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CPMI do INSS Rejeita Convocação de Frei Chico, Irmão de Lula

16/10/2025 – 15:03

CPMI Rejeita Convocação de Frei Chico em Investigação sobre Fraudes no INSS

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi marcada por polêmicas ao rejeitar a convocação de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico. Ele é dirigente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Rejeição da Convocação

Na sessão desta quinta-feira (16), todos os 11 requerimentos para convocar Frei Chico foram negados em uma votação que terminou com 19 votos a 11. Apesar de o Sindnapi ser investigado pelas fraudes, Frei Chico não é alvo das apurações da Polícia Federal (PF). O sindicato movimentou R$ 1,2 bilhão em apenas seis anos e é acusado de desviar recursos por meio de descontos indevidos nos pagamentos de aposentados.

Conflito de Opiniões

A discussão sobre a convocação dominou o início da sessão, com parlamentares de oposição argumentando pela inclusão de todos os envolvidos nas investigações. O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) questionou a decisão da CPMI: “Qual o motivo de esconder a não presença do irmão do presidente da República? O silêncio faz muito barulho”, declarou.

Por outro lado, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) defendeu a rejeição da convocação, afirmando que “Frei Chico não tem nenhuma atividade administrativa ou financeira no sindicato onde está há um ano”.

Negativa de Prisão Preventiva

Além da convocação, o pedido de prisão preventiva do presidente do Sindnapi, Milton Cavalo Batista, também foi negado.

Quebras de Sigilo e Acordos entre os Líderes

Outros três requerimentos que solicitavam a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal de Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência, foram retirados da pauta. Os pedidos visavam verificar a possível omissão ou negligência do ex-ministro diante das irregularidades. A retirada ocorreu por meio de um acordo entre os líderes partidários.

Lupi estava à frente do Ministério da Previdência quando a PF iniciou a Operação Sem Desconto, que apurava descontos indevidos realizados por entidades sindicais nas folhas de pagamento de aposentados.

A comissão também aprovou a quebra do sigilo do advogado Eli Cohen, um dos denunciantes do esquema de descontos fraudulentos no INSS, referente ao período de janeiro de 2015 a setembro de 2025.

Preocupação com o Advogado

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) expressou preocupação sobre Eli Cohen, afirmando que ele precisa esclarecer sua atuação. “Por que estenderam esse tapete vermelho para um advogado que age de uma maneira muito estranha?”, questionou. O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a medida, alertando que a quebra do sigilo não deveria se restringir ao período da denúncia, sugerindo que isso poderia ser visto como uma forma de intimidação.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

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