Copel nega ter pedido à Aneel reajuste de 9,67% na conta de luz dos paranaenses

Ao contrário do que indicou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) , nesta terça-feira (30), de que um pedido de reajuste de 9,67% na conta de luz dos paranaenses havia sido feito pela Copel, a Companhia divulgou nota nesta quarta-feira (31), afirmando que não houve tal pedido. De acordo com a Copel, a decisão de aplicar ou não um reajuste cabe à Aneel.

“A Copel informa que a decisão sobre reajuste de tarifa é da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que não houve pedido ou solicitação por parte da empresa, cabendo a ela o cumprimento de tais deliberações. Em 30 de março de 2021 a ANEEL divulgou aviso sobre o processo de revisão tarifária a qual faz parte do contrato de concessão, que será objeto de consulta pública.

Cabe informar, ainda, que o sistema elétrico nacional é interligado e as tarifas são definidas pela ANEEL levando em conta diversos fatores. Dentre eles estão a compra de energia de Itaipu, cotada em dólar, o custo de transmissão da mesma energia, que é federal, a inflação e, mais recentemente, o acionamento das usinas termelétricas, que tem sido realizado por conta da ausência de chuvas regulares e da baixa dos reservatórios que geram energia nas hidrelétricas”, informou em nota a Copel.

Entenda

Nesta terça-feira, a Aneel indicou um aumento médio de 9,67% nas tarifas da Copel Distribuição na abertura de consulta pública sobre o processo de revisão tarifária periódica. A Agência informou que o índice definitivo terá que ser aprovado pela diretoria para entrar em vigor em 24 de junho para 4,7 milhões clientes de 394 municípios do Paraná.

Segundo a Aneel, se for confirmado o aumento médio de 9,67% das tarifas da Copel, os consumidores paranaenses da classe de consumo residencial e comércio de pequeno porte (baixa tensão) terão um aumento de 9,72%. Já os consumidores industriais (alta tensão) contariam com elevação de 9,52% nas contas de luz. Uma reunião virtual para discutir o tema está marcada para o dia 23 de abril.

Diferentemente dos reajustes tarifários, a revisão periódica das distribuidoras ocorre a cada quatro ou cinco anos, quando é realizada uma análise ampla da gestão, investimentos e qualidade do serviço. Neste momento, a agência também estabelece novas metas de qualidade, medida pelos indicadores de duração e frequência de interrupções no fornecimento (DEC e FEC) — no caso da Copel, serão definidas metas até o fim deste ciclo de revisão, em 2026.

Informações Banda B

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cida comemora duplicação da rodovia entre Maringá a Iguaraçu

A ex-governadora Cida Borghetti (PP) afirmou que a duplicação da ligação entre Maringá e Iguaraçu criará um grande eixo de desenvolvimento na região, além de aumentar a segurança e reduzir o tempo das viagens. O edital de licitação para a duplicação dos 21,8 quilômetros da PR-317 foi publicado nesta semana pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

“É uma obra muito aguardada na região. Iniciamos esse processo de duplicação ainda em 2018 com o apoio da Acim e do setor produtivo de Maringá que doou o projeto básico ao DER. Algumas dificuldades técnicas e burocráticas impediram que iniciássemos a concorrência. Fico feliz que o Governo do Estado tenha superado essas adversidades e torço para que a obra iniciar o mais rápido possível”, disse Cida Borghetti

O líder do Governo na Câmara, deputado federal Ricardo Barros, também comemorou o anúncio e destacou a união de esforços do poder público e da iniciativa privada. “É mais uma importante obra de infraestrutura construída com o auxílio de diversas forças de Maringá. Uma obra que vai aumentar a nossa competitividade e facilitar a vida de quem mora na região”.

ACIM

Segundo estimativas cerca de 17 mil veículos trafegam pelo trecho da PR-317 diariamente. Para que a obra possa ser executada, a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), por meio de empresários, custeou o projeto e a readequação dele, em um investimento de R$ 600 mil. O presidente da Acim, Michel Felippe, diz que a participação da iniciativa privada garantiu mais agilidade ao processo.

“Tivemos uma grata surpresa. Esse é um anseio de toda comunidade, não só maringaense, mas da região. Esse projeto já é uma reivindicação de alguns anos e nós fizemos a doação do projeto ao DER e ao Governo do Estado na antiga gestão. Não houve tempo hábil naquele momento e o novo governo assumiu o compromisso da obra. Com a publicação do edital, ele vem a atender a demanda de nossa região”, explicou.

RDC

A licitação acontece na modalidade Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCi), onde a empresa vencedora fica responsável pela execução do projeto final e pela duplicação do trecho. A modalidade garante mais agilidade na execução de obras públicas.

A licitação prevê a duplicação de 21,82 quilômetros, cinco quilômetros de vias marginais, interseções em desnível, cinco retornos, duas passarelas e a duplicação da ponte sobre o Rio Pirapó. O prazo para execução é de 720 dias (24 meses).

Multar em até R$ 150 mil quem promove ou participa de festas clandestinas agora é lei em Campo Largo

Multas que variam de R$ 1 mil a R$ 150 mil agora estão previstas em lei em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, para quem promove ou participa de aglomerações e festas clandestinas durante o enfrentamento á pandemia da covid-19. Também estão previstas no regramento, aprovado na Câmara Municipal de Vereadores e sancionado pelo prefeito da cidade, Mauricio Rivabem, sanções como embargos, interdição e cassação de alvará.

O prefeito disse ao Jornal Metropolitano, da Rádio Banda B, que a medida foi necessária diante do quadro pandêmico em que a cidade se encontra. “Infelizmente as pessoas, especialmente os jovens, não têm consciência da atual situação. Estamos com uma nova cepa mais contagiosa e está sendo adquirida principalmente nas aglomerações. Antes a gente só notificava, mas infelizmente no outro dia eles voltavam a festar. Então, agora optamos em fazer uma lei onde colocamos a multa de R$ 1 mil podendo chegar a até R$ 150 mil”, explicou.

Rivabem lamentou o desrespeito as medidas de distanciamento, especialmente por parte dos jovens. “A gente percebe muitos jovens morrendo pela covid e ainda assim as pessoas não tomaram a consciência de que não podem aglomerar. Os jovens acham que são imunes, mas a quantidade deles agravando está muito grande. Quase 50% dos internados no Hospital do Rocio, aqui em Campo Largo, são jovens de 20 a 40 anos”, pontuou.

Ainda de acordo com o prefeito, no momento a situação da covid em Campo Largo está estabilizada, com uma queda de casos, mas muito distante do ideal. “Tivemos há alguns dias de seis a sete pacientes internados no nosso Centro Médico Hospitalar, fora de uma UTI, porque não se tinham vagas. Está baixando um pouco, mas ainda tem fila. Não se pode relaxar, porque é uma doença muito perigosa”, concluiu o prefeito.

Para conferir a Lei n° 3022/2021 na íntegra clique aqui.

Informações Banda B