Aumento do IOF é Mantido pelo STF; Repercussões no Congresso
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), gerando reações no Congresso Nacional. A decisão do ministro Alexandre de Moraes impede a derrubada do aumento, o que é visto como uma vitória do governo federal, apesar das críticas por parte da oposição.
Reação do Congresso
Os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), respectivamente, ainda não se manifestaram oficialmente sobre a decisão. Entretanto, a resposta nos plenários foi imediata. Parlamentares da oposição pedem um posicionamento claro do Congresso, alegando que não se pode permanecer “inerte” diante da situação.
Críticas da Oposição
O líder da oposição na Câmara, Coronel Zucco (PL-RS), descreveu a decisão de Moraes como “vergonhosa”, “autoritária” e “inconstitucional”, argumentando que a medida ignora a “vontade soberana” do Congresso.
Comemorações Governistas
Por outro lado, lideranças governistas celebraram a decisão como uma validação das prerrogativas constitucionais do presidente. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), destacou que a decisão reafirma os direitos do Executivo e classificou o STF como um “protetor da Constituição”.
Aspectos do Aumento do IOF
A decisão do STF traz uma exceção: não haverá aumento do IOF em operações de risco sacado, que se referem à antecipação de recebíveis para melhorar o fluxo de caixa. Além disso, o imposto continuará a incidir sobre planos de previdência privada do tipo VGBL, uma área onde Moraes aceitou os argumentos do governo.
Impacto Financeiro
Com a confirmação do decreto presidencial, o Ministério da Fazenda projeta que o aumento do IOF pode gerar até R$ 11,5 bilhões em receitas ainda neste ano. O ministro da Fazenda informou que está avaliando a possibilidade de cobrança retroativa do imposto, conforme o STF determinar.
Nota do Ministério da Fazenda
Em nota oficial, a Fazenda ressaltou que a decisão de Moraes reafirma as prerrogativas constitucionais e contribui para a harmonia entre os Poderes. O advogado-geral da União (AGU) também se manifestou em apoio à decisão.
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