Covid: Curitiba vacina parte do grupo de 66 anos nesta segunda-feira

Curitiba recebeu na última quinta-feira (8) nova remessa da vacina que imuniza contra o novo coronavírus. Foram entregues ao município 45.410 novas doses da Coronavac/Instituto Butantan e também da AstraZeneca.

Do total do novo lote, 26.975 doses foram direcionadas pelo Plano Nacional de Imunização (PNI) para aplicação da segunda dose no público prioritário de 79 a 70 anos, calendário que já está em andamento.

Primeira dose

Para a primeira aplicação são 18.435 doses de imunizantes, das quais  200 são destinadas a imunização dos trabalhadores das forças de segurança, mediante agendamento. Deste total, a secretaria vai reservar 4.790 doses de CoronaVac serão usadas para reposição da segunda aplicação.

As 13.445 doses restantes são destinadas a imunização de idosos pertencentes à faixa etária entre 69 a 65 anos – cuja parcela até 67 anos já recebeu a primeira imunização. 

Com essas doses, serão imunizados na próxima segunda-feira (12), pessoas com 66 anos completos nascidas entre 1º de janeiro e 30 de junho.

Ainda na segunda-feira a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) fará um balanço do estoque para avaliar a possibilidade de avanço do calendário de imunização. A estimativa é de que há em Curitiba 15 mil pessoas no grupo de 66 anos completos.

Reposição de estoque

As 4.790 doses de CoronaVac serão usadas para reposição da segunda aplicação pois na oitava remessa de imunizantes do Instituto Butantan entregues ao município (recebida em março), foi identificado rendimento inferior dos frascos, ao invés de 10 doses os frascos estavam rendendo 9 doses, a situação já foi notificada para o Ministério da Saúde.

Das 84.540 doses registradas como entregues na remessa renderam 77.767 doses aplicadas, o que gerou um déficit de 6.773 doses que foram utilizadas do estoque de segunda aplicação.

Trabalhadores de Saúde

Em decorrência da limitação de doses, com o novo lote não será possível a retomada da imunização dos trabalhadores de saúde. Foram imunizados até a última quarta-feira (7), 60.481 profissionais de saúde. Há uma divergência entre a estimativa populacional para esse grupo entre o Plano Estadual (60.332) e Municipal (89.801), com isso as doses recebidas até o momento destinadas a esse público foram insuficientes.

 A Prefeitura já está em tratativa com o Ministério da Saúde para o ajuste do público alvo e envio de novas remessas para a imunização dos trabalhadores de saúde que ainda não foram imunizados.

“O prefeito, Rafael Greca fez uma reunião virtual com o novo Ministro para fazer esse apelo, o ministro se comprometeu a analisar os dados para resolver essa divergência na estimativa populacional dos trabalhadores da saúde de Curitiba”, disse a secretária Municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

Serviço

Vacinação nesta segunda-feira, 12 de abril

  • 66 anos completos nascidos entre 1º de janeiro e 30 de junho: segunda-feira, 12 de abril.

Pontos de vacinação para idosos

LOCAIS FIXOS

Das 8h às 18h. 

1 – Pavilhão da Cura
Parque Barigui

2 – US Salvador Allende
Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712 – Sítio Cercado

3 – US Parigot de Souza
Rua João Eloy de Souza, 11

4 – US Vila Diana
Rua René Descartes, 537 – Abranches

5 – US Jardim Paranaense
Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão

6 – US Visitação
Rua Dr. Bley Zornig, 3136 – Boqueirão

7 – US Camargo
Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru

8 – US Uberaba
Rua Cap. Leônidas Marques, 1392 – Uberaba

9 – Clube da Gente CIC
Rua Hilda Cadilhe de Oliveira

10 – US Ouvidor Pardinho
Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho

11 – US Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

12  – US Aurora
Rua Theofhilo Mansur, 500 – Novo Mundo

13 – US Pinheiros
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade

14- Rua da Cidadania do Tatuquara
Rua Olivardo Konoroski Bueno, s/n

15 – Rua da Cidadania do Fazendinha
Rua Carlos Klemtz, 1.700

16 – Paróquia Santo Antônio – Boa Vista (entrada pela Av. Paraná). 


