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Comércio registra queda de 0,4% em abril após três meses de alta

A venda do comércio varejista brasileiro registrou uma queda de 0,4% em abril de 2023 em relação a março, conforme dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é um desvio após três meses consecutivos de alta.

Desempenho Setorial

Apesar da queda mensal, o setor apresentou crescimento em outras métricas: alta de 0,3% no trimestre encerrado em abril, 4,8% na comparação com abril de 2022, 2,1% no acumulado do ano e 3,4% no acumulado dos últimos 12 meses.

Setores em Queda

A diminuição de vendas de 0,4% entre março e abril foi influenciada por quatro atividades específicas: combustíveis e lubrificantes (-1,7%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%), hipermercados, supermercados e produtos alimentícios (-0,8%), além de móveis e eletrodomésticos (-0,3%).

Setores em Alta

Em contrapartida, algumas categorias conseguiram registrar crescimento no mesmo período, incluindo livros, jornais, revistas e papelaria (1,6%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1%), tecidos, vestuário e calçados (0,6%) e artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria (0,2%).

Receita do Comércio Varejista

Em termos de receita nominal, o comércio varejista teve uma variação de 0,1% entre março e abril, com crescimento de 11,5% na comparação anual, 8,2% no acumulado do ano e 8,7% nos últimos 12 meses.

Varejo Ampliado

O varejo ampliado, que abrange as vendas de veículos, peças e materiais de construção, enfrentou uma queda ainda mais acentuada, com um recuo de 1,9% no volume de vendas de março para abril. Nesse setor, as vendas de veículos e motos, partes e peças caíram 2,2%, enquanto os materiais de construção apresentaram uma diminuição de 0,4%.

Por outro lado, ao comparar abril de 2022, houve um crescimento de 0,8% nas vendas do varejo ampliado. No acumulado do ano, notou-se um aumento de 1% e, ao longo de 12 meses, o crescimento foi de 2,7%. A receita nominal deste segmento caiu 1,4% em relação a março, mas subiu 6,2% em comparação a abril do ano anterior, com aumentos de 5,9% no acumulado do ano e 7% nos últimos 12 meses.

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