Concerto solidário por Flora Purim e Airto Moreira é neste domingo

Concerto solidário por Flora Purim e Airto Moreira é neste domingo

Os músicos de jazz Flora Purim e Airto Moreira, mundialmente reconhecidos, serão homenageados pela Orquestra à Base de Sopro neste domingo (25/9), às 11h30, na Capela Santa Maria.

Os ingressos estão sendo vendidos no site Minha Entrada e toda a bilheteria será revertida ao casal, que passa por um momento delicado por complicações de saúde. Também está aberta uma vaquinha virtual para colaborar com recursos no tratamento de saúde do músico Aírto Moreira, de 80 anos, que já tocou com Miles Davis e Herbie Hancock.

Com artistas convidados Helinho Brandão, Rogério Leitum e Cristina El Tarran, a Orquestra à Base de Sopro, mantida pela Fundação Cultural de Curitiba, apresenta músicas emblemáticas da carreira do casal do jazz.

O concerto tem direção musical de Davi Sartori e a condução das homenagens será feita pelo radialista especializado em jazz Maurício Cruz. Ao longo da apresentação, o mestre de cerimônias fará comentários e curiosidade da carreira de Flora Purim e Airto Moreira.

“Eles têm uma importância imensurável para a música. Conseguiram abrir as portas para os brasileiros nos Estados Unidos e levaram o Milton Nascimento, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti e muitos outros. Isso mudou totalmente a cena do jazz e esses frutos carregamos até hoje” comentou Davi.

A Orquestra à Base de Sopro é considerada hoje um dos principais grupos de música brasileira do país, e vem se aprimorando na pesquisa de novas sonoridades. Em 2020, durante a pandemia, o grupo fez um vídeo em homenagem aos 80 anos de Airto, no qual o músico participou virtualmente da gravação.

Currículo

Em quase seis décadas de parceria musical e amorosa, a cantora Flora Purim e o percussionista Airto Moreira construíram juntos uma sólida união. No currículo histórias grandiosas, como colaborações com lendas como o pianista Chick Corea, o baixista Stanley Clarke e jantares com John Lennon.

Considerado por muitos como o “pai da percussão moderna”, Airto esteve presente em momentos decisivos da música brasileira: com o Quarteto Novo em 1967, quando Edu Lobo e Marília Medalha ganharam o Festival da Música Brasileira com “Ponteio” e a fundação do grupo com Theo de Barros, Heraldo do Monte e Hermeto Pascoal.

Uma das mais celebradas cantoras, de carreira igualmente gloriosa, Flora foi indicada por críticos como a melhor cantora de jazz dos Estados Unidos por quatro anos sucessivos (de 1974 e 1977). Nos anos 70 gravou ainda ao lado de Carlos Santana, Hermeto Pascoal, Chick Corea e muitos outros, encantados com sua extensão vocal e capacidade de improvisação.

Solidariedade

Três meses atrás, logo após o lançamento do último álbum de Flora, If you will (seu primeiro em 15 anos), Airto teve uma forte pneumonia que provocou diversas complicações. Morando juntos em um apart hotel no centro de Curitiba desde o início da pandemia, eles tiveram que recorrer a uma vaquinha para custear o tratamento.

“É um acontecimento para a gente ter eles aqui na nossa cidade, e nesse momento conseguimos unir essa força para reverenciar tanto a carreira, musicalidade, amizade deles e paralelamente fortalecendo o as contribuições para o reestabelecimento da saúde do Airto”, finalizou Davi Sartori.

Serviço: Orquestra à Base de Sopro

Data: domingo, 25/9, às 11h30

Local: Capela Santa Maria Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273)

Ingressos: R$ 35 e R$17,50 

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

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Empresas adotam práticas para recolocação de profissionais mais velhos

Enquanto a população brasileira envelhece e a aposentadoria fica mais distante, o mercado de trabalho precisa se reinventar para essa nova realidade. Em um país onde mais de 54 milhões de brasileiros têm mais de 50 anos, as oportunidades de emprego ainda são restritas. Hoje, são 1,4 milhão de pessoas acima dessa idade em busca de uma recolocação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Caged, mais de 700 mil profissionais nessa faixa etária perderam seus empregos durante a pandemia. De olho nessa necessidade, empresas começam a entender o potencial de unir profissionais experientes e jovens talentos no ambiente de trabalho.

Na contramão da dispensa dos profissionais maduros, há iniciativas de inclusão. Mario Faria, 52 anos, faz parte dos 10% de profissionais mais velhos que estão ativos no mercado de trabalho, conforme estudo da plataforma de realocação Maturi e da EY Brasil. Sua trajetória profissional começou a mudar em 2008, quando sentiu que sua carreira precisava se renovar. “Criei coragem para voltar para as salas de aula e terminei a faculdade de Ciências da Computação. Um passo importante para enfim trabalhar com o que sempre sonhei”, relata Mario.