DRIVE-THRU

Das 8h30 às 16h30. 

1 – Pavilhão da Cura – Parque Barigui (entrada somente pela BR-277)
2 – Estacionamento do Santuário Nossa Senhora do Carmo – Boqueirão (entrada pelo segundo portão do estacionamento, pel
 Rua Frederico Maurer)
3 – Paróquia Santo Antônio – Boa Vista (entrada única pela Rua Geraldo Gustavo Oscar Mueller). 

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Fiocruz: cai média de idade de mortes e de casos de covid-19

A idade média dos casos e das mortes de covid-19 apresentou uma queda quando se compara a semana epidemiológica (SE) 1 (3 a 9 de janeiro) e a 27 (3 a 10 de julho) de 2021, segundo o Boletim Observatório Covid-19, publicado hoje (22) pela  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nos dados mais recentes, a média de idade das internações está em 53 anos, contra 62,5 na SE 1; as médias de óbitos foram 73 e 65 nas semanas epidemiológicas 1 e 27, respectivamente.

Os dados foram obtidos a partir do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SivepGripe)  e, segundo os especialistas, apontam para uma nova fase da epidemia no país. “Convém ressaltar que houve uma inflexão na tendência de declínio. Para os casos, a média de idade das internações já chegou a 52,1 anos. Para os óbitos, a inflexão é mais evidente: a média da idade atingiu 59,4 anos”, disseram os especialistas.

Em comparação com a semana epidemiológica 23 (6 a 12 de junho), houve um aumento de internações entre idosos, que esteve em 27,2% na semana epidemiológica  23 e na 27 subiu para 31,8%. Os dados indicam que na semana epidemiológica 23 foi registrada a menor porcentagem de idosos no número de óbitos (44,8%). Na SE 27, esse percentual subiu para 58,2%. Os dados mostram também redução de internações em leitos de terapia intensiva na faixa etária de 50 a 59 anos e uma interrupção no aumento na faixa de 40 a 49 anos na comparação entre as duas semanas epidemiológicas.

Duas últimas SE

Nas últimas duas semanas epidemiológicas, a trajetória descendente no número de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) desacelerou. Segundo os cientistas do Observatório Covid 19, nas últimas duas semanas epidemiológicas, o aumento recente ou o registro de estabilidade em alguns estados sugere um quadro a ser monitorado. Nesse período foi registrada uma queda tanto no número de casos novos (-2,1%), quanto no de óbitos (-2,6%), tendência sustentada desde a análise das semanas anteriores. A taxa de letalidade foi mantida em torno de 3%.

Os pesquisadores destacaram a importância do avanço da campanha de imunização para a  melhora nos números da pandemia. “O avanço da vacinação no Brasil tem ocorrido de forma mais lenta do que a desejável. Ainda assim, a melhoria do quadro pandêmico no país é uma consequência direta do aumento no número de imunizados”, disseram os especialistas.

Estados

Não houve aumento das taxas de incidência ou mortalidade em nenhum estado. Houve uma redução expressiva no número de casos de covid-19 no Rio Grande do Norte, em Rondônia e em Alagoas e uma redução no número de óbitos expressiva no Piauí, no Acre, no Pará e em Sergipe. 

As maiores taxas de incidência de covid-19 no período das últimas duas semanas foram observadas nos estados de Roraima, de Mato Grosso e de Santa Catarina. Paraná, Mato Grosso e São Paulo apresentam as maiores taxas de mortalidade. As maiores taxas de letalidade foram registradas no Rio de Janeiro (5,7%), São Paulo (3,4%), Amazonas (3,4%) e Pernambuco (3,1%).

Para os especialistas, as altas taxas de letalidade “revelam falhas no sistema de atenção e vigilância em saúde nesses estados, como a insuficiência de testes diagnósticos, da triagem de infectados e seus contatos, identificação de grupos vulneráveis, bem como a incapacidade de se identificar e tratar adequadamente os casos graves de covid-19”.

