Com menos chuva em fevereiro, Sanepar reforça pedido para economia de água

O alerta amarelo em relação à estiagem voltou a piscar no Paraná. Choveu menos do que o esperado em quase todo o Estado em fevereiro, com exceção do Litoral. O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apontou que a precipitação acumulada em dez pontos diferentes do Paraná foi de 772,4 milímetros (mm). O índice é 44,5% menor do que média histórica para o período, estimada em 1.734,9 mm no acumulado para essas mesmas áreas.

O levantamento leva em consideração as regionais de Paranaguá, Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Paranavaí, Cascavel e Foz do Iguaçu. A performance reforça a necessidade de conscientização para uso racional da água, já que os reservatórios seguem com déficit.

De acordo com o Simepar, apenas Paranaguá apresentou no mês passado um volume superior ao esperado. Choveu na cidade litorânea 408 mm, ante uma previsão de 346 mm. Os outros nove pontos ficaram consideravelmente abaixo, sem chegar a 60% da média, com destaque para Cascavel. A precipitação no município da Região Oeste ficou em 15 mm, quando a média apontava para 171 mm. Ou seja, apenas 8,7% da chuva aguardada para os 28 dias de fevereiro.

Um desempenho bem diferente ao verificado em janeiro, por exemplo, quando a precipitação atingiu 2.748,6 mm – 151% a mais do que o mesmo mês de 2020 (1.094,2 mm). “O que aconteceu é que em janeiro uma onda de umidade vinda da Região Norte do Brasil fez com que a chuva fosse intensa no Paraná. Algo que perdeu força em fevereiro, caracterizando o mês com dias mais secos”, afirmou o meteorologista do Simepar, Paulo Barbieri.

Segundo ele, as chuvas no mês de março também devem ficar abaixo da média histórica.

CAPITAL – Curitiba voltou a ter um desempenho de chuvas abaixo da média histórica em fevereiro. O volume acumulado foi de 78,2 mm ante uma expectativa de 147,9 mm (apenas 52,8% do esperado).

Em razão da estiagem, a cidade convive um severo rodízio desde o começo do ano passado, com intervalos de abastecimento de 36 horas atualmente. De acordo com a Sanepar, o volume de chuvas não foi suficiente para garantir um crescimento constante e confiável do nível dos reservatórios do Sistema de Abastecimento de Curitiba e Região Metropolitana. O índice neste início de março é de 49,73%, ainda abaixo dos 60% considerado estratégico e seguro para que haja qualquer modificação no sistema de rodízio.

Também segundo a companhia de abastecimento, as ações de incremento às barragens com captações emergenciais e a economia gerada pelo rodízio e pela população permitiram que a Sanepar armazenasse 46,6 bilhões de litros de água desde o início do rodízio, em março do ano passado, até fevereiro deste ano. Ainda assim, é necessário economizar.

“Infelizmente os prognósticos apontam para a necessidade de manutenção do rodízio, até para assegurar níveis mínimos de reservação para os próximos meses. Somente se chegarmos a 60% é que poderemos analisar se há condições de alterar o modelo do rodízio, que hoje é de 36 horas com água e 36 horas sem água, ou até mesmo suspendê-lo”, disse o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky. “A população paranaense é fundamental para podermos superar este momento difícil e recuperar os reservatórios da região de Curitiba”.

Veja quanto choveu em fevereiro em dez pontos do Paraná analisado pelo Simepar:

CURITIBA

Fevereiro 2021: 78,2 mm

Média do período: 147,9 mm

Porcentual: 52,8%

LONDRINA

Fevereiro 2021: 91 mm

Média do período: 167 mm

Porcentual: 54,4%

MARINGÁ

Fevereiro 2021: 36,6 mm

Média do período: 150 mm

Porcentual: 24,4%

CASCAVEL

Fevereiro 2021: 15 mm

Média do período: 171 mm

Porcentual: 8,7%

FOZ DO IGUAÇU

Fevereiro 2021: 27 mm

Média do período: 121 mm

Porcentual: 22,3%

GUARAPUAVA

Fevereiro 2021: 25 mm

Média do período: 151 mm

Porcentual: 16,5%

PONTA GROSSA

Fevereiro 2021: 48,4 mm

Média do período: 156 mm

Porcentual: 31%

PATO BRANCO

Fevereiro 2021: 22,4 mm

Média histórica: 160 mm

PARANAGUÁ

Fevereiro 2021: 408 mm

Média do período: 346 mm

Porcentual: 17%

PARANAVAÍ

Fevereiro 2021: 20,8 mm

Média do período: 165 mm

Porcentual: 12,6%.