Os desafios enfrentados para a recolocação foram grandes. As portas se abriram apenas após um longo período se candidatando a diversas vagas. Hoje, Mario já soma mais de uma década na TOTVS Curitiba, empresa de tecnologia que deu a oportunidade para seu novo começo. “Após os 40 anos, a gente ainda está com fôlego total para criar, fazer coisas novas e repetir sucessos anteriores. Isso traz maior maturidade nas decisões”, declara o consultor especialista de desenvolvimento.

Quebra de paradigmas

Em 2060, 25,5% da população brasileira será composta de pessoas na faixa etária acima dos 60 anos, de acordo com dados do IBGE. Por isso, a implementação de ações que aumentem na prática a contratação de pessoas com mais idade é urgente. Para Márcio Viana, diretor-executivo da TOTVS Curitiba, à medida que aumenta o número de funcionários de gerações mais velhas no ambiente de trabalho, o preconceito tende a diminuir. “Trazendo esses profissionais preparados e aptos para dentro da empresa, conseguimos quebrar o paradigma na prática”, afirma.

“Quanto vale o aprendizado daqueles que vivenciaram várias crises econômicas? E qual a relevância do conhecimento conquistado por meio dos erros já cometidos?”, questiona Márcio Viana. O executivo acredita que a mescla de gerações dentro de uma corporação permite um repertório mais amplo na solução dos problemas. “A  revisão do lugar dos idosos em nossa sociedade dá novo olhar às relações e ao envelhecimento. O fato é que, com uma população cada vez mais velha, mudanças virão, mesmo que tardias”, conclui. 

Sobre a TOTVS  

Líder absoluta em sistemas e plataformas para gestão de empresas, a TOTVS entrega produtividade para 70 mil clientes por meio da digitalização dos negócios. Indo muito além do ERP, oferece serviços financeiros e soluções de business performance, investindo R$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento nos últimos cinco anos para atender as exigências de 12 setores da economia. Como uma empresa originalmente brasileira, a TOTVS acredita no “Brasil que Faz” e apoia o crescimento e a sustentabilidade de milhares de negócios e empreendedores, de norte a sul do país, por meio de sua tecnologia. Para mais informações, acesse o site.  

Curitiba sedia Campeonato Brasileiro de Escalada Boulder a partir desta terça

Cajuru sedia Campeonato Brasileiro de Escalada Boulder a partir desta terça

Medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos da Juventude deste ano, a curitibana Mariana Hanggi é um dos destaques da modalidade boulder no Campeonato Brasileiro de Escalada 2022, que começa nesta terça-feira (27/9), no Parque Olímpico do Cajuru. O evento deste ano marca a volta do público, afastado da edição passada por causa da pandemia de covid-19. O ingresso é 1 quilo de alimento não-perecível para as ações sociais da Prefeitura.

A Secretaria Municipal de Esporte Lazer e Juventude (Smelj) apoia o evento com espaço e estrutura para a realização, além de oferecer o esporte para a comunidade, sem custo, no portal Curitiba em Movimento.

“Esse campeonato é o evento de referência para qualificar os atletas que farão parte da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Paris”, diz o analista técnico da Associação Brasileira de Escalada Esportiva (ABEE) e árbitro chefe competição, Neudson Aquino.

No paredão

O boulder é o tipo de escalada feito em rochas ou paredes artificiais, fixas ou móveis, e praticado sem o uso de material tradicional de proteção. O desafio é escalar pequenos blocos de pedras, com movimentos de grande dificuldade técnica.

Nas provas de Curitiba, disputarão a modalidade 40 atletas – 27 homens e 13 mulheres. O primeiro dia será dedicado às provas qualificatórias. A partir das 10h disputam os homens e das 16h em diante, as mulheres.

Na quarta-feira (28/9) será a vez da semifinal masculina, a partir das 9h30. Por causa do número de inscritas ser inferior a 20, não haverá semifinal feminina. As finais acontecem às 15h (feminina) e às 18h (masculina). A decisão será transmitida ao vivo no canal do Youtube da ABEE.

Destaques

Além de Mariana Hanggi, destacam-se no esporte os atletas curitibanos Camila Flores, Pedro Yukio Egg, André Luiz Cequinel Kunyioshi, Francisco Barão, Raul de Morais Nedochetko, Luis Guilherme Ziolkowski, Felipe Martins Justus, Bruno Morini Dambrosio e Leonardo Kenji Kanashiro.

Em breve eles poderão usar, no Parque Olímpico do Cajuru, duas novas paredes fixas – uma para a modalidade boulder e outra para velocidade. A obra está em licitação e a expectativa é de que comece a ser executada antes do fim do ano.

Serviço: Campeonato Brasileiro de Escalada

Local: Parque Olímpico do Cajuru (Rua Rivadávia Fonseca de Macedo, 510, Cajuru)

Datas: 27/9 (terça-feira) e 28/9 (quarta-feira)

Ingresso: 1 quilo de alimento não-perecível

Manhã e tarde

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba