Com mais casos, mas menos necessidade de internamentos, Curitiba segue na bandeira amarela

Desde 28 de setembro a cidade segue em bandeira amarela, resultado dos indicadores de monitoramento da pandemia

Em parte resultado da circulação de pessoas durante o feriado prolongado de Finados (2/11), o aumento no número de novos casos de covid-19 registrados nesta semana em Curitiba não é suficiente para causar mudança de bandeira. Desde 28 de setembro a cidade segue em bandeira amarela, resultado dos indicadores de monitoramento da pandemia, divulgado todas as sextas-feiras.

“Número de casos, isoladamente, não é o suficiente para impactar numa mudança de bandeira, pois é o único dos nove indicadores do painel que está em vermelho até agora”, explica Alcides de Oliveira, diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba. “Os outros de maior peso, como número de óbitos e ocupação de leitos, seguem estáveis”, complementa.

Cenário da semana

O sistema de monitoramento da covid-19 foi instituído em Curitiba em 9 de junho. Nele são avaliados nove indicadores, divididos em dois grupos: nível de propagação da doença e capacidade de atendimento da rede.

De acordo com Oliveira, o cenário de bandeira amarela resulta da capacidade de resposta dos serviços de saúde de Curitiba frente à demanda por atendimento.

“Só uma explosão de casos, num patamar acima de mil por dia, pode levar a uma mudança de bandeira”, prevê o diretor.

Internamentos em queda

Alcides lembra que os internamentos de casos confirmados de covid-19 estão caindo, de 14% para 11%. Isso quer dizer que menos pessoas infectadas estão precisando ser internadas e menos internados morrem.

Na avaliação do diretor, a melhora não é espontânea, está relacionada com a experiência adquirida pelas equipes médicas no manejo dos pacientes, uso de alguns medicamentos que demonstraram eficácia quando administrados no momento certo e, principalmente, o monitoramento por oximetria (nível de oxigenação do sangue) de pessoas de grupo de risco.

“Isso não quer dizer que estamos confortáveis, o vírus não foi embora, continuamos em estado de pandemia olhando atentamente os dados e qualquer alteração nos demais indicadores pode levar a uma mudança de bandeira. Por isso a população precisa reforçar ainda mais os cuidados de proteção.

Aumento entre jovens

Entre os novos casos registrados nesta semana em Curitiba, de um patamar de 300 para 700, chama a atenção o aumento de resultados positivos entre jovens. Na faixa de 20 a 29 anos, o aumento é 25%, e entre 30 e 39 anos, de 30%. Nas demais faixas etárias a variação é de cerca de 7%.

“Esses novos registros são resultados de amostras coletadas entre seis e dois dias atrás, coincidindo exatamente com o feriado de Finados e o período de incubação do vírus”, explica Oliveira.

A preocupação do especialista é com o final do ano, período tipicamente de alta circulação de pessoas.

“Isso sim nos preocupa e dependendo do comportamento descuidado das pessoas pode alterar significativamente os indicadores do painel e levar a uma mudança de bandeira, com mais restrições”, alerta.

Informações Banda B.

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Pacientes em tratamento de câncer podem tomar vacina contra Covid-19, diz oncologista

Segundo Priscila Morosini, a única contraindicação ao uso dos imunizantes são possíveis alergias que podem gerar aos pacientes

Apesar de existir poucos estudos sobre o tema, há uma indicação geral dos especialistas na área de Oncologia para a aplicação dos imunizantes contra a Covid-19 nas pessoas com câncer. A revelação foi feita por Priscila Morosini, oncologista do Instituto de Hematologia e Oncologia Curitiba (IHOC)/Oncoclinicas, em entrevista à Banda B nesta segunda-feira (18). Ela afirmou que a única contraindicação ao uso dos imunizantes são possíveis alergias que podem gerar aos pacientes oncológicos.

“Não há sinais de que eles podem ser prejudicados. O único ponto que tem sido levantado em alguns estudos preliminares, é que, talvez, os pacientes não respondam tão bem como os pacientes que tem a imunidade adequada. Mas, o que temos de recomendação até o momento de grandes instituições que fazem o tratamento de pacientes oncológicos, é que a vacina está indicada para eles”, pontuou.

Um novo posicionamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) sobre estes estudos é aguardado nos próximos dias. Para Priscila, isto será fundamental para nortear as atitudes que deverão ser tomadas pelos oncologistas e pacientes em geral a respeito do coronavírus.

“O que há de recomendação preliminar é que estes pacientes não realizem a vacina no dia em que farão a quimioterapia. Mas que deixem para fazer a vacinação nos dias em que estão melhores. Isto será uma avaliação individualizada de cada oncologista com o seu paciente com base nos resultados dos exames com o intervalo das quimioterapias”, comentou a oncologista

Ressalva

Neste domingo (17), a ANVISA aprovou em caráter emergencial o uso das vacinas de Oxford e Coronavac. No Paraná, o plano de vacinação está previsto para começar nesta segunda-feira (18), em um evento simbólico às 17h, no hospital do Trabalhador. Em Curitiba, o prefeito Rafael Greca confirmou o início da aplicação dos imunizantes para a próxima quarta-feira (20) no Pavilhão do Barigui. Porém, a oncologista ressalta.

“Devemos reforçar que mesmo vacinando a população em geral como os pacientes oncológicos, a nossa conduta do dia a dia não deve mudar: uso de máscara e o distanciamento. Tudo até que tenhamos a porcentagem adequada da população vacinada para que voltamos ao que era antes”, concluiu Priscila à Banda B.

Informações Banda B.

Sanepar divulga tabela de rodízio para Curitiba e RMC

A Companhia de Saneamento do Paraná  (Sanepar) divulga a tabela de rodízio do fornecimento de água para Curitiba e Região Metropolitana, até 29 de janeiro. Nesta segunda-feira (18), o nível médio dos reservatórios do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região está em 40,76%. 

Confira a tabela AQUI