Curitiba fecha 2021 com mais chuvas, mas ainda abaixo da média histórica

Aos poucos a chuva volta a fazer as pazes com Curitiba. Após uma severa estiagem, que culminou com a formalização da situação de emergência hídrica por parte do Governo do Estado em maio de 2020, a cidade dá sinais de caminhar para um estágio de normalidade. O acumulado em 2021 ficou em 1.091 milímetros (mm), ainda abaixo da média histórica, de 1.416,6 mm, mas com indicadores mais próximos da realidade.

Os níveis das barragens que abastecem a população da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), por exemplo, subiram consideravelmente. Se no período mais crítico da seca, em meados de 2020, o volume médio dos reservatórios chegou a bater na casa dos 30%, atualmente aponta para 67,65% – Iraí (64,95%), Passaúna (58,96%), Piraquara 1 (75,82%) e Piraquara 2 (86,38%), de acordo com a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná).

A Capital superou a média histórica de chuvas em quatro oportunidades no ano passado – janeiro (+9%), maio (+39%), agosto (+26%) e outubro (+7,5%). Em outros três meses ficou bem próximo ao ideal – março (84%), junho (89%) e dezembro (94%). O levantamento é do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).

A ajuda do céu contou com duas ações importantes do Estado e da sociedade. Por parte da Sanepar, com a implementação do rodízio no abastecimento que, em alguns momentos, foi mais rígido – atualmente o modelo em vigor é de 60 horas com água e interrupção de 36 horas, processo retomado nesta terça-feira (04) após a suspensão a partir de 23 de dezembro para as celebrações de fim de ano.

Além disso, destacou o presidente da companhia, Claudio Stabile, a adoção de medidas preventivas por parte da população, que priorizou o uso racional da água durante todo o período. “Observamos que medidas importantes como o reaproveitamento da água utilizada na máquina de lavar para a limpeza da casa, da área externa ou de calçadas, passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas, o que ajudou muito”, disse.

A Sanepar alerta, contudo, que apesar do cenário mais favorável, o Paraná segue em calamidade hídrica – em dezembro choveu muito pouco na parte Oeste do Estado. Por isso, reforça o pedido para o uso correto da água, sem desperdícios, com priorização da alimentação e higiene pessoal.

A orientação para redução do consumo também faz parte do Decreto n. 9.989, de 22 de dezembro, que ampliou a condição de emergência hídrica para todo o Estado. O documento também diz que é necessário priorizar a água para o abastecimento público, em detrimento a outros usos.

INVESTIMENTO – O Governo do Estado busca alternativas para poder enfrentar a estiagem, investindo em novas ações com foco na melhoria do abastecimento de água em todo o Paraná. Na RMC, por exemplo, destaque para a construção da Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais. Os investimentos da Sanepar no reservatório giram em torno de R$ 160 milhões. O equipamento terá capacidade de reservação de 38 bilhões de litros de água, o que garantirá produção de 2 mil litros de água por segundo. A conclusão das obras depende agora das condições climáticas.

Outra medida é a transposição de água do Rio Capivari, em Colombo, até a Barragem do Iraí, dentro do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC). Prevista inicialmente para 2025, foi concluída em outubro com previsão, acrescentando cerca de 700 litros de água por segundo ao sistema.

Acompanhe mês a mês o quantitativo de chuvas em Curitiba:

*JANEIRO

Volume do mês: 194,6 mm

Média histórica: 178,5 mm

Percentual: +9%

FEVEREIRO

Volume do mês: 78,2 mm

Média histórica: 147,9 mm

Percentual: 52,8% do previsto

MARÇO

Volume do mês: 107,6 mm

Média histórica: 128,1 mm

Percentual: 84% do previsto

ABRIL

Volume do mês: 8,8 mm

Média histórica: 81,6 mm

Percentual: 10,7% do previsto

*MAIO

Volume do mês: 116 mm

Média histórica: 83,5 mm

Percentual: +39%

JUNHO

Volume do mês: 96,4 mm

Média histórica: 108,1 mm

Percentual: 89% do previsto

JULHO

Volume do mês: 14,6 mm

Média histórica: 92,4 mm

Percentual: 15,8% do previsto

*AGOSTO

Volume do mês: 104,4 mm

Média histórica: 82,7 mm

Percentual: +26%.

SETEMBRO

Volume do mês: 53 mm

Média histórica: 123,1 mm

Percentual: 43% do previsto

*OUTUBRO

Volume do mês: 161,2 mm

Média histórica: 150 mm

Percentual: +7,5%.

