Curitiba abre terceiro drive-thru para vacinar idosos acima de 90 anos

A vacinação anticovid-19 para idosos acima de 90 anos em Curitiba terá mais um ponto de drive-thru a partir desta sexta-feira (12/2). O novo local de vacinação fica no bairro Boa Vista, na Paróquia Santo Antônio.

Com essa ampliação a cidade passa a contar com 14 pontos de vacinação (lista abaixo), sendo três em sistema drive-thru. A vacinação dos idosos acima de 90 anos começou nesta quarta-feira (10/2).

Na sexta-feira (12/2) começam a ser imunuzados com a primeira dose da vacina contra a covid-19 idosos acima de 90 anos.

A estimativa da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba é de que sejam imunizados cerca de cinco mil pessoas nessa faixa etária.

Como chegar ao drive-thru do Boa Vista

A vacinação no drive-thru na Paróquia Santo Antônio, no Boa Vista, terá entrada única pela Rua Geraldo Gustavo Oscar Mueller. O horário de atendimento é das 9h às 16h.

A formação das filas, com organização de agentes de trânsito e guardas municipais, começará ao lado esquerdo da via rápida sentido centro-bairro (Rua Jovino do Rosário). Pela Jovino do Rosário, os motoristas vão virar à esquerda na Rua Geraldo Gustavo Oscar Mueller, por onde será o acesso único ao portão da paróquia.

A Superintendência de Trânsito (Setran) observa que só poderá virar à esquerda, a partir da rápida, quem seguir para a vacinação. A saída única do drive-thru acontecerá pela Avenida Paraná. Também não será liberado acesso de motoristas que estejam na Avenida Paraná e queiram virar à direita na Rua Geraldo Gustavo Oscar Mueller – mesmo que o destino seja o ponto de vacinação.

Serviço: vacinação de idosos acima dos 90 anos

– 90 anos ou mais: sexta-feira, 12 de fevereiro

Drive-Thru – 9h às 16h

Pavilhão da Cura – Parque Barigui (entrada pela BR-277)
Estacionamento do Santuário Nossa Senhora do Carmo – Boqueirão (entrada pelo segundo portão do estacionamento, na Rua Frederico Mauer)
Paróquia Santo Antônio – Boa Vista (entrada única pela Rua Geraldo Gustavo Oscar Mueller)

Locais fixos de vacinação – 8h às 17h

1 – Pavilhão da Cura
Parque Barigui

2 – US Salvador Allende
Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712 –  Sítio Cercado

3 – US Vila Diana
Rua René Descartes, 537 – Abranches

4 – US Jardim Paranaense
Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão

5 – US Camargo
Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru

6 – US Ouvidor Pardinho
Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho

7- US Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

8 – US Pinheiros
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade

9 – Clube da Gente CIC
R. Hilda Cadilhe de Oliveira

10 – Rua da Cidadania do Tatuquara
R. Olivardo Konoroski Bueno, s/n

11- Rua da Cidadania do Fazendinha
Rua Carlos Klemtz, 1700

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Paraná precisa vacinar 56% da população para conter pandemia, aponta estudo

O Paraná é o estado brasileiro que apresenta maior urgência no aumento de sua cobertura vacinal para conseguir conter a pandemia de Covid-19. É o que aponta um estudo publicado pelo grupo de pesquisa interdisciplinar Ação Covid-19, formado por pesquisadores de diversas áreas do conhecimento associados a 13 instituições, incluindo Maria Carolina Maziviero, professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Os autores analisaram qual seria a porcentagem mínima necessária de população vacinada, em cada estado, a fim de conter a expansão da pandemia. A estimativa foi feita para o mês de abril de 2021, em comparação com dezembro de 2020, janeiro e fevereiro de 2021. Para isso, eles se basearam no número de casos de Covid-19 confirmados e na cobertura vacinal, abrangendo primeira e segunda dose de imunizantes.

