Com novas doses, Curitiba vacina idosos com 71 anos completos ou mais

Com 63.320 novas doses de Coronavac recebidas do Ministério da Saúde, a vacinação contra a covid-19 em Curitiba avança para um novo público: os idosos com 71 anos completos ou mais.

As novas doses recebidas nesta segunda-feira (22) começam a ser aplicadas a partir de quarta (24), conforme o cronograma abaixo. Seguindo nova orientação do governo federal, todas estas novas doses serão destinadas à primeira aplicação. Ou seja, não será necessário guardar metade da remessa para a segunda dose, pois o Ministério da Saúde se comprometeu a enviar em tempo hábil vacinas para a reaplicação.

“Estamos seguindo orientação do governo federal e aplicaremos todas as doses recebidas como primeira dose”, diz a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak. “O Ministério da Saúde se comprometeu a enviar as vacinas para segunda dose no tempo correto. Estamos confiando neste planejamento da pasta”, completa.

Cronograma

Nesta segunda (22) e terça-feira (23) estão sendo vacinadas com doses recebidas anteriormente pessoas com 75 anos completos.

A aplicação das novas doses entregues agora ocorrerá de quarta-feira (24) a sábado (27), contemplando uma faixa etária por dia. Na quarta-feira (24) serão vacinadas pessoas com 74 anos completos. Na quinta (25), será a vez de idosos com 73 anos completos. Na sexta-feira (26), serão vacinadas pessoas com 72 anos completos. E no sábado (27), serão vacinadas pessoas com 71 anos completos.

Para não haver aglomeração, a Secretaria Municipal da Saúde pede que os nascidos entre 1º de janeiro e 30 de junho procurem os pontos de vacinação pela manhã (8h às 13h nos pontos fixos ou 8h30 às 12h30 nos pontos de drive-thru). Já os nascidos entre 1º de julho e 31 de dezembro devem ir aos postos de vacinação no período da tarde (13h às 18h nos pontos fixos ou 12h30 às 16h30 nos pontos de drive-thru).

Para atender a todos, o horário de vacinação será ampliado de quarta-feira (24) a sábado (27). Os pontos fixos funcionarão das 8h às 18h e os pontos drive-thru funcionarão das 8h30 às 16h30.  Não será necessário realizar agendamento.

Para receber a vacina, a recomendação é que o idoso esteja com um acompanhante e leve documento de identificação com foto, CPF e comprovante de residência com endereço de Curitiba para quem não tiver o cadastro na plataforma Saúde Já.

Destinação

O Ministério da Saúde destinou especificamente as doses recebidas nesta segunda-feira (22) para finalizar a vacinação dos idosos do grupo entre 75 a 79 anos e vacinar 78% do grupo entre 70 a 74 anos. Por isso, Curitiba está escalonando em ordem decrescente até 71 anos completos. Do total de doses, 550 serão destinadas à vacinação de profissionais de saúde, conforme o plano do governo federal.

A ampliação para outras faixas etárias dependerá do recebimento de novas doses de vacina do Ministério da Saúde. Ao recebê-las, o cronograma será divulgado seguindo a ordem decrescente de idade até que todo o grupo prioritário de idosos (60 anos completos ou mais) esteja vacinado.

Balanço

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba imunizou, até sexta-feira (19), 123.398 pessoas com a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Foram vacinados 68.833 idosos, 48.696 profissionais dos serviços de saúde da cidade (incluindo as equipes de vacinação), 5.796 moradores, funcionários e cuidadores de instituições de longa permanência e 73 indígenas.

Em Curitiba, 47.773 pessoas receberam a segunda dose da vacina até sexta-feira (19/3).

Cronograma

  • 75 anos completos, nascidos entre 1º de janeiro e 30 de junho: segunda-feira, 22 de março
  • 75 anos completos, nascidos entre 1º de julho e 31 de dezembro: terça-feira, 23 de março
  • 74 anos completos, nascidos entre 1º de janeiro e 30 de junho: quarta-feira, 24 de março, pela manhã
  • 74 anos completos, nascidos entre 1º de julho e 31 de dezembro: quarta-feira, 24 de março, pela tarde
  • 73 anos completos, nascidos entre 1º de janeiro e 30 de junho: quinta-feira, 25 de março, pela manhã
  • 73 anos completos, nascidos entre 1º de julho e 31 de dezembro: quinta-feira, 25 de março, pela tarde
  • 72 anos completos, nascidos entre 1º de janeiro e 30 de junho: sexta-feira, 26 de março, pela manhã
  • 72 anos completos, nascidos entre 1º de julho e 31 de dezembro: sexta-feira, 26 de março, pela tarde
  •  71 anos completos, nascidos entre 1º de janeiro e 30 de junho: sábado, 27 de março, pela manhã
  • 71 anos completos, nascidos entre 1º de julho e 31 de dezembro: sábado, 27 de março, pela tarde

Pontos de vacinação para idosos

LOCAIS FIXOS

De quarta-feira (24/3) a sábado (27/3), das 8h às 13h (período da manhã) e 13h às 18h (período da tarde). 

