Contra mutação do coronavírus, veto a voos do Reino Unido dispara no mundo

Uma série de nações anunciou nesta segunda-feira (21) que vai passar a bloquear a entrada de viajantes oriundos do Reino Unido, aumentando o isolamento de Londres e deixando o país à beira do caos a apenas dez dias do brexit.

Os vetos vieram dois dias após o governo britânico endurecer o lockdown na capital e em outras cidades, para tentar conter uma mutação do coronavírus.

O premiê Boris Johnson convocou uma reunião de emergência com o gabinete para debater a situação. O temor é que o fechamento das fronteiras leve a um cenário de desabastecimento generalizado.

O número de países que vetou a entrada de viajantes vindos do Reino Unido disparou nas últimas horas. De acordo com levantamento da agência de notícias AFP, mais de 30 nações já tomaram esse tipo de medida até a manhã desta segunda –na noite de domingo, eram apenas 13.

Entre os países que anunciaram novas restrições nesta segunda, a Rússia suspendeu os voos com o Reino Unido por uma semana. A Índia tomou a mesma medida, mas com validade até o fim do ano, enquanto em Hong Kong (território que pertence à China), o veto será válido por duas semanas.

Os europeus Portugal, Espanha, Polônia, Noruega e Dinamarca também decretaram o bloqueio –este último já detectou ao menos nove pessoas que foram infectadas com a nova mutação do coronavírus.

Na América do Sul, Argentina, Colômbia, Peru e Chile também já anunciaram o veto para voos com passagem do Reino Unido. O governo brasileiro até o momento não se pronunciou sobre o assunto.

Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul também não tomaram medidas contra o Reino Unido, mas afirmaram que estudam essa possibilidade. No domingo, uma série de países já tinha tomando medida semelhante, incluindo Alemanha, Arábia Saudita, Irã, Irlanda, Israel, Itália, Suíça e Turquia.

Uma das restrições mais duras foi imposta pela França, que no domingo fechou por 48 horas suas fronteiras terrestre, aérea e marítima com o Reino Unido.

Como boa parte das importações britânicas chegam ao país via França, a medida fez soar o alarme para o risco de desabastecimento, já que o transporte de mercadorias está proibido pelo veto atual.

Nesta segunda, faixas nas rodovias do sul da Inglaterra alertam os viajantes e motoristas que transportam mercadorias sobre o fechamento da fronteira.

A segunda maior rede de supermercados do Reino Unido, a Sainsbury’s, disse que a falta de produtos nas prateleiras vai começar já nos próximos dias. Segundo a empresa, verduras, legumes e outros produtos frescos devem ser os primeiros a serem afetados.

O equivalente ao sindicato dos caminhoneiros da França anunciou também que devido ao risco de contágio seus associados não querem entregar produtos no Reino Unido mesmo se o governo retirar a restrição atual.

Um porta-voz de Boris afirmou que o governo britânico está negociando com Paris a reabertura das fronteiras. Ele disse ainda que não vê ligação com o bloqueio e as atuais negociações do brexit.

O Reino Unido deixou oficialmente a União Europeia em janeiro, mas a relação entre o país e o bloco segue regulada pelo acordo de saída. O período de transição, porém, termina no final do ano.

Assim, os dois lados têm tentando negociar um acordo comercial para regular as relações a partir de 1º de janeiro. Mas as conversas tem avançado com dificuldade e é grande a chance que nada seja fechado até o final do ano.

Nesse caso, além das consequências sociais e econômicas, uma das grandes preocupações é o que aconteceria com o abastecimento britânico. Boa parte dos suprimentos e das cadeias produtivas do país dependem de material que vêm da Europa. Sem um acordo, é possível que isso seja afetado, levando a um desabastecimento generalizado no país.

Apesar disso, o governo britânico disse que não vai pedir um adiamento do período de transição para além de 31 de dezembro. Boris deverá fazer um pronunciamento ainda nesta segunda para explicar aos britânicos a situação.