Campanha “Vacina UFPR” chega a mais de mil doações individuais; saiba como contribuir

A campanha “Vacina UFPR” mobiliza a sociedade para a captação de recursos e o financiamento de uma vacina 100% nacional e de baixo custo contra a Covid-19 e outras doenças. 

Em 20 dias, já foram arrecadados R$ 83.323,48 em 1005 doações individuais. No mesmo período, o site vacina.ufpr.br já teve mais de 8 mil acessos e os posts nas redes sociais da UFPR já alcançaram quase 400 mil pessoas, com 3600 compartilhamentos. 

A divulgação da campanha estimulou outros tipos de engajamento. Por sugestão de uma amiga, a fotógrafa e influenciadora digital Patrícia Miguez compartilhou um vídeo para incentivar as doações. Apenas nas redes da UFPR, o material já foi visto por mais de 132 mil pessoas.

Ela aceitou o desafio por entender que a vacina pode servir para outras doenças e ajudar pessoas no Brasil e em outras partes do mundo, no futuro.  “É uma questão de ajudar a comunidade científica e o nosso país como um todo. A vacina é uma arma muito importante. Caso você não possa ajudar, marque as pessoas nas suas redes e espalhe. Quanto mais gente tiver essa informação, mais gente pode doar e ajudar a UFPR a desenvolver a vacina. Vai ser uma bênção ter uma opção barata, nacional e com multipropósito”, relata Patrícia.  

As contribuições para a campanha “Vacina UFPR” permitirão aos pesquisadores avançar com as fases de testes em animais até o final do ano, o que credenciará o pedido à Anvisa para os testes em humanos. 

Com as doações, será possível também aprimorar a infraestrutura física e laboratorial, buscar a transferência de tecnologia para produção em escala industrial e o desenvolvimento de imunizantes.

Sobre a capacidade de produção 100% nacional, o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, destaca: “É muito importante para a soberania do país que tenhamos uma vacina sem a dependência de importação de insumos. Esta luta por uma vacina nacional reforça a importância da ciência e da universidade pública, que se mostraram imprescindíveis durante essa pandemia”. 

O superintendente de parcerias e inovação da UFPR, Helton José Alves, ressalta a economia para os cofres públicos que o imunizante da UFPR poderá trazer. “Para cada real economizado por dose da vacina, estamos falando de milhões de reais, o que torna mais interessante essa plataforma, para a Covid-19 e outras patologias”, revelou Alves em entrevista ao programa “Volume UFPR”, da Rádio UniFM. 

O professor Emanuel Maltempi de Souza, um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da Vacina UFPR, em reportagem da Agência Escola de Comunicação Pública da UFPR, explica que o projeto foi concebido pensando no retorno à sociedade dos conhecimentos produzidos na universidade. “Se continuarmos tendo sucesso no desenvolvimento e testagem da Vacina UFPR, estou convencido que o país terá condições de produzir as doses necessárias para todos os brasileiros”. 

Para alcançar esses objetivos, os custos estão estimados em R$ 76 milhões de reais. Por isso, a campanha aceita doações de qualquer valor, por depósito, transferência bancária para a conta da campanha ou usando chave Pix. 

No site vacina.ufpr.brestão disponíveis os relatórios de acompanhamento dos recursos captados para o desenvolvimento da vacina e notícias sobre o avanço das pesquisas. 

A conta bancária para as doações é exclusiva do Programa de Imunizantes da UFPR, gerida pela Fundação da Universidade Federal do Paraná – FUNPAR. Todas as doações de pessoas físicas e/ou jurídicas são destinadas exclusivamente à continuidade da pesquisa e desenvolvimento da vacina  e não são dedutíveis do Imposto de Renda. 

Os valores captados pela campanha se somam aos financiamentos já obtidos via Rede Vírus, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a recursos próprios da UFPR e aos do Governo do Estado do Paraná, que chegam a R$ 1,3 milhão.  

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado transferiu R$ 18 milhões ao Governo do Estado, que serão destinados à estrutura de laboratórios para a Vacina UFPR. O poder executivo deve repassar esse valor à universidade por meio de um acordo que será celebrado em breve.