NOVEMBRO

Volume do mês: 36,2 mm

Média histórica: 113,7 mm

Percentual: 31,8% do previsto

DEZEMBRO

Volume no mês: 120 mm

Média histórica: 127 mm

Percentual: 94% do previsto

TOTAL

Volume do ano: 1.091 mm

Volume histórico: 1.416,6 mm

Média do ano: 90,9 mm

Média histórica anual: 118 mm

Percentual: 77% do previsto

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Curitiba e Região Metropolitana não terão mais rodízio de água

Curitiba e Região Metropolitana não terão mais rodízio de água. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e pelo diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, nesta quarta-feira (19). Os reservatórios que compõem o Sistema de Abastecimento Integrado (SAIC) atingiram nível médio de 80,34% da capacidade com as chuvas de janeiro, antecipando a programação do fim do rodízio, previsto para março. A normalização do abastecimento deve ocorrer até as 16 horas de sexta-feira (21).

Curitiba e Região Metropolitana não terão mais rodízio de água. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e pelo diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile.
Foto: Jonathan Campos/AEN

Eles também anunciaram que não haverá novo rodízio no abastecimento em 2022, mesmo no pior cenário de estiagem. Com as obras realizadas nos últimos dois anos e a conscientização do uso racional por parte da população, os reservatórios têm capacidade de atendimento de 12 a 16 meses. Ainda assim, o Estado permanece sob alerta de emergência hídrica porque enfrenta a seca mais severa dos últimos 91 anos.

Foram 649 dias de rodízio, implementado em março de 2020. Nesse período, o rodízio e todas as medidas implementadas junto à população geraram economia de 89,8 bilhões de litros de água. De agosto de 2020 a dezembro de 2021, dentro da Meta20, houve economia média de 17,17%.

“É um dia importante: depois de dois anos de rodízio, conseguimos cumprir a meta de chegar a 80% dos reservatórios para finalizar o rodízio em Curitiba e na Região Metropolitana. E não foi só a chuva que fez com que alcançássemos esse patamar. Nesses dois anos de calamidade hídrica, tivemos muito trabalho de uma equipe de colaboradores da Sanepar; obras antecipadas, como a transposição do Rio Capivari; e ajuda da população”, disse o governador. “Mesmo sem chuva constante, não teremos rodízio nos próximos 12 meses”.

“Tivemos uma escassez hídrica concomitante com a pandemia nesses últimos anos. E agora temos a notícia que um desses grandes problemas está resolvido. Mesmo não tendo chuvas regulares, temos a garantia da preservação do sistema sem rodízio. Claro que nesse período vamos continuar trabalhando. Temos várias obras antecipadas no Estado, estamos mobilizando as equipes, olhando a curto e médio prazo, para deixar um legado para o Paraná”, complementou Stabile.

Segundo ele, sem as ações implementadas, principalmente o rodízio, o sistema teria entrado em colapso em outubro/novembro de 2020, quando as barragens teriam atingido níveis entre 12,7% e 13,1%, o que praticamente inviabilizaria o fornecimento de água. O cenário se repetiria a partir de julho/agosto de 2021, quando os níveis chegariam a 11%, baixando até 4,5% em outubro de 2021.

OBRAS – Nesse período de rodízio preventivo, para manter o abastecimento, a Sanepar executou uma série de obras, além da semeadura de nuvens para induzir chuvas na cabeceira dos rios.

Entre as obras estão captações emergenciais e transposições, como a antecipação de interligações da estação elevatória do Corte Branco, no Uberaba, a adutoras para reforçar a distribuição de água na região Sul de Curitiba; captações emergenciais em cavas de extração de areia em Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais e Campo Magro; e reativação da captação de água do Reservatório do Carvalho, nos Mananciais da Serra, levando água à Barragem do Piraquara I.

Também fazem parte das intervenções executadas nos últimos dois anos a transposição do Rio Pequeno e do Rio Miringuava Mirim ao Rio Miringuava; a transposição do Rio Verde, em Campo Lago, até a Barragem do Passaúna, por meio de adutora com capacidade de transportar até 200 litros por segundo; e a transposição do Rio Capivari para o Rio Iraí, por meio de implantação de sistema de captação, estações elevatórias e adutora, tornando possível utilizar até 700 litros por segundo.

E a Sanepar ainda pretende entregar em 2022 as obras da Barragem do Miringuava. Com investimentos de R$ 160 milhões, a barragem vai incrementar 38 bilhões de litros de água na reservação do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (Saic). “É um reservatório com capacidade para atender 600 mil pessoas por dia. Todas essas obras foram feitas em cima de um planejamento importantíssimo da Sanepar. Estamos cuidando do futuro do Paraná”, disse Ratinho Junior.

