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Comissão Aprova Proposta para Permanência da Política da Primeira Infância

Comissão Aprovou Política Nacional Integrada da Primeira Infância

Proposta visa garantir continuidade de ações para crianças em situação de vulnerabilidade

08/01/2026 – 15:55

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Deputada Rogéria Santos, relatora do projeto de lei

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família aprovou, em dezembro de 2025, a proposta para criar a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) como uma lei federal.

Objetivos da PNIPI

A medida tem como finalidade transformar a política vigente, atualmente estabelecida por um decreto presidencial, em uma política de Estado. Isto garantirá sua permanência independentemente das mudanças nas gestões governamentais.

A PNIPI busca articular ações intersetoriais nas áreas de saúde e educação, visando o desenvolvimento de crianças de até seis anos, com ênfase na redução das desigualdades sociais e na atenção a crianças com deficiência ou em situação de vulnerabilidade.

Monitoramento Nacional

A proposta estabelece um sistema de monitoramento nacional que incluirá indicadores de saúde, educação e pobreza. Isso permitirá a unificação das ações dos governos em apoio às crianças e suas famílias.

Emendas e Justificativa

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pela relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), ao Projeto de Lei 4282/25, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

Em sua análise, a relatora incluiu emendas para assegurar que a política leve em consideração os diversos contextos socioeconômicos, territoriais e culturais, além das condições relacionadas à deficiência.

A justificativa do projeto argumenta que a proposta visa conferir mais efetividade às diretrizes já estabelecidas no Marco Legal da Primeira Infância, de 2016. Rogéria Santos enfatizou a importância de transformar a PNIPI em uma legislação.

“A importância desta regulamentação para o futuro do país impõe que a PNIPI não fique restrita ao governo de turno, mas que seja elevada a política de Estado”, afirmou a relatora.

Próximos Passos

A proposta segue agora para análise nas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição, Justiça e Cidadania, em caráter conclusivo. Para que a medida se torne lei, é necessária a aprovação pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra

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