Conheça a história da famosa “mulher da cobra” da Rua XV

Passar pela Rua XV, no centro de Curitiba e ouvir “olha a cobra!” ou “borboleta treze!”, fez por muitos anos parte do cotidiano da cidade. Dona Terezinha Leonirce dos Santos, popularmente conhecida como “a mulher da cobra” e sua voz, marcaram a história da cidade. 

Dona Terezinha, com muita simplicidade e alegria, nos contou como começou trabalhar na Rua XV e por que está afastada do trabalho. Confira na matéria: 

“Mulher da cobra” da Rua XV

Terezinha nasceu em Santa Catarina e quando criança sua família se mudou para Curitiba. Casou-se bem cedo, aos 14 anos e começou constituir uma família. Com o marido, com quem ficou casada por 20 anos – já falecido – teve seis filhos. Hoje já é avó e bisavó. 

Dona Terezinha morou por um tempo no Hauer, onde teve sua primeira casa própria, quando ganhou de doação um terreno no bairro. Atualmente ela reside sozinha no Tatuquara. Os seis filhos moram longe da mãe. 

Por ter engravidado muito jovem, sempre foi difícil conseguir trabalho e conciliar com o cuidado aos filhos, foi então que Terezinha começou vender loterias, aos 19 anos. Só na Rua XV, já fazem 50. “Me sinto muito bem trabalhando lá, como se eu estivesse em casa”, conta ela, hoje com 70 anos. 

Fonte: Curitiba Antiga

Há 10 meses, dona Terezinha está afastada do trabalho. No início do ano, foi mordida na perna por uma aranha e teve complicações. Desde então está fazendo tratamento, que infelizmente custa caro – gastos com remédios, consultas médicas e transporte até o hospital, entre outros. Além disso, também precisou se ausentar devido aos riscos da pandemia. “No mês passado perdi meu irmão, vítima da covid, isso me deixa ainda mais preocupada. Precisamos nos cuidar”, conta.

No entanto, ela conta que não pretende se aposentar tão cedo e que não vê a hora de melhorar e da pandemia passar, para que possa voltar ao trabalho. “Não pretendo parar, quando isso passar quero voltar. Sinto saudades da Rua XV”, completa. 

Sem trabalho e tendo que se manter apenas com o auxílio do governo – usado para custear as contas da casa -, dona Terezinha depende da solidariedade de vizinhos e de desconhecidos. “Já recebi muito ajuda e sou grata, mas infelizmente ainda preciso”, afirma. 

Dona Terezinha pediu gentilmente que nós divulgássemos seu contato, caso alguém tenha interesse em ajudá-la – (41) 99871-9192. 

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Vendedor de espetinhos é atropelado e morto na garagem de casa por carro desgovernado

Logo após o atropelamento, dois rapazes saíram a pé, sem prestar socorro ao trabalhador

O vendedor de espetinhos Clóvis Lopes, 49 anos, foi atropelado em frente a casa dele por um carro desgovernado no bairro Tatuquara, em Curitiba. O Fiat Palio arrastou o trabalhador para dentro da garagem e ainda destruiu parte da parede da sala de estar. Socorrisas tentaram reanimá-lo por cerca de 40 minutos, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Os ocupantes do Fiat Palio fugiram.

A atropelamento aconteceu em frente a casa do trabalhador, na rua Ernesto Germano Francisco Hanemann, por volta das 22 horas. Ele vendia espetinhos quando foi atingido pelo carro.

Uma ambulância do Corpo de Bombeiros esteve no local para os primeiros socorros, mas Clóvis não resistiu. Socorristas tentaram uma reanimação por cerca de 40 minutos.

O tenente Rocha do Batalhão de Polícia Militar (Bptran) disse que os dois ocupantes fugiram sem prestar socorro. “Infelizmente, não temos muitas informações, uma mulher que passava por aqui viu e avisou a família. Esse homem estava vendendo espetinhos em frente de casa quando esse acidente aconteceu. Segundo informações, dois rapazes saíram correndo logo após o atropelamento. Nem prestaram socorro, se evadiram”, contou o policial à Banda B.

O veículo Fiat Palio não possui alerta de furto e/ou roubo. Com o impacto da batida, a parede da sala de estar da residência foi destruída. Lá dentro, ninguém se feriu.

Informações Banda B.

Paraná chega a 4.998 óbitos causados pelo novo coronavírus

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (22) mais 1.265 casos confirmados e 13 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 202.217 casos e 4.998 mortes em decorrência da doença. Há ajuste de caso confirmado detalhado ao final do texto.

INTERNADOS – Nesta quinta-feira são 700 pacientes internados com diagnóstico confirmado de Covid-19: 572 em leitos SUS (261 em UTI e 311 em clínicos/enfermaria) e 128 em leitos da rede particular (39 em UTI e 89 em leitos clínicos/enfermaria).

Há outros 825 pacientes internados, 376 em leitos UTI e 449 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

ÓBITOS – A secretaria estadual informa a morte de mais 13 pacientes. Todos estavam internados. São oito mulheres e cinco homens com idades que variam de 54 a 86 anos. Um óbito ocorreu em 3 de setembro e os demais em outubro.

Os pacientes que foram a óbito residiam em Maringá (4) e Cascavel (2), além de um registro em cada um dos seguintes municípios: Arapongas, Foz de Iguaçu, Itaguajé, Paranaguá, Paranavaí, Toledo e Umuarama.

FORA DO PARANÁ – O monitoramento contabiliza 2.109 casos de pessoas que não moram no Estado – 49 foram a óbito.

AJUSTES:

Exclusões:

Um óbito confirmado no dia 28/06 em Curitiba (M, 34) foi excluído por erro de notificação.

Confira o informe completo ou acesse direto o arquivo PDF.

Informações AEN.