Foi o próprio primeiro-ministro que endureceu no sábado (19) as restrições ao contato social em Londres e partes do sudeste da Inglaterra até 30 de dezembro, citando como razão a disseminação da nova variação identificada do patógeno.

Essa nova versão do vírus é 70% mais infecciosa, segundo o governo do Reino Unido. No entanto, ainda é preciso fazer estudos mais aprofundados para confirmar esse dado.

Pesquisas iniciais apontam que a nova mutação tem maior habilidade para entrar nas células humanas, o que aumenta seu poder de contágio. Essa vantagem ocorre por alterações no chamado “spike”, a parte usada pelo vírus para forçar a entrada nas células.

Mutações em vírus, no entanto, são corriqueiras. Conforme o patógeno se reproduz, as novas versões possuem detalhes levemente diferentes das anteriores, embora a maior parte siga igual. Hoje há várias versões do coronavírus circulando.

Com o tempo, variações mais eficientes acabam se proliferando mais. Um dos pontos que preocupam o governo britânico é que o essa nova variedade já representa dois terços dos novos casos de infecção registrados em Londres.

As vacinas são projetadas para gerar defesas no corpo capazes de atingir o vírus de várias formas. Assim, pequenas mudanças tendem a não afetar a eficácia delas.

As imunizações só precisam ser refeitas em caso de grandes mutações, o que parece não ser o caso atual. Autoridades de saúde disseram neste domingo que as vacinas atuais contra o coronavírus devem dar conta de combater essa nova versão.

Anunciadas às vésperas do Natal, as medidas são as mais severas que o governo britânico já tomou desde o lockdown nacional que vigorou em março e refletem o medo de que a nova variante pudesse aumentar a transmissão do vírus durante o inverno.

Alarmado, o premiê britânico mudou radicalmente a estratégia de enfrentamento da pandemia no sábado ao impor o novo lockdown.
A decisão veio depois de o governo ser informado sobre novas evidências de uma variante do vírus que já havia sido detectada em Kent, ao sudeste de Londres.

Os moradores dessas regiões agora estão sob o nível de alerta mais alto: a orientação é para que todos fiquem em casa e que os comércios considerados não essenciais permaneçam fechados.

Pubs, restaurantes e museus já estão proibidos de abrir desde o final de semana passado, e os deslocamentos para fora dessa área estão suspensos.
Também não será possível realizar reuniões com moradores de outras casas –nas áreas que não estão em alerta máximo, os encontros devem acontecer em um único dia.

ENTENDA A MUTAÇÃO

O que é essa variação?

Uma versão do novo coronavírus que tem maior facilidade para entrar nas células, o que a torna mais contagiosa. O governo britânico disse que essa versão é 70% mais transmissível do que as anteriores, mas os estudos ainda são preliminares.

Como ela surgiu?

Os vírus se multiplicam dentro das células humanas, fazendo novas versões de si mesmos. Essas “cópias” costumam ser ligeiramente diferentes da versão que as originou. Assim, o surgimento de novas variações já era esperada pelos cientistas.

Essa versão é mais letal?
Segundo dados iniciais, não.

As vacinas darão proteção contra essa nova mutação?

Há quase certeza que sim. Uma mudança capaz de fazer o vírus resistir às vacinas deve levar anos para ocorrer.

Onde essa nova mutação já foi encontrada?

Reino Unido, Holanda, Dinamarca e Austrália.

Informações Banda B.

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Covid: cerca de 86,5 mil pessoas são esperadas para a 2ª dose nos próximos dias

Nos próximos dias, cerca de 86,5 mil moradores de Curitiba que receberam a primeira dose da vacina anticovid são esperados nos pontos de vacinação para completar o ciclo de imunização com a segunda dose.

As pessoas que foram chamadas para antecipar a segunda dose da Pfizer no último sábado (25/9), e não puderam comparecer, terão uma nova oportunidade durante essa semana, num cronograma escalonado pela Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (veja a seguir). 