1 – Pavilhão da Cura
Parque Barigui

2 – Unidade de Saúde Salvador Allende
Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712 –  Sítio Cercado

3 – US Vila Diana
Rua René Descartes, 724 – Abranches

4 – US Jardim Paranaense
Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão

5 – US Camargo
Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru

6 – US Ouvidor Pardinho
Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho

7 – US Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

8 – US Pinheiros
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade

9 – Clube da Gente CIC
Rua Hilda Cadilhe de Oliveira

10 – Rua da Cidadania do Tatuquara
Rua Olivardo Konoroski Bueno, s/n

11 – Rua da Cidadania do Fazendinha
Rua Carlos Klemtz, 1.700

DRIVE-THRU

De quarta-feira (24/3) a sábado (27/3), das 8h30 às 12h30 (período da manhã) e 12h30 às 16h30 (período da tarde). 

1 – Pavilhão da Cura – Parque Barigui (entrada somente pela BR-277)

2 – Estacionamento do Santuário Nossa Senhora do Carmo – Boqueirão (entrada pelo segundo portão do estacionamento, pela Rua Frederico Maurer)

3 – Paróquia Santo Antônio – Boa Vista (entrada única pela Rua Geraldo Gustavo Oscar Mueller)

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Fiocruz: cai média de idade de mortes e de casos de covid-19

A idade média dos casos e das mortes de covid-19 apresentou uma queda quando se compara a semana epidemiológica (SE) 1 (3 a 9 de janeiro) e a 27 (3 a 10 de julho) de 2021, segundo o Boletim Observatório Covid-19, publicado hoje (22) pela  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nos dados mais recentes, a média de idade das internações está em 53 anos, contra 62,5 na SE 1; as médias de óbitos foram 73 e 65 nas semanas epidemiológicas 1 e 27, respectivamente.

Os dados foram obtidos a partir do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SivepGripe)  e, segundo os especialistas, apontam para uma nova fase da epidemia no país. “Convém ressaltar que houve uma inflexão na tendência de declínio. Para os casos, a média de idade das internações já chegou a 52,1 anos. Para os óbitos, a inflexão é mais evidente: a média da idade atingiu 59,4 anos”, disseram os especialistas.

Em comparação com a semana epidemiológica 23 (6 a 12 de junho), houve um aumento de internações entre idosos, que esteve em 27,2% na semana epidemiológica  23 e na 27 subiu para 31,8%. Os dados indicam que na semana epidemiológica 23 foi registrada a menor porcentagem de idosos no número de óbitos (44,8%). Na SE 27, esse percentual subiu para 58,2%. Os dados mostram também redução de internações em leitos de terapia intensiva na faixa etária de 50 a 59 anos e uma interrupção no aumento na faixa de 40 a 49 anos na comparação entre as duas semanas epidemiológicas.

Duas últimas SE

Nas últimas duas semanas epidemiológicas, a trajetória descendente no número de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) desacelerou. Segundo os cientistas do Observatório Covid 19, nas últimas duas semanas epidemiológicas, o aumento recente ou o registro de estabilidade em alguns estados sugere um quadro a ser monitorado. Nesse período foi registrada uma queda tanto no número de casos novos (-2,1%), quanto no de óbitos (-2,6%), tendência sustentada desde a análise das semanas anteriores. A taxa de letalidade foi mantida em torno de 3%.

Os pesquisadores destacaram a importância do avanço da campanha de imunização para a  melhora nos números da pandemia. “O avanço da vacinação no Brasil tem ocorrido de forma mais lenta do que a desejável. Ainda assim, a melhoria do quadro pandêmico no país é uma consequência direta do aumento no número de imunizados”, disseram os especialistas.

Estados

Não houve aumento das taxas de incidência ou mortalidade em nenhum estado. Houve uma redução expressiva no número de casos de covid-19 no Rio Grande do Norte, em Rondônia e em Alagoas e uma redução no número de óbitos expressiva no Piauí, no Acre, no Pará e em Sergipe. 

As maiores taxas de incidência de covid-19 no período das últimas duas semanas foram observadas nos estados de Roraima, de Mato Grosso e de Santa Catarina. Paraná, Mato Grosso e São Paulo apresentam as maiores taxas de mortalidade. As maiores taxas de letalidade foram registradas no Rio de Janeiro (5,7%), São Paulo (3,4%), Amazonas (3,4%) e Pernambuco (3,1%).

