Covid cresce e atinge 93% dos municípios paranaenses

A Covid-19 alcançou na terça-feira (7) 373 cidades do Paraná (93%), 117 dias após os primeiros registros da pandemia (12 de março). Apenas em 26 municípios não havia casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

A evolução é significativa em julho. Os sete primeiros dias do mês concentraram 11.322 casos, ou 33% de toda a pandemia, iniciada em março. Já são 202 óbitos apenas neste mês, 24% do total registrado no ano.

O aumento significativo nos últimos 40 dias tirou o Paraná da liderança do índice de casos por 100 mil habitantes, alcançada desde o começo da pandemia com o esforço da sociedade e do Governo do Estado.

Na terça-feira, segundo o Ministério da Saúde, o índice do Paraná era de 300,1, enquanto Minas Gerais (287,7) e Rio Grande do Sul (297,1) tinham taxas menores.

“É uma doença muito séria. Tanto que mesmos os países que já tiveram a sua pior fase da pandemia estão em constante alerta para frear novos surtos, com medidas de isolamento e distanciamento para as pessoas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “Não há fórmula para vencê-la, precisamos estar juntos nessa batalha”.

Para ajudar a conter o avanço, o Governo do Estado restringiu a circulação e as atividades econômicas em oito regionais de Saúde (Cascavel, Cianorte, Cornélio Procópio, Região Metropolitana de Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu, Toledo e Litoral) por 14 dias. Essa medida leva em consideração um cálculo epidemiológico que considera a taxa de incidência por 100 mil habitantes, o número de mortes pela mesma faixa populacional e a ocupação de leitos de UTI nas quatro macrorregionais (Leste, Oeste, Norte e Noroeste).

“É uma abordagem de saúde pública. Os casos estão aumentando, a situação é preocupante, e é momento de agir”, acrescenta Beto Preto.

CRONOLOGIA – O Paraná convive com a doença há mais de três meses. Os primeiros seis casos, divulgados no dia 12 de março, foram registrados em dois municípios: Cianorte e Curitiba. Eram pessoas que viajaram para o exterior e retornaram infectadas. Com o passar dos dias, a circulação e deslocamentos constantes alteraram o padrão e começou a transmissão comunitária.

Um mês depois, em 12 de abril, o monitoramento da secretaria registrava 738 casos em 78 cidades e 30 óbitos em 14 municípios do Estado. Em 12 de maio os casos mais que dobraram em quantidade de pacientes e municípios: 1.906 confirmados em 158 cidades e 113 mortos em 44 cidades.

No dia 12 de junho a Secretaria da Saúde divulgou 8.705 casos registrados em 296 municípios e 294 mortos em 100 municípios. Até o dia sete de julho, 117 dias após os primeiros casos, o Paraná registra 33.939 casos em 373 municípios e 837 pacientes que morreram em 164 cidades.

Beto Preto explica que a Covid-19 representa um desafio para a administração pública e para a sociedade.  “O avanço da doença é assustador quando olhamos para o mapa e os números. Mas é muito cruel porque perdemos 837 cidadãos neste curto período”, afirma.

DECRETO – O Governo do Estado publicou no dia 30 de junho medidas restritivas para oito regiões do Paraná com objetivo de conter a transmissão do novo coronarívus. O Decreto 4.942/2020 impôs fechamento de estabelecimentos, restrição de horários e adequações para uma nova rotina em 141 municípios paranaenses, 35% do total de cidades.

Entre todos os municípios alcançados pelo Decreto, apenas seis não têm casos confirmados da Covid-19: Miraselva, Santo Antônio do Paraíso, Pitangueiras, Nova Santa Bárbara, Doutor Ulysses e Tunas do Paraná.