Nova antecipação

Além disso, a Secretaria Municipal da Saúde está realizando a antecipação da segunda dose de Pfizer para dois novos grupos. Quem recebeu a primeira dose de Pfizer entre os dias 26 a 31 de julho, poderá completar a imunização com a segunda dose na quinta-feira (30/9) – originalmente seria apenas entre 18 e 25 de outubro)

E aqueles que tomaram a primeira dose de Pfizer em 2 de agosto também terão sua segunda dose antecipada para sexta-feira (1/10) – originalmente seria apenas em 26/10.

A ação é para atender a recomendação do Ministério da Saúde de redução do intervalo entre as doses do imunizante da Pfizer para atingir o intervalo de oito semanas entre as doses. 

As pessoas contempladas com antecipação estão sendo convocados por mensagem pelo aplicativo Saúde Já, que deverá ser apresentada na hora da vacinação.

Como consultar o dia da segunda dose

Pelo aplicativo:
1 – Abrir o aplicativo no celular;
2 – Clicar em “Carteira de Vacinação”;
3 – Visualizar a data que aparece em Próximas Vacinas;
4 – Procurar um dos pontos de vacinação da cidade que estejam abertos nesse dia.

Pelo site:
1 – Abrir www.saudeja.curitiba.pr.gov.br;
2 – Clicar em “Vacinação”;
3 – Visualizar a data que aparece em Próximas Vacinas;
4 – Procurar um dos pontos de vacinação da cidade que estejam abertos nesse dia.

Repescagem contínua

A partir desta terça-feira (28/9), a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba reabre as repescagens contínuas, ou seja, para todos as pessoas que já foram convocadas até 24/9 e ainda não compareceram.

Podem se vacinar na repescagem contínua com a primeira dose pessoas com 18 anos ou mais, gestantes e puérperas (mães que tiveram bebês há 45 dias) com 12 anos ou mais, adolescentes com 12 anos ou mais com deficiência permanente ou comorbidade. Além disso, podem se vacinar com segunda dose todos que já foram convocados até 24/9 e ainda não compareceram.

A dose de reforço também estará disponível para quem tem 70 anos ou mais e se vacinou com a segunda dose há 180 dias ou mais. Também são contemplados imunossuprimidos que já completaram 28 dias ou mais da segunda dose.

As pessoas que têm direito à dose de reforço receberam uma mensagem de “pop-up” com a convocação no aplicativo Saúde Já Curitiba. Esta mensagem deve ser mostrada no momento da vacinação.

*Cronograma da semana para segunda dose*

Terça-feira (28/9)

– Astrazeneca: aplicação de segunda dose para vacinados com a primeira dose nos dias 3 e 5 de julho.

– Coronavac : aplicação de segunda dose para vacinados com a primeira dose nos dias 31/8, 1/9 e 2/9.

– Pfizer: aplicação de segunda dose para vacinados com a primeira dose no dia 10/7 e que não puderam comparecer no último sábado 25/10, data do mutirão de antecipação.

Quarta-feira (29/9)

– Astrazeneca: aplicação de segunda dose para vacinados com a primeira dose no dia 6 de julho.

– Coronavac : aplicação de segunda dose para vacinados com a primeira dose nos dias 3/9 e 4/9.

– Pfizer: não há agenda para aplicação de segunda dose de Pfizer para esta data.

Quinta-feira (30/9)

– Astrazeneca: aplicação de segunda dose para vacinados com a primeira dose nos dias 7 e 8 de julho.

– Coronavac: não há agenda para aplicação de segunda dose de Coronavac para esta data.

– Pfizer: aplicação de segunda dose para vacinados com a primeira dose no dia 12 a 24 de julho e que não puderam comparecer no último sábado 25/10, data do mutirão de antecipação. Além disso, antecipação de novo grupo para segunda dose de Pfizer, de pessoas vacinadas com a primeira dose de 26 a 31 de julho.

Sexta-feira (1/10)

– Astrazeneca: aplicação de segunda dose para vacinados com a primeira dose no dia 9 de julho.

– Coronavac: não há agenda para aplicação de segunda dose de Coronavac para esta data.

– Pfizer: antecipação de novo grupo para segunda dose de Pfizer de pessoas vacinadas com a primeira dose no dia 2/8.

