Com covid, motorista de aplicativo é flagrado fazendo corridas em Pinhais

Uma das principais recomendações para conter a propagação da Covid-19 é o isolamento social. No caso de pessoas que testam positivo para a doença, ficar em casa passa a ser uma obrigatoriedade. Entretanto, em Pinhais estão sendo registradas situações de pacientes que, mesmo tendo assinado o termo e se responsabilizado a seguir essa regra, infringem a lei e saem de casa para ir ao comércio ou trabalhar.

Nesta semana, a Secretaria de Saúde, a Guarda Municipal e Polícia Militar abordaram um motorista de aplicativo que foi denunciado por estar descumprindo o isolamento e colocando em risco os seus clientes. “Além de ser, primeiramente, um ato criminoso, essas pessoas estão expondo outras ao risco de serem contaminadas. Tal atitude envolve responsabilidade e cidadania”, afirma a secretária de Saúde, Adriane da Silva Jorge Carvalho.

O superintendente da Guarda Municipal, Dorival Selbach Júnior, explica que após terem conhecimento do descumprimento da medida de isolamento, em conjunto com a Saúde, seguem com o protocolo cabível. “É realizado B.O. e, em alguns casos, alegam não ter conhecimento de que estariam positivo, estando sujeitos ao encaminhamento à delegacia, podendo responder por crime de infração de medida sanitária tipificado no artigo 268 CP: ‘infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”, explica o responsável pela GM Pinhais.

O descumprimento das medidas pode configurar infração de medida sanitária preventiva, com pena de detenção de um mês a um ano, além de multa. Além disso, quem não cumprir com o isolamento será encaminhado à Promotoria do Ministério Público para possíveis providências cível, administrativa e criminal necessárias, além de iniciado o processo de responsabilidade civil e administrativa pelo próprio município.

Importante ressaltar também que mesmo com o teste positivo de somente um dos moradores da casa, toda a família precisa fazer isolamento social, pois são considerados suspeitos.

A Ouvidoria da Saúde recebe denúncias, quem constatar irregularidades neste sentido pode entrar em contato pelo telefone 3912-5313 que também atende whatsapp.

Informações Banda B

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Sem insumos, vacinação pode ser afetada a partir de junho, alerta diretor do Butantan

A indefinição para o governo da China liberar a exportação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), necessário para a produção da Coronavac, pode afetar o cronograma de vacinação contra a covid-19 a partir de junho, afirmou nesta segunda-feira (10) o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. Há a expectativa de que o insumo seja liberado até próxima quinta-feira e, assim, chegaria até o dia 18, mas o envio ainda não foi confirmado. O anúncio foi feito durante a entrega de 2 milhões de doses da vacina para o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

“Para maio, temos a entrega desta semana, 2 milhões no dia de hoje, mais 1 milhão na quarta-feira e 1 milhão e 100 na sexta. E, a partir daí, não teremos mais vacinas, porque não recebemos o IFA. Então, aguardamos a chegada desse material para que isso possa ser processado. Situação parecida com essa também é enfrentada pela Fiocruz, que a informação que eu tenho é que não teve o seu IFA liberado. Preocupa muito, porque o cronograma de vacinação, não neste momento, mas a partir de junho, poderá sofrer algum impacto.”

Segundo Covas, a liberação aguardada é de 4 mil litros do insumo O diretor do instituto e o governador de São Paulo João Doria (PSDB) voltaram a atribuir a dificuldade para o IFA ser liberado à postura do presidente Jair Bolsonaro e membros do governo federal, que fizeram declarações ofensivas contra a China.

“O mesmo laboratório, Sinovac, disponibiliza insumos para um país vizinho, o Chile, que não agride a China, que não tem o seu presidente falando mal do governo chinês, do povo chinês e de sua vacina. O fluxo é normal de entrega desses insumos para o Chile. Por que não é para o Brasil? Razões de ordem diplomática e as formas desastrosas de manifestação em relação ao governo da China”, afirmou Doria.

Média de mortes diárias por covid-19 cai 28% em um mês no país

O número de mortes diárias por covid-19 no Brasil recuou 28,3% em um mês, de acordo com a média móvel de sete dias, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os dados mostram que no domingo (9) a média diária estava em 2.100 óbitos, abaixo dos 2.930 de 9 de abril.

Em 14 dias, a média móvel de mortes caiu 15,8%, já que, em 25 de abril, o número de óbitos diários estava em 2.495.

O ápice de mortes foi registrado em 12 de abril (3.124). Desde então, os registros têm apresentado uma trajetória de queda, com algumas altas pontuais.

A média de móvel de sete dias, divulgada pela Fiocruz, é calculada somando-se os registros do dia com os seis dias anteriores e dividindo o resultado da soma por sete. O número é diferente daquele divulgado pelo Ministério da Saúde, que mostra apenas as ocorrências de um dia específico.