A comédia e o mau humor

Outro dia fui até um famosos clube de comédia em Curitiba assistir um show de Stand Up. Nos últimos tempos o gênero tem me atraído bastante, posso sentar numa mesa, pegar um drink e não preciso falar com ninguém. Perfeito para quem não é muito afeito a ser sociável.

Sentei na minha mesa na companhia de um livro – sim, levo livros para os lugares – e aguardava o show começar, quando a mesa ao lado foi ocupada por uma uma galera. Puta pessoal bonito. Se fossem cachorros, seria uma mesa de Golden Retriever, sedosos e elegantes. E eu ali do lado, com minha cara e porte do Pug.

O show iniciou e o comediante deu início à sua torrente de piadas. Eis que em dado momento ele fez uma  sátira contra um eminente político, cuja capacidade de fazer o número um estava comprometida. O número um, pois sua capacidade de fazer o número dois é notadamente reconhecida.

Os Golden Retriever se tornaram Pit Bulls. Trocaram olhares de descontentamento, e estamparam uma expressão sisuda em seus semblantes. Claramente a piada não agradara. Pobre do comediante continuou seu espetáculo sendo fuzilado pelos olhares da mesa ao lado. Não riram de mais nada. Desnecessário dizer que sequer aplaudiram o artista.

Fiquei ali, achando divertida a situação. A piada é o auge daquilo que é lúdico, é concebida para causar o riso – pode falhar neste intento, mas é uma piada, não uma Tese de Doutorado. Se descarta e a vida continua, oras.

Temo que nos tornamos mimados, desmasiadamente mimados, onde ouvir um dissabor se torna prontamente uma ofensa pessoal grave. Somos mais propensos às vaias do que aos aplausos.

Prefiro continuar aqui, se não rir do comediante, ao menos rio da reação alheia, aplaudindo, sarcasticamente, o mau humor.

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Prefeitura de Curitiba abre mais um hospital exclusivo para covid-19

O prefeito Rafael Greca e a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, visitaram as instalações da nova unidade antes da chegada dos primeiros pacientes

A Prefeitura de Curitiba ativou, nesta quinta-feira (3), mais um hospital exclusivo para pacientes de covid-19. O hospital Victor Ferreira do Amaral, no bairro Água Verde, tem capacidade para 54 leitos, sendo oito de UTI.

O prefeito Rafael Greca e a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, visitaram as instalações da nova unidade antes da chegada dos primeiros pacientes.

“Em menos de 20 dias o nosso governo ativou 187 leitos exclusivos para tratamento da covid, SUS exclusivos para covid, sendo 61 de UTI e 126 de enfermaria”, disse o prefeito Rafael Greca.

O Victor Ferreira do Amaral é o terceiro hospital ativado pela Prefeitura de Curitiba durante a pandemia do novo coronavírus e será gerenciado pela Secretaria Municipal da Saúde por meio de convênio com o Complexo do Hospital de Clínicas do Paraná.

Os outros dois hospitais exclusivos de covid-19 são o Instituto de Medicina e o Vitória.

O prefeito destacou o grande esforço e garantir assistência à população, mas ressaltou a necessidade da colaboração das pessoas em manter os cuidados básicos de segurança.

“De nada serve fazer aglomeração, não serve à sua saúde e não serve à cidade”, disse Greca.

Participaram da visita ao novo hospital, a diretora-geral do Hospital de Clinicas, Claudete Reggiani; o diretor da Fundação Estatal de Saúde (Feas), Sezifredo Paz e o presidente da Urbs, Ogeni Pedro Maia Neto.

Em julho a Prefeitura também contou com o hospital Irmã Dulce, que antes de virar unidade de estabilização psiquiátrica foi retaguarda de leitos clínicos para liberar vagas de covid-19 no Hospital do Idoso.

O hospital Victor Ferreira do Amaral faz parte do pacote de 174 novos leitos SUS exclusivos que serão ativados pela Prefeitura de Curitiba neste mês de dezembro: são 50 de UTI e 124 de enfermaria.

As novas ativações representam um aumento de 23% na capacidade hospitalar para tratamento da covid-19 em Curitiba, passando 756 leitos em atividade para 880.

Nesse momento de escalada da pandemia, dentro da estratégia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba duas UPAs da capital tiveram mudanças na rotina de atendimento.

A UPA Boqueirão virou uma unidade de leitos clínicos específica de covid. Já a UPA Fazendinha passou a funcionar como retaguarda, recebendo pacientes não-covid do Hospital do Idoso, liberando vagas de covid.

Curitiba registra 13 óbitos e 1.380 casos de covid-19

Curitiba registrou, nesta quinta-feira (3/12), 1.380 novos casos de covid-19 e 13 óbitos de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus, conforme boletim da Secretaria Municipal da Saúde.  Dez desses óbitos ocorreram nas últimas 48 horas.

As novas vítimas são sete homens e seis mulheres, com idades entre 55 e 86 anos. Apenas um mulher de 56 anos não tinha fator de risco para complicações da covid-19.

Até agora são 1.788 mortes na cidade provocadas pela doença neste período de pandemia.

Novos casos

Com os novos casos confirmados, 82.647 moradores de Curitiba testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 68.042 estão liberados do isolamento e sem sintomas da doença.

São 12.817 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

UTIs do SUS

Nesta quinta-feira (3/12), a taxa de ocupação dos 344 leitos está em 93%. Todos os pacientes que são internados com quadro de síndrome respiratória aguda grave vão para os leitos exclusivos covid-19 e não apenas os casos confirmados da doença. No momento restam 24 leitos livres.

Números da covid-19 em 3 de dezembro

1.380 novos casos
13 novos óbitos (10 nas últimas 48h)

Números totais
Confirmados – 82.647
Casos Ativos- 12.817
Recuperados – 68.042
Óbitos – 1.788