Com nova remessa, Paraná vai intensificar vacinação de domingo a domingo

O Paraná vai intensificar o processo de vacinação de “domingo a domingo” com a distribuição de um novo lote de imunizantes contra a Covid-19. As 242.050 doses encaminhadas pelo Ministério da Saúde começam a chegar ainda nesta quinta-feira (08) nas 22 Regionais que formam o sistema público de saúde do Estado. O material será transportado do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, por meio de aeronaves e caminhões.

Essa é a 12ª remessa destinada ao Paraná pelo Governo Federal. É formada por 127.250 imunizantes da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz e 114.800 da Coronavac/Butantan. Com o lote, o Paraná recebeu até o momento 2.495.350 conjuntos vacinais.

Foto: AEN PR

“O pedido é para agilizar a distribuição. Queremos que os municípios aproveitem o fim de semana para vacinar o maior número possível de pessoas. Ficar sem vacina é sinal de que todas as doses foram aplicadas. Não queremos vacina no estoque. Queremos sim no braço dos paranaenses”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Ele acompanhou nesta quinta-feira (08) a chegada do novo carregamento de imunizantes ao Cemepar. E voltou a pedir agilidade a todos os entes envolvidos com o processo. “Seja com a primeira ou com a segunda dose, precisamos vacinar o mais rapidamente possível. Usar tudo o que temos. Não é o momento de parar nem um dia sequer, usar esquema de guerra para vacinar”, disse.

08.04.2021 – Governador Carlos Massa Ratinho Junior com Secretário da saúde Beto Preto distribuição 12 lote de vacinas no Paraná Foto Gilson Abreu/AEN

A remessa da AstraZeneca está dividida em 70.338 para aplicar como primeira dose em idosos de 65 a 69 anos e 50.868 como segunda dose para os trabalhadores de saúde imunizados em janeiro, quando o primeiro lote do medicamento chegou ao Paraná. O intervalo de aplicação desse imunizante é de três meses. Há, ainda, 5% (6.044 doses) separadas como reserva técnica, seguindo o protocolo do Plano Nacional de Imunização (PNI) elaborado pelo Ministério da Saúde. O conjunto integra um lote de 2.407.750 para todo o País.

Já as doses do Butantan estão divididas entre 25.040 para idosos de 65 a 69 anos e 2.277 para profissionais de segurança pública, ambas destinadas para a primeira aplicação. Outras 70.715 são para idosos entre 70 e 74 anos e 11.212 para trabalhadores da saúde, ambas como segunda dose, além da reserva técnica (5.556 doses). Elas são parte de um lote de 2.008.800 aplicações para todo o Brasil.

A inclusão das forças de segurança respeita a distribuição realizada pelo Ministério da Saúde. O grupo é considerado prioritário também pelo Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19.

“Precisamos destacar que a segunda dose é tão importante quanto a primeira. É ela que garante o fechamento do ciclo de imunização. Peço à população que acompanhe a caderneta de vacinação e entre em contato com o município para saber quando e onde tomar a segunda dose”, ressaltou Ratinho Junior.

NOVA REMESSA 

Secretário de Estado da Saúde, Beto Preto sinalizou que o Paraná deve receber uma nova remessa de vacinas contra a Covid-19 no começo da próxima semana. Ele reforçou que o planejamento é garantir a imunização de todas as pessoas com mais de 60 anos até o fim deste mês. “É o grupo que mais sofre com a doença, que mais fica internado e também vem a óbito. A nossa logística está pronta. Tão logo cheguem as vacinas, logo aplicaremos nos paranaenses”, disse.

VACINAÇÃO

Até o início da tarde desta quinta, de acordo com o Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde, 1.323.739 moradores do Estado haviam recebido pelo menos a primeira dose do imunizante, e 311.153 já completaram a imunização com a segunda.

08.04.2021 – Governador Carlos Massa Ratinho Junior com Secretário da saúde Beto Preto distribuição 12 lote de vacinas no Paraná Foto Gilson Abreu/AEN

Em números gerais, Curitiba (239.685), Londrina (76.216), Maringá (53.158), Cascavel (40.815) e Ponta Grossa (34.566) foram os municípios que mais aplicaram a primeira dose.

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Como o aumento de casos de insuficiência renal e a pandemia de Covid-19 estão relacionados?

Durante a pandemia da Covid-19, houve um aumento de pacientes que desenvolveram insuficiência renal e que, agora, necessitam de hemodiálise. Segundo um estudo feito por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Escola Paulista de Medicina, em 2021, cerca de 36% dos pacientes, que apresentaram sintomas graves de Covid-19, desenvolvem lesão renal aguda (LRA). A causa não é bem esclarecida, mas parece ser multifatorial.

Dentro disso, a citotoxicidade do próprio vírus, microangiopatia trombótica e alterações sistêmicas hemodinâmicas são os principais fatores. Os termos são complexos, mas é de extrema importância o conhecimento sobre a comprovada relação causal da insuficiência renal com casos graves de Covid-19. A pandemia trouxe à tona temas que vão além do comprometimento pulmonar.

A doença é leve na maioria dos casos, mas, para alguns, pode ser multissistêmica, complexa e acometer qualquer órgão. Em geral, compromete quem já tem fatores de risco, mas há muitos casos conhecidos de quem necessita de hemodiálise ou mesmo de transplante renal sendo completamente hígidos previamente.

Entretanto, um estudo publicado no periódico Frontiers in Physiology no último ano mostrou que o fator principal que leva o novo coronavírus a afetar o sistema renal, é a interação do vírus com uma enzima chamada ‘conversora de angiotensina 2’, responsável por permitir que o vírus se replique no organismo.

