Com dois casos, Cedro do Abaeté (MG) perde o título de única cidade sem Covid-19 do país

Agora, todos os 5.570 municípios do Brasil já registraram casos da doença

Localizada a 260 km de Belo Horizonte, Cedro do Abaeté (MG) não é mais a única cidade brasileira onde a pandemia de Covid-19 não chegou.

A doença demorou quase dez meses a chegar na pequena cidade mineira, de 1.157 habitantes, desde o primeiro caso oficial do país, registrado em 26 de fevereiro.

Segundo o painel de monitoramento de Covid-19 em Minas Gerais, o município entrou nas estatísticas no último sábado (12), com dois casos confirmados: um deles é de paciente em acompanhamento e o outro de uma pessoa que já se recuperou.

Quando ainda ostentava o título de município sem Covid-19, ações como uma barricada para controlar o acesso de pessoas, quarentena para quem chegava de viagens e uma bicicleta com caixa de som rodando pela cidade eram citadas pelo prefeito Luiz Antônio de Souza (DEM) como eficazes contra o coronavírus.

“A população abraçou a causa, se conscientizou, segurou os filhos em casa, no comércio, todo mundo usa máscaras e toma as medidas de prevenção”, disse Souza pouco antes da eleição municipal.

Professores da rede municipal que não estão trabalhando também foram incumbidos de distribuir máscaras para todos os moradores. As aulas presenciais não foram retomadas, o que só deve ocorrer depois que a população for vacinada, segundo o prefeito.

O prefeito foi reeleito com 54,46% (610) dos votos. Agora, todos os 5.570 municípios do Brasil já registraram casos de Covid-19.

Em Minas Gerais, o total de casos confirmados de Covid-19 chegou a 459.537. Desse total, 416.183 são de pessoas que conseguiram se recuperar da doença e outros 32.789 estão em acompanhamento.

Desde o início da pandemia, 10.565 pessoas morreram no estado.

Informações Banda B.

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Saúde esclarece: pode tomar a vacina contra Covid-19 e Influenza tendo sintomas gripais?

Com o aumento dos casos de Covid-19 e H3N2 no Estado, cresce também o anseio da população pela vacina. Nesse período também surgem novas dúvidas. Dentre os questionamentos mais comuns estão os casos de pessoas que apresentam síndrome gripal justamente na data em que receberiam o imunizante. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde preparou um guia de esclarecimento para orientar a população. Ele se soma ao manual que orienta os intervalos corretos da vacinação.

Atualmente, o Paraná oferta a imunização contra a Covid-19 para toda a população adulta, da 1ª dose até a dose de reforço, e também ao público infantil, que começou a ser vacinado no dia 15 deste mês e que agora segue a campanha por ordem decrescente de idade. Ao todo, mais de 70% dos paranaenses já estão completamente imunizados. A vacina contra a Influenza também está disponível para todos acima de seis meses de idade.

A Síndrome Gripal se caracteriza por quadro respiratório agudo, com pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos. Na suspeita de Covid-19, a febre pode estar ausente e sintomas gastrintestinais (diarreia) podem estar presentes.

Estou com sintomas. Posso me vacinar?

As primeiras recomendações são testagem e isolamento. Em caso de teste negativo para Covid-19, é preciso aguardar o fim dos sintomas para tomar a vacina contra Covid-19 ou contra a Influenza (Gripe). Isso é necessário para que o organismo se recupere completamente para a administração das vacinas. No caso de teste positivo para Covid-19, com a confirmação do diagnóstico, o paciente poderá se vacinar após um período de pelo menos 30 dias.

Após o desaparecimento dos sintomas, em quanto tempo posso tomar a vacina?

Assim que o paciente estiver recuperado, com quadro superado, é possível procurar a vacina. A única observação é a confirmação de Covid-19. Nesse caso, mesmo após os sintomas, é preciso aguardar 30 dias.

Posso tomar a dose de reforço tendo sintomas gripais?

Nenhuma dose deve ser administrada em pessoas que apresentem síndrome gripal, independente do tipo ou do fabricante. Em todos os casos é necessário adiar a vacinação até a completa recuperação.

Meu filho está com sintomas de gripe. Posso levá-lo para vacinar?

Não. Assim como na população adulta, as crianças também precisam aguardar o desaparecimento dos sintomas gripais. Uma vez que eles tenham terminado e o intervalo ideal seja alcançado, os pais ou responsáveis devem procurar o serviço de saúde mais próximo para realizar a vacinação. Em caso de positivo para Covid-19, vale a mesma regra de 30 dias.

Reforço de marca diferente é mais eficaz para vacinados com CoronaVac

A pesquisa analisou dados de 1.240 voluntários em São Paulo e Salvador que receberam doses da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, em um intervalo de seis meses antes do início do estudo. Os voluntários receberam doses de reforço da Janssen, Pfizer-BioNTech e AstraZeneca e da própria CoronaVac.

Os índices de aumento da concentração de anticorpos, 28 dias após a dose de reforço, ficaram em 152% para a vacina da Pfizer-BioNTech; 90% para a da AstraZeneca; 77% para a da Janssen, e 12% para a CoronaVac.

“Em adultos idosos, a diferença dos títulos de anticorpos neutralizadores foi entre 8 e 22 vezes maior em esquemas heterólogos de reforço do que no reforço homólogo com a CoronaVac”, relataram os autores do estudo.

Conforme os autores, o uso das doses de reforço mostrou eficácia contra variantes como a Delta e a Ômicron. O estudo também apontou a necessidade da dose de reforço para quem completou o ciclo com a CoronaVac.

A pesquisa foi publicada no periódico científico Lancet.