Informações AEN PR.

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Governo anuncia retorno do programa Voe Paraná e abertura de novas rotas

Maior programa de aviação regional do País, o Voe Paraná tem data para recomeçar. Na segunda-feira (27) o voo 2612 sai de Apucarana no começo da manhã e finaliza a rota no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. No dia seguinte, terça-feira (28), o voo 2520 parte de Curitiba às 11h05 para Pato Branco, retornando na sequência, às 13h30 – o tempo de viagem, por trecho, é de 1h25. Também na terça, às 16h25, o voo de retorno à Apucarana sai às 16h25 do Afonso Pena.

O anúncio da retomada da programação, suspensa desde março do ano passado em razão da pandemia de Covid-19, foi confirmada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta quinta-feira (16), em ato no Palácio Iguaçu, que contou com a presença da diretoria da Aerosul, companhia área paranaense com sede em Rolândia, na região Norte, uma das parceiras do projeto. As passagens, inclusive, já podem ser compradas no site da empresa – as aeronaves Cessna C208 têm capacidade para transportar até nove passageiros.

“Com a vacinação contra a Covid-19 avançando e a retomada da economia do Estado, as companhias aéreas passaram a ter condições de voltar com o programa, oferecendo mais linhas e voos. Finalizamos a composição nesta quinta-feira com a Aerosul para poder anunciar essas rotas entre Curitiba e Apucarana e entre Curitiba e Pato Branco”, afirmou Ratinho Junior.

“Essas linhas aéreas são um salto na logística e na infraestrutura do Paraná. Com uma melhor condição de deslocamento, tenho certeza que mais empresários terão interesse em abrir negócios no nosso Estado, gerando mais emprego e renda para os paranaenses”, acrescentou.

Essa é apenas a primeira etapa da parceria com a Aerosul. A empresa pretende até o fim do ano instalar as ligações Curitiba-Londrina, Curitiba-Telêmaco Borba, Curitiba-Guarapuava e Londrina-Foz do Iguaçu-Assunção (Paraguai). “O investimento ultrapassa US$ 25 milhões (cerca de R$ 130 milhões). Confiamos na aviação regional como um grande impulsionador do desenvolvimento”, destacou o presidente da companhia, Adílson Santos de Oliveira.

Além do Paraná, a Aerosul opera também em Santa Catarina e tem planos de iniciar rotas para o Rio Grande do Sul. “Conforme a demanda, pretendemos expandir mais”, disse o empresário.

CHEGADAS E PARTIDAS – O roteiro prevê seis voos semanais na linha Curitiba-Apucarana. Às segundas e quartas com saída de Apucarana. Às terças e quintas com saídas de Curitiba. E, nas sextas-feiras, o trecho completo, com ida e volta. Apenas nas segundas é que voo sai de Arapongas, onde está instalado o hangar da companhia.

“Apucarana é uma das grandes cidades do Paraná, um expoente do agronegócio. O modal aéreo tem muita importância nesse contexto, beneficiando o setor industrial, de serviços, público e, claro, o turismo”, ressaltou o prefeito da cidade, Sebastião Ferreira Martins Junior, o Junior da Femac, que também participou da cerimônia.

“A importância vai além. Apucarana hoje tem influência em outros 26 municípios. Todo o Vale do Ivaí vai ganhar muito com essa rota”, acrescentou.

A ligação entre Curitiba e Pato Branco, por sua vez, terá saídas da Capital de terça a sexta. Os voos do Sudoeste partem às terças, quartas e sextas.

MAIS VOOS – Atualmente há linhas aéreas periódicas ligando Curitiba a Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu, operadas por companhias aéreas diferentes – Azul, Gol e Latam.

A Azul Linhas Aéreas informou que planeja expandir sua operação para mais cinco cidades do Interior do Paraná ainda neste ano. Umuarama é um dos destinos visados pela companhia já a partir de outubro deste ano, e as cidades de Toledo, Guarapuava, Pato Branco e Ponta Grossa também poderão ter suas bases reabertas.