Maria Carolina explica que o controle da pandemia, ou seja, a diminuição no alastramento do vírus ocorre quanto a taxa de transmissão fica abaixo de um (R0< 1). “Significa que cada pessoa infectada transmite para menos de uma outra pessoa, o que indica redução do número de infectados”. Se a taxa é menor do que um, menos pessoas são infectadas e o número de casos retrocede. Atualmente, nenhum estado brasileiro apresenta R0< 1.

Comparando o mês de abril com os demais períodos avaliados, os pesquisadores concluíram que é alto o número de estados em situação crítica, ou seja, que ainda precisam vacinar, pelo menos, mais 25% da sua população, com as duas doses, para conter a expansão do coronavírus. Os aumentos mais significativos na porcentagem necessária de vacinação foram observados no Mato Grosso e em Tocantins, indicando uma piora do cenário epidêmico desses estados.

O Maranhão tem se apresentado como um destaque positivo dessa série de estudos e, desde dezembro de 2020, demonstra as menores necessidades de imunização entre todos os estados do Brasil. Apesar de ter aumentado a necessidade de vacinação nos meses posteriores, reflexo da piora da pandemia em todo o país, a região ainda se mantém abaixo das demais e deve conseguir conter a pandemia mais rapidamente.

Paraná

O estudo referente ao período avaliado (19 de abril a 19 de maio) indica a tendência de um aumento urgente na necessidade de vacinação no estado do Paraná. De acordo com os pesquisadores, o cenário se apresenta dessa forma devido à situação crítica que o estado se encontrava no início de março, com a ocupação de leitos de UTI atingindo mais de 95%, com o isolamento social em queda (46% em média) e com o aumento no número de casos. “Na metade do mês, esse panorama se agravou com a taxa de ocupação de UTI chegando a 100%, além da falta de oxigênio, a contínua queda no isolamento, que atingiu 35%, e a falta de vacinas”, revelam os especialistas.

A análise também demonstra que a situação passou a apresentar sinais de melhora após a entrega de novos lotes de imunizantes e do decreto que instituiu medidas de contenção ao coronavírus, restringindo a circulação de pessoas. “Como consequência, o isolamento subiu novamente para uma média de 45%. No fim do mês de abril, o estado apresentou queda na taxa de contaminação e o menor número de casos de Covid-19 desde novembro de 2020”.

No entanto, depois de um novo relaxamento das medidas restritivas, o contato de pessoas suscetíveis ao vírus, que estavam então isoladas, aumentou, assim como o número de casos e óbitos. “Isso se refletiu na elevação do ranking de urgência para a maior prioridade de vacinação entre todos os estados brasileiros”, diz o relatório. Atualmente, o Paraná precisa vacinar, com as duas doses, pelo menos 56% da sua população para atingir o número necessário para controlar o aumento da pandemia, mas somente 9,72% foram vacinados.

Santa Catarina

Santa Catarina, destino de muitos paranaenses em feriados e finais de semana, é outra região cujo cenário é preocupante. De acordo com o estudo, é possível observar diversas tendências que impactam a gravidade da pandemia nessa localidade. “No início de março, o estado apresentava o menor índice de isolamento social desde o começo da pandemia (29%) e a ocupação de leitos de UTI estava entre as maiores do Brasil, próxima de 100%.

“Em meados do mesmo mês, o governo estadual instituiu decretos com medidas de contenção ao coronavírus, porém o índice de isolamento não aumentou como esperado, mantendo-se próximo a 50%. Com a esperança de reverter o colapso do sistema de saúde estadual, Santa Catarina recebeu 147,4 mil vacinas, o maior lote desde janeiro. Contudo, no final do mês, a taxa de isolamento continuou sendo um problema e atingiu um dos piores índices do Brasil (30,3%)”, destacam os estudiosos.