A população que reside nos 141 municípios é de 6.593.043 pessoas, o que representa 58% de todos os moradores do Estado, mas a quantidade de casos confirmados é bem acima disso: 75% são de moradores destes municípios. Do total de 837 mortes da terça-feira, 657, ou 78%, eram pessoas que residiam nestas regiões. Em 77 dos 141 municípios ao menos uma pessoa morreu em decorrência da infecção pelo novo coronavírus.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, também com dados de terça-feira, 61 destes municípios têm menos de 10 mil habitantes, registram 1.446 casos e 30 mortes. Em 63 cidades a população varia entre 10 e 60 mil pessoas, com 4.613 confirmações e 95 óbitos. Outros três municípios têm população variando entre 60 e 100 mil habitantes, com 1.127 diagnósticos positivos e 31 mortes. Em oito cidades há entre 100 e 200 mil habitantes, com 4.621 confirmações e 95 óbitos, e quatro municípios têm entre 200 e 500 mil habitantes, com 5.288 pessoas confirmadas com o novo coronavírus, e 130 mortes.

Londrina tem mais de 500 mil habitantes, registra 1.773 confirmações e 88 óbitos. Em Curitiba, com quase dois milhões de habitantes, há 6.692 casos de Covid-19 e 188 mortes pela doença.

Sabores do Sertão: hambúrguer com chimichurri leva primeiro lugar em Foz do IguaçuSabores do Sertão: hambúrguer com chimichurri leva primeiro lugar em Foz do Iguaçu

Um hambúrguer com chimichurri, que conta um pedaço da história de Foz do Iguaçu, foi o prato vencedor do Concurso Gastronômico Sabores do Sertão. A ação faz parte da 30ª edição do Rally dos Sertões e tem como objetivo valorizar a história e as tradições das cidades por onde a competição vai passar. No total, serão 14 municípios, do Sul ao Norte do Brasil, contemplando os mais diversos biomas e ecossistemas do País.

Na etapa de Foz do Iguaçu, cidade que sediará a largada do Rally, foram 12 pratos inscritos, sendo que todos deveriam conter pelo menos um dos três ingredientes propostos pela organização: molho chimichurri, carne de cordeiro ou mandioca; podendo ser utilizados em pratos doces ou salgados. Depois de divulgadas as opções, o público pôde eleger os melhores em uma votação online, que somou mais de 800 votos.

Felipe Benvenuto, proprietário da Mamute Burgers, que levou o prêmio, explica que o prato vencedor é uma releitura do primeiro hambúrguer servido pela empresa, há sete anos. Por isso, ele foi batizado de “El Primero”. Na receita, além do molho chimichurri, o sanduíche leva maionese de alho confit, pão tradicional, hambúrguer de 160g, bacon em fatias e queijo muçarela. Uma junção que remonta a história da cidade e, também, do estabelecimento, que foi o primeiro food truck de Foz do Iguaçu.

“Nós fizemos uma campanha muito grande para convidar os clientes a votarem. Fizemos muitos posts nas redes sociais, enfatizamos o nosso prato e demos muito destaque para a receita e para a história dela. Estamos com a sensação de dever cumprido. É um concurso grande, feito com duas grandes instituições como o Sebrae e o Rally, e o resultado vai impulsionar ainda mais a nossa empresa”, enfatizou Felipe.

Como parte da premiação, a Mamute Burgers recebeu troféu e um selo de reconhecimento, além de um espaço em um guia especial de comemoração dos 50 anos do Sebrae, com veiculação nacional.

“É mais uma forma de valorizarmos as nossas raízes e mostrarmos os sabores das mais diversas regiões do País. Estamos felizes por realizar um concurso dessa magnitude em Foz do Iguaçu, pois sabemos que a ação movimentou a economia local e incentivou os empreendedores a pensarem de forma inovadora para atingirem o desafio”, celebra o gerente da Regional Oeste do Sebrae Paraná, Augusto Stein.

Finalistas

Além da Mamute Burgers, outras duas empresas de Foz do Iguaçu também garantiram o lugar no pódio: o restaurante Dom Liro, em segundo lugar; e a Oficina do Sorvete, em terceiro. No restaurante, os clientes puderam experimentar o “Tropeiro do Iguaçu”, uma releitura do tradicional feijão tropeiro, com dois adicionais especiais: um filé regado com molho chimichurri e mandioca cozida.

“Todas as quintas-feiras, servimos o tropeiro no restaurante e, para o concurso, queríamos reforçar esse costume, mas trazendo uma novidade, que era a inclusão desses ingredientes. Foi um sucesso e já incluímos como uma opção fixa no cardápio”, explica Marcelo Chiappa, proprietário do Dom Liro.

