aplicados testes cognitivos e investigadas outras condições que também podem causar alterações de memória e comportamento, como deficiência de vitamina B12, alterações da tireoide, sífilis e depressão.

Quando há suspeita de demência, o paciente pode ser encaminhado para uma avaliação especializada. Os medicamentos de alto custo usados no tratamento são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nos casos diagnosticados, por meio da Farmácia Especial.

A doença

O Alzheimer é a causa mais comum de demência. Trata-se de uma doença neurológica crônica e degenerativa que geralmente começa com a perda de memória recente e pode evoluir até a perda de autonomia e independência da pessoa afetada.

Além da memória, a doença interfere no fluxo de pensamento, no raciocínio, na linguagem e no comportamento, entre outras funções. Nos estágios iniciais, os sintomas podem ser discretos, mas tendem a se agravar com a evolução da doença, aumentando a necessidade de cuidados contínuos por parte da família e da sociedade, com impactos emocionais e financeiros.

Entre os fatores de risco para as demências, 14 são considerados potencialmente modificáveis. Estão entre eles baixa escolaridade, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, inatividade física, depressão, perda auditiva, isolamento social e perda visual.

“Atuar sobre esses fatores pode prevenir ou adiar cerca de 45% dos casos. Boa parte dessas condições já faz parte do acompanhamento cotidiano da Atenção Primária”, afirma a geriatra da SMS, Ivete Berkenbrock.

Principais sinais de alerta

Perda de memória recente: esquecer conversas, compromissos ou nomes de pessoas e repetir perguntas com frequência.

Dificuldade em tarefas familiares: apresentar problemas para realizar atividades cotidianas simples, como cozinhar, usar aparelhos ou pagar contas.

Desorientação no tempo e no espaço: perder-se em ruas conhecidas, não saber que dia é ou esquecer a estação do ano.

Problemas de comunicação: ter dificuldade para encontrar palavras, formar frases ou acompanhar uma conversa.

Mudanças de humor e personalidade: apresentar irritabilidade, apatia, confusão ou desconfiança repentina sem motivo aparente.

Perda de objetos em lugares incomuns: guardar itens em locais errados, como o ferro de passar na geladeira, e não conseguir refazer o caminho para encontrá-los.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

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