Concessão do Aeroporto Afonso Pena permitirá voos diretos para Europa e Estados Unidos

A concessão do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, consolida um sonho antigo dos paranaenses: garante a construção da terceira pista ao terminal internacional que atende a capital. Obra significativa para a independência do complexo, traz como reflexo imediato a perspectiva de aumento na movimentação de passageiros com a abertura de voos diretos para Europa e Estados Unidos, acabando com a necessidade de conexão em outras capitais do País.

“É uma demonstração de que o Paraná vem se desenvolvendo na infraestrutura como um todo, incluindo a aeroportuária, que também é importante para o desenvolvimento do turismo no nosso Estado, que é muito forte. Temos essa vocação e agora, com essa força dos aeroportos, ela ganha mais musculatura”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

É, também, um salto na logística do Paraná. É por esse novo equipamento, projetado para ter 3 mil metros de comprimento e maior capacidade para receber e enviar cargas, que o setor produtivo do Estado espera intensificar o comércio para o exterior.

O Afonso Pena conta atualmente com duas pistas: a principal com 2.218 metros de comprimento e a auxiliar com 1.798 metros. Devido à altitude do aeroporto, de mais de 900 metros, os aviões operam com restrições, especialmente na decolagem.

“Essa obra vai impulsionar, ainda mais, o agronegócio paranaense. Hoje muitos produtos já são exportados por via aérea em função das suas características. A terceira pista, que será mais longa que as duas atuais, vai permitir que aviões maiores, inclusive cargueiros, possam operar no Afonso Pena”, afirmou o presidente do Sistema Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette.

Ele cita como exemplo a venda de tilápias para os Estados Unidos. Semanalmente, uma carga com cerca de 800 quilos de filé resfriado do peixe sai das cooperativas localizadas no Oeste do Paraná com destino a Miami.

O processo, porém, passa necessariamente pelo terminal de Guarulhos, em São Paulo. Rota que pode ser adaptada com a modernização do aeroporto de Curitiba. “O agronegócio do Paraná vai ganhar em qualidade e quantidade com essa obra, que há tanto tempo era requisitada pelo setor produtivo estadual”, destacou o dirigente.

O Aeroporto Internacional Afonso Pena era o único das capitais da Região Sul que ainda não tinha sido privatizado. A previsão é que ele receba R$ 566,2 milhões de investimentos nos próximos 30 anos. Além da construção da terceira pista, estão previstas, também, ampliação da área de embarque de passageiros e do pátio principal, a construção de um novo pátio e a criação de uma ponte de embarque, entre outras ações, divididas em três fases de execução.

“Mantemos contato com envio de produtos para mais de 120 países hoje em dia. Essa pista vem para facilitar muito a vida de quem exporta. A médio e longo prazo o impacto será muito grande em toda a cadeia no comércio internacional”, avaliou José Roberto Ricken, presidente-executivo do Sistema Ocepar e coordenador do G7, grupo que representa as lideranças do setor produtivo paranaense.

Mercosul

Presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Camilo Turmina ressaltou que a ampliação de capacidade do principal terminal paranaense vai transformar a região de Curitiba na porta de entrada do Mercosul. “Faltava esse aprimoramento mesmo. A obra cria oportunidades aqui e coloca a cidade definitivamente no roteiro internacional como o principal ponto dos países que formam o Mercosul”, disse.

De acordo com estudos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Curitiba influencia diretamente mais de 650 municípios, com impacto direto em polos importantes de Paraná e Santa Catarina. Fechou 2019, o último ano antes da pandemia da Covid-19, como 12º aeroporto mais movimentado do País com 6,3 milhões de passageiros em 64 mil operações. Além disso, foram outras 29 mil toneladas de cargas transportadas.

“A inclusão da terceira pista como requisito para a concessão é resultado do trabalho da sociedade civil organizada em parceria com o Governo do Estado. Foram muitas reuniões técnicas que terminaram por convencer o Governo Federal. Teremos agora ligações intercontinentais partindo do Afonso Pena”, ressaltou o presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski.

Leilão

Além do Afonso Pena, outros três aeroportos paranaenses foram a leilão nesta quarta-feira (07) na B3: os terminais de Foz do Iguaçu, o de Londrina e o Bacacheri, de Curitiba. Eles integraram o chamado Bloco Sul, arrematado por R$ 2,128 bilhões, um ágio de 1.534% da proposta inicial mínima de R$ 130,2 milhões. O lance foi dado pela Companhia de Participações em Concessões, do grupo CCR.

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Paraná começa a testar passageiros no Aeroporto Internacional Afonso Pena

O Governo do Paraná iniciou nesta quarta-feira (2) uma ação de testagem por antígeno para Covid-19 em passageiros que desembarcam no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A ação conta com apoio da Infraero, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), parceiro estratégico do Estado em testagem.

A ação no Afonso Pena seguirá até sábado (5), das 10h às 15h, período que concentra maior chegada de voos nacionais e internacionais. No primeiro dia da ação, foram realizados 95 testes, com um resultado positivo. O passageiro, de voo nacional, recebeu equipamento de proteção individual e ficará em isolamento, de acordo com o protocolo da ação.