Novas medidas restritivas foram instituídas e prorrogadas até abril. Houve o aumento de multas e de fiscalização. Essas ações impactaram a taxa de letalidade da doença, ajudando Santa Catarina a deixar o posto de estado com maior número de mortes. “A cobertura vacinal mínima está em 49,3% o que, junto com o sistema de saúde em colapso e a tendência à notificação de casos e óbitos de forma irregular, aponta para a necessidade de cumprimento do isolamento social e o aumento da velocidade de vacinação na região”. Apenas 9,53% da população catarinense foi imunizada com as duas doses até o momento.

Cenário no Brasil

Até o dia cinco de maio de 2021, o Brasil havia vacinado 33.404.33 pessoas com a primeira dose e 17.039.463 com o reforço do imunizante, o que corresponde a 16% e 8% da população total, respectivamente. A análise referente ao mês de abril deste ano apontou que houve elevação da porcentagem de imunizados em todas as regiões do país, mesmo que abril tenha sido marcado por uma queda acentuada no ritmo da vacinação.

O cenário da pandemia analisado mostra a diminuição da necessidade de imunização mínima da população em 13 dos 27 estados. Em compensação, a situação se agravou em oito estados. Também é possível observar que 13 estados ainda necessitam vacinar mais de 40% de sua população para que se inicie uma redução significativa e contínua do número de casos de Covid-19.

Os pesquisadores alertam que a prioridade de vacinação de cada estado não está sendo leva em consideração na distribuição das doses pelo Ministério da Saúde. “Isso é evidenciado quando observamos que São Paulo, Amazonas e Maranhão vacinaram em torno de 30% do estipulado como necessário para controlar o aumento no número de casos. Enquanto isso, Amapá, Rondônia e Acre vacinaram menos de 14% da cobertura vacinal mínima ideal”.

Diante destes aspectos, os autores argumentam que é urgente e necessário que os modelos de análise do panorama nacional sejam utilizados para elaborar mapeamentos estratégicos para o enfrentamento da pandemia no país. “Criando um ranking de urgência e realizando análises periódicas de todos os estados é possível, por exemplo, localizar os pontos de atenção, os déficits de cobertura da vacinação, sinalizar subnotificações e, com isso, chegar cada vez mais próximo de um plano nacional e conjunto de luta contra a pandemia”.

Metodologia

O estudo calcula o número de reprodução básico, denominado R0, que corresponde ao número de infecções secundárias causadas por uma pessoa infectada em uma população suscetível ao vírus. O valor do R0 indica uma expansão (R0 >1) ou um recuo na transmissão do coronavírus (R0,<1). O R0 menor do que 1 não representa um controle total da pandemia, mas sim que o número de novos casos está em tendência de redução.

Para calcular o R0, os pesquisadores ajustaram um modelo clássico na epidemiologia, o modelo SIR, que considera três compartimentos para a divisão da população em relação à doença estudada: Suscetíveis (S), Infectados (I) e Recuperados (R). Adicionalmente, eles usaram equações para encontrar os valores ótimos de dois parâmetros do modelo SIR.

Por meio desse método, é possível determinar, aproximadamente, a proporção da população que deve ser imunizada em um período, a fim de resultar em um R0 abaixo do limiar de 1.

Curitiba tem o primeiro drive-thru de café do Brasil

Recentemente, Curitiba ganhou o primeiro drive-thru de café do Brasil, o Drive Café! O espaço (que é uma lindeza) fica localizado na Rua Mateus Leme. 

E nesses dias de frio na capital um café quentinho vai bem! O cardápio do Drive conta com preparos tradicionais, que vão dos mais elaborados – com caramelo e chocolate europeu – até os gelados. Os preços variam de R$4 a R$23. 

Foto: @drivecafe.br

O Drive também serve sorvetes com casquinha recheada de café. Além de pão de queijo, cookies, brownie e nuts. 

Foto: @drivecafe.br

Serviço – Drive Café

Endereço:  Rua Mateus Leme, 3268 – São Lourenço

Horários: segunda a sexta, das 7h30 às 19h | sábados, das 8h às 17h