COLOMBO – Apenas em Colombo o revezamento ainda permanece, mas apenas na região abastecida por poços, o que corresponde a 16% do município. Nesse caso, o rodízio está estabelecido para a Região Central, que abrange os bairros Butiatumirim, Fervida, São João, Santa Gema, Cercadinho, Serrinha, Itajacuru, Parque Embu, Arruda, Santa Tereza, Centro, Jardim Florença, Gabirobal, Uvaranal, Sapopema, Curitibano, Santa Fé, São Gabriel, Ana Rosa e Roça Grande.

HISTÓRICO DO RODÍZIO 

 Início em 17 de março de 2020 para bairros da região Sul de Curitiba e cidades da RMC (Sul) em função de queda de vazão nos pontos de captação.

– A partir de 18 de maio de 2020, rodízio estendido a toda a cidade de Curitiba e outras cidades da RMC no modelo 1 dia sem água x 4 dias com água (divisão dos bairros em cinco grupos). 

– Em 14 de agosto de 2020, rodízio de 36 horas com água x até 36 horas sem água (divisão dos bairros em três grupos).

– Em 15 de março de 2021, rodízio de 60 horas com água x até 36 horas de suspensão do fornecimento de água.

– Em 11 de agosto de 2021, rodízio voltou a ser de 36 horas x 36 horas.

– Em 15 de novembro de 2021, rodízio foi alterado para modelo de 60 horas x 36 horas.

– Em 17 de janeiro de 2022, rodízio foi alterado para modelo de 84 horas x 36 horas.

CIDADES

O rodízio abrangia 14 cidades da RMC: Curitiba, Araucária, Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, São José dos Pinhais e Tijucas do Sul. Algumas dessas cidades não são abastecidas pelas barragens, mas por sistemas isolados de rios e poços.

Hard Rock Cafe Curitiba lança menu especial com drinks para o verão

O menu Summer Hits tem 10 drinks com preços entre R$ 29,90 e R$ 34,90

O verão chegou e com ele o menu especial do Hard Rock para a temporada mais quente do ano, o Summer Hits, com 10 drinks especiais, preços de R$ 29,90 a R$ 34,90 cada e válido até o final de fevereiro. A carta é assinada pelo bartender Flávio Canuto Silva, responsável pelo setor, e nesta edição também conta com o drink autoral A Sun For Each One, de Camila Peixoto. A Sun For Each One é uma delícia refrescante com Jack Daniels, St. Germain, Simple Syrup, purê de manga, limão siciliano, tabasco e angostura.

A seleção foi pensada para todos os gostos, em um mix com uísque, tequila, campari, espumante, entre outros. Destaque para o Aperol Spritz, com Aperol, espumante prosecco, água com gás e laranja, o Watermelon Mojito com melancia, hortelã, monin melancia, suco de limão, Bacardi Carta Blanca e água com gás e o refrescante Red Dragon Gin Tonic, com pitaya syrup, suco de limão, London Dry Gin e água tônica.

Divulgação

 Além dos novos drinks, quem for até o Hard Rock Cafe Curitiba também vai poder aproveitar o melhor do pop rock todos os dias a partir das 19h. A banda Kill The Sheep sobe ao palco nas segundas, seguido de Amazing Aerosmith na terça, Anne Glober na quarta, República Pine na quinta, Jukeboxx na sexta, Old Roosters no sábado e Dr. Smith no domingo, todas tocando no palco térreo. No espaço 3rd Floor a programação segue com a banda Sonora na quarta e Czar Rock na quinta. Kcomq na sexta, CrackerJack no sábado e Hotel Hell aos domingos. 

“Temos também música ao vivo na sexta, sábado e domingo durante o brunch, o almoço e o happy hour. E quem vier pode escolher uma mesa com vista privilegiada do bairro Batel, em um espaço super arejado e perfeito para aproveitar inclusive com crianças”, conta Fernando Barros, diretor de marketing da casa. 

O Hard Rock Cafe Curitiba funciona seguindo todos os protocolos de combate ao coronavírus sinalizados pelos órgãos de saúde. A casa abre de segunda a quinta-feira das 11h30 às 24h, sexta das 11h30 à 1h, sábado das 9h à 1h e domingo das 9h às 24h. Informações e reservas pelas redes sociais https://www.instagram.com/hrccuritiba/ e https://www.facebook.com/hrccuritiba