Locais de vacinação

Das 8h às 17h

1 – US Ouvidor Pardinho 

Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho

2 – Centro de Referência, esportes e atividade física 

Rua Augusto de Mari, 2.150 – Guaíra

3 – US Salvador Allende 

Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712 – Sítio Cercado

4 – US Parigot de Souza 

Rua João Eloy de Souza, 111 – Sítio Cercado

5 – US Vila Diana 

Rua René Descartes, 537 – Abranches

6 – Centro de Esporte e Lazer Avelino Vieira 

Rua Guilherme Ihlenfeldt, 233 – Bacacheri

7 – US Bairro Alto 

Rua Jornalista Alceu Chichorro, 314 – Bairro Alto

8 – US Santa Efigênia 

Rua Voltaire, 139  – Barreirinha

9 – US Atuba 

Rua Rio Pelotas, 820 – Bairro Alto

10 – US Tarumã 

Rua José Veríssimo, 1352 – Bairro Alto

11 – US Abranches 

Rua Aldo Pinheiro, 60 – Abranches

12 – US Jardim Paranaense 

Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão

13 – US Visitação 

Rua Dr. Bley Zornig, 3136 – Boqueirão

14 – US Camargo 

Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru

15 – US Uberaba 

Rua Cap. Leônidas Marques, 1392 – Uberaba

16 – Clube da Gente CIC 

Rua Hilda Cadilhe de Oliveira, nº 700

17 – US Oswaldo Cruz 

Rua Pedro Gusso, 3749 – Cidade Industrial

18 – US Vila Feliz 

Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

19 – US Aurora 

Rua Theofhilo Mansur, 500 – Novo Mundo

20 – US Pinheiros 

Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade

21 – US Orleans 

Av. Ver. Toaldo Túlio, 4.577 – Orleans

22 – US Campina do Siqueira 

Rua General Mário Tourinho, 1684 – Campina do Siqueira

23 – US Butiatuvinha

Avenida Manoel Ribas, 8640 – Butiatuvinha

24 – US São Braz

Rua Antonio Escorsin, 1960 – São Braz

25 – Rua da Cidadania do Tatuquara 

Rua Olivardo Konoroski Bueno, s/n

26 – Rua da Cidadania do Fazendinha 

Rua Carlos Klemtz, 1.700

27 – US Santa Quitéria 2 

Rua Bocaíuva, 310 – Santa Quitéria

Paraná ultrapassa marca de 1,5 milhão de casos de Covid-19

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta segunda-feira (27) mais 1.926 casos confirmados e 43 mortes — referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas — em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Há ajustes ao final do texto.

Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.500.096 casos confirmados e 38.712 mortos pela doença.

Os casos confirmados nesta data são de setembro (1.516), agosto (148), julho (54), junho (131), maio (75) e março (2) de 2021. Os óbitos são de setembro (21), agosto (10), julho (4), junho (4), maio (2) e abril (2) de 2021.

Internados

643 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 492 pacientes em leitos SUS (296 em UTIs e 196 em leitos clínicos/enfermarias) e 151 em leitos da rede particular (95 em UTIs e 56 em leitos clínicos/enfermarias).

Há outros 1.379 pacientes internados, 745 em leitos de UTI e 634 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Morte

A Sesa informa a morte de mais 43 pacientes. São 14 mulheres e 29 homens, com idades que variam de 23 a 97 anos. Os óbitos ocorreram entre 2 de abril e 26 de setembro de 2021.

Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (6), Londrina (4), São José dos Pinhais (3), Foz do Iguaçu (3), Cascavel (3), Ponta Grossa (2), Ibiporã (2) e Curiúva (2).

A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Toledo, Santo Inácio, Santo Antônio da Platina, Rolândia, Piraquara, Paranavaí, Medianeira, Laranjeiras do Sul, Jaguariaíva, Ivatuba, Iracema do Oeste, Imbaú, Guairaçá, Francisco Alves, Colorado, Campo Mourão, Campo Largo e Assis Chateaubriand.

O monitoramento da Sesa registra 6.076 casos e 217 óbitos de residentes de fora do Estado.