“A estratégia de rastreio da transmissibilidade vem dando certo no Paraná, que se destaca como o estado que mais testa no Brasil proporcionalmente, com mais de 2,7 milhões de testes do padrão que a Organização Mundial da Saúde orienta realizados desde o início da pandemia”, afirmou o secretário estadual da saúde, Beto Preto.

“A testagem é voluntária”, explicou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes. “O IBMP, parceiro nesta ação, nos cedeu mil testes por antígeno para realizar essa campanha”.

Para fazer o teste o passageiro deve preencher um formulário, indicando origem do voo e possíveis conexões, dados pessoais e endereço de residência ou do local que permanecerá no Paraná, caso esteja em trânsito.

Em caso de resultado positivo no teste, o que é constatado em poucos minutos, a pessoa será encaminhada para uma segunda coleta, ainda no aeroporto, do tipo RT-PCR. “O segundo teste será por PCR, que é o padrão ouro, para confirmar a condição do passageiro. Porém, já diante do primeiro resultado positivo, ele assinará um termo de compromisso de isolamento imediato. Todos estes protocolos são informados antes da testagem”, disse a diretora.

PARCERIA 

A ação é uma iniciativa da Sesa, que também já deu início à vacinação contra a Covid-19 dos profissionais dos setores aéreo e aeroportuário. A Anvisa participa deste trabalho com todo apoio de vigilância e a Infraero, responsável pelo terminal, cedeu o espaço físico e fará o descarte do material biológico utilizado na testagem.

“A Infraero está apoiando a campanha de imunização junto às Secretarias de Saúde e seguindo suas diretrizes para o combate à contaminação da Covid-19 em seus aeroportos. A empresa está à disposição para colaborar com medidas adicionais julgadas necessárias pelos órgãos sanitários dos estados e municípios”, disse o superintendente da Infraero no Aeroporto Internacional Afonso Pena, Antônio Pallu.

O diretor-presidente do IBMP, Pedro Ribeiro Barbosa, parabenizou a ação e disse que o Instituto está à disposição para mais campanhas que contribuam para o controle da pandemia. “O IBMP mais uma vez se sente comprometido e por isso nosso apoio com o fornecimento dos testes rápidos. É mais uma contribuição para que o Paraná mantenha a condição de estado que mais testa”, afirmou o diretor.

Em Brasília, Ratinho Junior defende modelo de pedágio baseado na menor tarifa

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior defendeu nesta semana, em reuniões com o presidente Jair Bolsonaro e com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, a necessidade da implementação de um modelo de pedágio que respeite o anseio da sociedade paranaense pela menor tarifa, sem outorga. 

O Ministério de Infraestrutura estudará as mudanças sugeridas pelo Paraná e apresentará um novo modelo. A ideia é que o novo projeto seja justo com o desejo dos paranaenses.

A intenção, ressaltou o governador, é nortear a concessão dos 3.327 quilômetros de rodovias que cortam o Paraná em torno de duas diretrizes: maior número de obras e menor valor de tarifa cobrada do usuário. Os atuais contratos de pedágio terminam em novembro deste ano.

“O governo federal deve fazer mudanças e apresentar uma nova proposta ao Paraná. Reforçamos o desejo de todos os paranaenses por uma tarifa mais baixa, com a execução de obras e que o leilão ocorra na Bola de Valores de São Paulo, com a maior transparência possível. Esse é o nosso compromisso com a infraestrutura do Paraná”, destacou Ratinho Junior.

As propostas apresentadas pelo governador estão alinhadas ao modelo proposto pelo G7, grupo das principais entidades do setor produtivo paranaense, que entregou ao Ministério da Infraestrutura documento solicitando alterações no modelo de pedágio proposto para o Paraná.

Os empresários pedem que a licitação da concessão seja pela menor tarifa, sem limite de desconto; garantia de execução das obras por meio de depósito caução; adequação no degrau tarifário das pistas duplicadas; a desoneração do PIS/Cofins que incide sobre as tarifas de pedágio; e a transparência total no processo.

“Junto com o setor produtivo e lideranças locais, o Governo do Paraná defende um modelo que contemple o que a população nos exige: o menor valor na tarifa de pedágio”, afirmou o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

Os novos traçados, segundo demanda do Governo do Estado, estão divididos em seis lotes, mas com desenhos diferentes do atual, já que incluem rodovias que não estavam contempladas até então, como a PR-323, no Noroeste, a PR-280, no Sudoeste, e a PR-092, no Norte Pioneiro. O conjunto de rodovias em projeto é formado por estaduais (35%) e federais (65%).

Sandro Alex reforçou o pedido para que as obras sejam executadas em sua grande maioria nos primeiros anos do contrato. O pacote atual, lembrou ele, prevê a duplicação de 1.783 quilômetros (90% até o sétimo ano do acordo), a construção de 10 contornos urbanos, 253 quilômetros de faixa adicional nas rodovias já duplicadas e de 104 quilômetros de terceira faixa para apoio ao trânsito.

A proposta contempla ainda sinal de wi-fi em todos os trechos de estradas, câmeras de monitoramento e iluminação em LED.