Sobre o concurso, o empresário garante: o resultado deu grande visibilidade para a empresa e poderá fazer a diferença para os negócios.

“Temos o restaurante há cerca de três anos e há pouco tempo abrimos outra unidade, na região central. O concurso deu muita ênfase para a nossa empresa e tivemos a oportunidade de conquistar novos clientes. Foi uma oportunidade muito especial”, garante.

No terceiro lugar, a sobremesa moderna e conceitual da Oficina do Sorvete conquistou olhares e paladares. Batizado de “A lenda de Mani”, um prato composto por sorvete de mandioca com mel de guabiroba e tuile branca, que remete ao efeito das brumas das Cataratas do Iguaçu.

“Nossa filosofia está relacionada à valorização das nossas origens e na criação de novidades. Nós criamos pratos através da história e essa foi uma experiência muito linda porque a Oficina do Sorvete pôde mostrar mais, uma vez, que é uma empresa diferente, que acredita na inovação e está comprometida em levar novidades para os clientes”, enfatiza o representante da Oficina do Sorvete, Inácio Imperador.

Os dois pratos também receberão menções especiais no guia e todos os três finalistas continuarão oferecendo as opções do concurso até o dia 27, por preços acessíveis, entre R$ 20,00 e R$ 60,00. Programação que, segundo a organizadora do Rally dos Sertões, Leonora Guedes, envolve os empreendedores, especialmente os ligados aos pequenos negócios, e tem a parceria do Sebrae.

“Esse concurso é uma iniciativa muito importante que coloca o rally na programação das cidades antes mesmo de chegarmos no local com as nossas comitivas. Ficamos muito felizes por proporcionar isso em uma cidade como Foz do Iguaçu, que está sempre de portas abertas para receber turistas, visitantes e eventos”, afirma Leonora.

Sabores do Sertão 2022 – Estrela Sebrae 50+50 Em todo o Brasil, foram inscritos 167 restaurantes em 14 cidades. Em cada uma delas, foram propostos ingredientes típicos de cada local, como mandioca, em Foz do Iguaçu, carne seca em Campo Grande (MS), buriti em Balsas (MA) e açaí em Paragominas (PA), por exemplo. Durante todo o concurso, foram computados mais de 11 mil votos

Casa Eliseu Voronkoff reúne artes visuais e música na próxima sexta-feira

Carioca, nascida em 1961, Clara Luhm é uma adoradora das artes desde pequena. Pesquisa, estuda e experimenta muitas técnicas. A mãe estudou na faculdade de Belas Artes no Rio de Janeiro, com Poty Lazarotto, o que iniciou seu interesse pelas artes. Estudou com Andrade Lima (desenho e pintura); Fernando Calderari e Elvo Benito (gravura em metal, litogravura e xilogravura); Maria de Lourdes Zanelatto (aquarela e acrílico aquarelado); Ana Muller (aquarela); casa Alfredo Andersen (desenho).
Participou de exposições com obra premiada na Câmara Municipal de Curitiba, Casa Alfredo Andersen, ABO e Solar do Rosário, entre outros espaços.

A música ficará por conta do Grupo Vocal Curitibôcas, do qual Caita e Ana Paula Frazão, gestora da Casa Eliseu Voronkoff são integrantes. O grupo é formado por 16 participantes, que atuam em diferentes profissões. Sob a regência de Dirceu Saggin, o Curitibôcas, que estreou em 1998, tem seu repertório voltado para a Música Popular Brasileira e realiza um encontro de timbres variados e um diálogo musical, conferindo ao trabalho uma sonoridade única com esmero e acuidade das vozes. E já realizou inúmeros shows e apresentações, inclusive fora do país, tendo se apresentado na Argentina e em Portugal.

O evento será gratuito. A Casa Eliseu Voronkoff fica na Rua Julieta Vidal Ozório, 413 Centro Araucária.

Serviço:

Abertura da Exposição O Mundo em Cores e Luzes, de Caita Luhm, com a participação do Grupo Vocal Curitibôcas.

12 de agosto de 2022, 19h

Casa Eliseu Voronkoff – Rua Julieta Vidal Ozório, 413 Centro Araucária.

Evento Gratuito

Informações: 41 3031 5355 – 41 99850 6246