O Comando de Aviação da Polícia Militar do Paraná (PMPR) completou 16 anos em outubro de 2026. No período, a estrutura ampliou a cobertura no Estado, instalou novas bases e modernizou as aeronaves utilizadas no combate ao crime. Entre janeiro e setembro deste ano, as bases operacionais registraram a apreensão de mais de 3,5 toneladas de maconha. As equipes também atuam em resgates, buscas por pessoas desaparecidas e atendimentos aeromédicos.
As atividades são coordenadas atualmente pelo Comando de Aviação (Comav), que mantém bases nas regiões Leste, Norte, Fronteira Sul e Fronteira Norte. Durante a temporada de verão, a estrutura também conta com uma base no Litoral. As aeronaves são utilizadas no monitoramento de áreas estratégicas, no acompanhamento de suspeitos e no apoio às equipes policiais que atuam em terra.
“A ampliação das bases e o uso de novas tecnologias fortalecem nossa capacidade de atuação em todo o Paraná. O apoio aéreo permite maior agilidade nas operações policiais, amplia o alcance das equipes em terra e contribui diretamente para a segurança da população”, destacou o comandante do Comando de Aviação da PMPR, coronel Márcio Valim de Souza.
Na região da Fronteira Norte, as apreensões registradas nos primeiros nove meses de 2026 somaram aproximadamente 1,8 tonelada de maconha e cinco quilos de haxixe. Na Fronteira Sul, foram apreendidos cerca de 1,1 tonelada de maconha, 12 automóveis e quatro pistolas. As bases Norte e Leste registraram, respectivamente, apreensões de 570 quilos e seis quilos de maconha.
O uso das aeronaves amplia o alcance das equipes em áreas rurais, regiões de fronteira e locais de difícil acesso. Com o monitoramento aéreo, os policiais conseguem identificar movimentações suspeitas, acompanhar veículos e orientar abordagens terrestres durante as ações de segurança.
A expansão da estrutura ganhou força em agosto de 2023, com a ativação da Base Fronteira Sul, em Cascavel, e o início do Projeto Falcão. Em maio de 2026, a instalação da Base Fronteira Norte, em Umuarama, intensificou a cobertura aérea na região Noroeste do Paraná.
O Projeto Falcão incorporou helicópteros Robinson R66 equipados com câmeras térmicas e sistemas de missão. Esses equipamentos permitem localizar pessoas e veículos, identificar fontes de calor e acompanhar movimentações em condições de baixa luminosidade. A estrutura também conta com drones e equipamentos de visão noturna, adquiridos recentemente.
Além das ações de segurança pública, as aeronaves são utilizadas no transporte de pacientes, órgãos e tecidos humanos, em buscas por pessoas desaparecidas e no atendimento a vítimas em locais de difícil acesso. A atuação aeromédica foi fortalecida em 2017, com a formalização de uma parceria entre a Segurança Pública e a Saúde para o atendimento a vítimas de traumas, resgates e remoções aeromédicas.
O apoio aéreo também é empregado em ocorrências de Defesa Civil e operações de salvamento. A atuação permite o deslocamento de equipes especializadas e o acesso a regiões onde o atendimento por terra pode ser dificultado pelas condições geográficas.
A história do Comav começou em 27 de outubro de 2010, com a criação do Grupamento Aeropolicial e Resgate (Graer). No ano seguinte, foi instalada a Base Norte, em Londrina. Em novembro de 2013, a estrutura passou a ser denominada Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA).
Em abril de 2025, a criação do Comando de Aviação marcou uma nova etapa na organização das atividades, com a coordenação administrativa e operacional da estrutura aérea da corporação.
Atualmente, o Comav reúne 85 profissionais, entre pilotos, operadores aerotáticos e integrantes das áreas de suporte e administração. A formação especializada inclui cursos para pilotos de helicópteros e aviões, operadores aerotáticos, profissionais de suporte médico e pilotos de drones.
Com informações da Agência Estadual de Notícias do Paraná.
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