A Latam, por sua vez, também confirmou um incremento no número de voos partindo de Curitiba. Serão mais sete destinos: Porto Alegre, Belo Horizonte/Confins, Rio de Janeiro/Santos Dumont, Foz do Iguaçu, Maringá, Londrina e Fortaleza. Ao todo, até o primeiro trimestre de 2022, a empresa completará 10 destinos a partir da capital paranaense, contra os três em operação atualmente (Guarulhos, Congonhas e Brasília).

Também com previsão de estreia para os três meses do ano que vem, destacou a empresa, está a rota Cascavel-Guarulhos (SP).

VOE PARANÁ – Lançado pelo governador Ratinho Junior em outubro de 2019, o Voe Paraná mantinha voos regulares, em parceria com a Gol e Two Flex, de Curitiba para Guaíra, Paranaguá, Cianorte, Campo Mourão, Paranavaí, Arapongas, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, União da Vitória e Telêmaco Borba.

O programa, contudo, precisou ser descontinuado em março de 2020 em razão da pandemia da Covid-19. De acordo com a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística, 2.736 passageiros foram transportados no período.

O Paraná encerrou 2019 com 19 aeroportos operando voos regulares para destinos turísticos de qualquer lugar do País e do mundo – em 2018, eram apenas seis aeroportos (Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa). Ampliação que volta à pauta, com a reforma e ampliação de terminais importantes pelo Estado como os de Siqueira Campos, Paranavaí, Arapongas e Umuarama, entre outros.

Governo do Paraná propõe repasse de R$ 80 mensais para a compra de alimentos a famílias vulneráveis

O Governo do Estado enviou nesta quinta-feira (16) à Assembleia Legislativa um Projeto de Lei Complementar que institui, no Paraná, o Programa Estadual de Transferência de Renda. Com o repasse de R$ 80 mensais para a compra de alimentos, a proposta busca contribuir com a segurança socioassistencial de famílias paranaenses em situação de vulnerabilidade econômica e social.

Nos mesmos moldes do Cartão Comida Boa, implantado emergencialmente no ano passado para atender famílias afetadas pela pandemia de Covid-19, o benefício atende pessoas em situação de extrema pobreza (com renda mensal per capita de até R$ 89) ou de pobreza (com renda entre R$ 90 e R$ 178 per capita por mês).

O valor de R$ 80 por mês, por residência, deve ser utilizado para a compra de itens básicos de alimentação em estabelecimentos comerciais previamente fixados.

“O programa visa garantir a segurança socioassistencial de sobrevivência e renda, no âmbito da Política de Assistência Social e no enfrentamento à pobreza, provendo um incremento de renda com a perspectiva de garantir o mínimo para a dignidade humana”, diz a mensagem assinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O texto deve ser lido na segunda-feira (20) na Assembleia e tramitar em regime de urgência na Casa. Assim que aprovada pelos deputados, o Executivo tem um prazo de 60 dias para a regulamentação da Lei.

Beneficiários

A prioridade do programa Transferência de Renda é atingir a população que não é atendida pelo Bolsa Família. Porém, caso haja disponibilidade orçamentária, os beneficiários do programa federal também podem ser incluídos no do Governo do Estado, atendendo a critérios e condições que ainda serão regulamentados por ato do Executivo.

Coordenado pela Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, com a participação de outras pastas e órgãos estaduais, o programa será executado com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop), do Fundo da Infância e Adolescência (FIA) e outros valores do orçamento para a área.

Entre os objetivos da proposta estão a erradicação da pobreza, garantia da segurança alimentar, melhora da nutrição, promoção da agricultura sustentável e a redução da desigualdade social no Estado. A concessão do benefício tem caráter temporário e não gera direito adquirido. Por isso, a elegibilidade das famílias beneficiadas deve ser revista a cada 90 dias.

Cartão Comida Boa

Uma alternativa para a população que sofreu com as restrições impostas pela pandemia, o Cartão Comida Boa destinou, entre junho e agosto de 2020, um voucher de R$ 50 por mês para a população mais vulnerável utilizar em supermercados credenciados para comprar itens da cesta básica. No total, 794 mil vouchers foram distribuídos no período, com 2,7 milhões de transações de compra realizadas nos 399 municípios.