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CPMI do INSS interroga ex-dirigente de associação e ex-integrante do Conselho de Previdência Social

20/10/2025 – 08:19

Depoimentos na CPMI do INSS

Na próxima segunda-feira (20), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS realizará novas oitivas. Entre os convocados estão o ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), Felipe Macedo Gomes, e a ex-integrante do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), Tonia Andrea Inocentini Galleti. Ambos têm papéis centrais nas investigações sobre fraudes e irregularidades no sistema previdenciário.

Denúncias de Descontos Indevidos

Felipe Gomes será questionado sobre a movimentação de mais de R$ 1,1 bilhão em descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas. O objetivo é entender como a Amar Brasil Clube de Benefícios foi autorizada a descontar até 2,5% dos benefícios previdenciários, impactando milhares de beneficiários, muitos dos quais não tinham vínculo ou autorização para tal.

Este depoimento atende a requerimentos dos senadores Fabiano Contarato (PT-ES) e Damares Alves (Republicanos-DF), além de deputados como Rogério Correia (PT-MG) e Orlando Silva (PCdoB-SP). Contarato, no entanto, destaca que o ex-dirigente da associação foi identificado como um operador do esquema de fraudes durante investigações da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU).

Questões Estruturais e Regulamentação

A oitiva de Tonia Galleti, por sua vez, visa esclarecer os bloqueios que impediram a formalização de denúncias e pedidos de regulamentação dos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados com associações e sindicatos. O depoimento é respaldo por requerimentos de senadores e deputados que sustentam a importância de investigar falhas estruturais dentro do sistema previdenciário.

Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), a CPMI deve vasculhar não apenas os executores finais das fraudes, mas também as omissões nas decisões das autoridades da Previdência Social. Ele argumenta que o testemunho de Galleti pode revelar como a falta de ação diante das denúncias resultou em um ambiente regulatório favorável à perpetuação de crimes no setor.

“É seu dever, como cidadã e ex-integrante de um órgão de Estado, e direito desta CPMI, ouvir quem esteve na trincheira institucional, munida de informações e com o ímpeto de agir, mas que foi silenciada pela inércia calculada de seus superiores”, completa Lucas.

Detalhes da Reunião

A reunião da CPMI está agendada para ocorrer às 16 horas, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado, e será conduzida de forma interativa, permitindo a participação de diferentes segmentos envolvidos na questão da Previdência Social.

Da Agência Senado
Edição – MB

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