Além disso, ela também regula a pressão arterial do corpo humano. Quando essa enzima entra em contato com o Sars-cov-2 pode ter o comprometimento do fluxo sanguíneo e da filtragem do sangue pelos rins, causando a insuficiência renal.

Uma vez identificado o quadro de insuficiência renal, é necessário o acompanhamento com dois especialistas: o médico nefrologista e o cirurgião vascular. O primeiro definirá qual a gravidade do quadro e a necessidade de se iniciar hemodiálise ou não. O vascular será aquele quem irá prover e preservar o acesso pelo qual a hemodiálise é realizada.

Pacientes com essas condições devem ser anualmente avaliados quanto a função renal e, em caso de qualquer alteração, como aumento da creatinina no sangue ou níveis de proteína elevados na urina, devem ser encaminhados ao médico nefrologista.

A forma mais segura, com menor risco de reinternações e, comprovadamente, de maior sobrevida a longo prazo, é através da fístula arteriovenosa. Ela consiste na comunicação de uma veia com uma artéria, em que torna possível, através de agulhas, a aspiração e devolução do sangue que será filtrado pela máquina de hemodiálise.

Esse é um tema que gera muitas dúvidas e medo aos pacientes. Por conta disso, o vascular precisa ser consultado, pois muitos paradigmas podem ser quebrados em relação ao acesso para hemodiálise. Nesse cenário, é preciso frisar que pacientes com fístulas arteriovenosas apresentam baixa taxa de infecção, diminuição no número de internações hospitalares e, consequentemente, menor taxa de mortalidade.

A insuficiência renal é uma doença silenciosa e, no Brasil, as principais causas são hipertensão crônica e diabetes. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em 2019, estima-se que mais de 10 milhões de pessoas tenham alguma condição renal no país. A maioria das pessoas que identifica a redução da função renal precocemente consegue parar ou mesmo reverter o quadro de piora da função dos rins e vive normalmente sem que um dia necessite de hemodiálise.

Sobre o Dr. Carlos André Pereira Vieira

É médico com 15 anos de experiência (2007). Graduação em medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (2002-2007), fez residência médica em Cirurgia Geral pela Irmandade Santa Casa de São Paulo (2008-2010) e residência em Cirurgia Vascular no Hospital do Servidor Público Estadual (IAMSPE) 2010-2012. Possui Título de Especialista em Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecodoppler pela SBACV e CBR desde 2013. Médico titular em cirurgia vascular no Hospital Paulistano de 2012 a 2019. Atualmente, é médico titular no principal hospital do Grupo DASA em São Paulo (Hospital Nove de Julho). Atua em consultório próprio na realização de exames e consultas na Av. Paulista, 91, conj. 307.

Curitiba aplicou 1.535.248 doses de reforço contra a covid-19

Curitiba aplicou 1.535.248 doses de reforço contra a covid-19. Foto: Hully Paiva/SMCS

Curitiba aplicou 1.535.248 doses de reforço da vacina anticovid até a última sexta-feira (12/8). Entre estas aplicações, 1.105.630 foram do 1º reforço (a 3ª dose para quem tem esquema vacinal inicial com Coronavac, AstraZeneca ou Pfizer; ou 2ª dose para quem recebeu a Janssen) e 429.618 foram de 2º reforço (4ª dose para quem tem esquema vacinal inicial com Coronavac, AstraZeneca ou Pfizer; ou 3ª dose para quem recebeu a Janssen) e 3º reforço (pessoas imunossuprimidas com 60 anos ou mais que receberam o 2º reforço há mais de 120 dias).

A cobertura vacinal para as doses de reforço na população elegível para essas aplicações (pessoas com 12 anos ou mais) em Curitiba é de 66,3%.

Doses aplicadas

A SMS vacinou, até a última sexta-feira (12/8), 1.731.679 pessoas com a primeira dose ou a dose única (Janssen) da vacina anticovid, o que corresponde a 88,9% de toda a população da cidade. Em relação à população completamente imunizada com o esquema básico (com duas doses ou dose única), a cobertura chega a 84%.

Curitiba já aplicou 4.864.183 doses do imunizante, sendo 1.692.739 primeiras doses e 1.597.256 segundas doses; 38.940 doses únicas; além das 1.535.248 doses de reforço.

Primeira dose

Entre as crianças de 3 e 4 anos, 9.016 já receberam a primeira dose do imunizante. Já entre os curitibinhas de 5 a 11 anos, 122.117 iniciaram a vacinação com a primeira aplicação.

No grupo de adolescentes (12 a 18 anos), foram aplicadas 128.556 primeiras doses da vacina.

Na população com 18 anos ou mais, Curitiba já aplicou 1.442.066 primeiras doses.

Segunda dose

Do total de segundas doses aplicadas, 89.977 foram em crianças de 5 a 11 anos, enquanto 113.724 adolescentes (12 a 17 anos) completaram o esquema vacinal até sexta-feira.

Entre os adultos (18 anos ou mais), foram aplicadas 1.393.555 segundas doses do imunizante anticovid no município.

Doses recebidas

Até o momento, Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 5.169.536 doses de vacinas, sendo 1.788.986 para primeira dose, 1.802.157 para segunda dose, 54.235 doses de aplicação única e 1.552.520 doses de reforço. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, como a quebra acidental de frascos.

Confira detalhes da vacinação contra a covid-19 no Painel Covid-19 Curitiba.

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

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