Para os especialistas, as altas taxas de letalidade “revelam falhas no sistema de atenção e vigilância em saúde nesses estados, como a insuficiência de testes diagnósticos, da triagem de infectados e seus contatos, identificação de grupos vulneráveis, bem como a incapacidade de se identificar e tratar adequadamente os casos graves de covid-19”.

Campanha “Vacina UFPR” chega a mais de mil doações individuais; saiba como contribuir

A campanha “Vacina UFPR” mobiliza a sociedade para a captação de recursos e o financiamento de uma vacina 100% nacional e de baixo custo contra a Covid-19 e outras doenças. 

Em 20 dias, já foram arrecadados R$ 83.323,48 em 1005 doações individuais. No mesmo período, o site vacina.ufpr.br já teve mais de 8 mil acessos e os posts nas redes sociais da UFPR já alcançaram quase 400 mil pessoas, com 3600 compartilhamentos. 

A divulgação da campanha estimulou outros tipos de engajamento. Por sugestão de uma amiga, a fotógrafa e influenciadora digital Patrícia Miguez compartilhou um vídeo para incentivar as doações. Apenas nas redes da UFPR, o material já foi visto por mais de 132 mil pessoas.

Ela aceitou o desafio por entender que a vacina pode servir para outras doenças e ajudar pessoas no Brasil e em outras partes do mundo, no futuro.  “É uma questão de ajudar a comunidade científica e o nosso país como um todo. A vacina é uma arma muito importante. Caso você não possa ajudar, marque as pessoas nas suas redes e espalhe. Quanto mais gente tiver essa informação, mais gente pode doar e ajudar a UFPR a desenvolver a vacina. Vai ser uma bênção ter uma opção barata, nacional e com multipropósito”, relata Patrícia.  

As contribuições para a campanha “Vacina UFPR” permitirão aos pesquisadores avançar com as fases de testes em animais até o final do ano, o que credenciará o pedido à Anvisa para os testes em humanos. 

Com as doações, será possível também aprimorar a infraestrutura física e laboratorial, buscar a transferência de tecnologia para produção em escala industrial e o desenvolvimento de imunizantes.

Sobre a capacidade de produção 100% nacional, o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, destaca: “É muito importante para a soberania do país que tenhamos uma vacina sem a dependência de importação de insumos. Esta luta por uma vacina nacional reforça a importância da ciência e da universidade pública, que se mostraram imprescindíveis durante essa pandemia”. 

O superintendente de parcerias e inovação da UFPR, Helton José Alves, ressalta a economia para os cofres públicos que o imunizante da UFPR poderá trazer. “Para cada real economizado por dose da vacina, estamos falando de milhões de reais, o que torna mais interessante essa plataforma, para a Covid-19 e outras patologias”, revelou Alves em entrevista ao programa “Volume UFPR”, da Rádio UniFM. 

O professor Emanuel Maltempi de Souza, um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da Vacina UFPR, em reportagem da Agência Escola de Comunicação Pública da UFPR, explica que o projeto foi concebido pensando no retorno à sociedade dos conhecimentos produzidos na universidade. “Se continuarmos tendo sucesso no desenvolvimento e testagem da Vacina UFPR, estou convencido que o país terá condições de produzir as doses necessárias para todos os brasileiros”. 

Para alcançar esses objetivos, os custos estão estimados em R$ 76 milhões de reais. Por isso, a campanha aceita doações de qualquer valor, por depósito, transferência bancária para a conta da campanha ou usando chave Pix. 

No site vacina.ufpr.brestão disponíveis os relatórios de acompanhamento dos recursos captados para o desenvolvimento da vacina e notícias sobre o avanço das pesquisas. 

A conta bancária para as doações é exclusiva do Programa de Imunizantes da UFPR, gerida pela Fundação da Universidade Federal do Paraná – FUNPAR. Todas as doações de pessoas físicas e/ou jurídicas são destinadas exclusivamente à continuidade da pesquisa e desenvolvimento da vacina  e não são dedutíveis do Imposto de Renda. 

Os valores captados pela campanha se somam aos financiamentos já obtidos via Rede Vírus, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a recursos próprios da UFPR e aos do Governo do Estado do Paraná, que chegam a R$ 1,3 milhão.  

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado transferiu R$ 18 milhões ao Governo do Estado, que serão destinados à estrutura de laboratórios para a Vacina UFPR. O poder executivo deve repassar esse valor à universidade por meio de um acordo que será celebrado em breve.