Com capacidade reduzida e uso de máscara, IAT estabelece regras para entrada nos parques estaduais

Entrada apenas pelas portarias oficiais, com cadastro e uso de máscaras são algumas exigências para quem visita os Parques Estaduais do Paraná. Desde o início das medidas de segurança sanitária e do isolamento social, propostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aumentou a procura por informações sobre atrativos em Unidades de Conservação (UCs) do Estado.

Ao todo, são 21 Parques Estaduais para visitação abertos ao público no Paraná, porém com normas a serem seguidas. As orientações estão na Portaria nº 06/2021, publicada no início do mês pelo Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo.

A Diretoria de Patrimônio Natural do Instituto elaborou, ainda, o Informativo nº 01/2021, com orientações às administrações das Unidades e à população. A fim de evitar transtornos, é indicado que o visitante ligue com antecedência para verificar a disponibilidade de vagas.

A fim de evitar aglomeração, o horário de visitação nas 21 Unidades é das 8h00 às 17h00 e a capacidade máxima de público foi reduzida em 50%.

Ainda de acordo a publicação, é proibida a prática de esportes coletivos nas dependências das UCs, bem como a promoção de eventos. Também estão vetados os acampamentos, fogueiras e comercialização de serviços dentro dos parques.       

“É importante a atenção e o respeito às medidas de combate ao Covid-19 para a segurança de todos. Com o respeito aos protocolos, é possível que as Unidades de Conservação fiquem abertas para que todos possam visitá-las”, afirma o diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto.

As portarias dos Parques Estaduais devem ter álcool em gel à disposição do público. As administrações devem aumentar a higienização das dependências e medir a temperatura dos visitantes. Turistas com medição de temperatura corporal acima de 37,8ºC terão o acesso negado ao parque.

Todas as medidas exigidas na Portaria nº 06/2021 podem ser consultadas  AQUI

Para consultar o informativo do IAT, basta clicar  AQUI

INFRAÇÃO – Não seguir as determinações impostas pelo órgão ambiental acarreta em infração ambiental prevista no Decreto Federal nº 6.514/08, que dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente.

RMC – Os Parques Estaduais da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e Serra do Mar ficaram fechados por mais tempo devido à grande procura durante a pandemia e os riscos de focos de incêndios causados pela estiagem.

Foto: AEN

O Pico Paraná é um dos mais famosos destinos do país para os entusiastas de montanhismo e do turismo de aventura. São permitidas 200 pessoas simultaneamente nas trilhas.

Parque Estadual Pico do Marumbi Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

O Parque Estadual Pico do Marumbi abriga três atrativos: Pico Marumbi, Salto dos Macacos e Morro do Canal. A média de procura, especialmente nos finais de semana, é de 100 pessoas no Pico Marumbi e 100 pessoas no Salto dos Macacos. Para o acesso às trilhas do Morro do Canal, o acesso deve ser feito pela propriedade particular Morro do Canal.

Já no Parque Estadual Serra da Baitaca, 500 pessoas em média procuram a unidade nos finais de semana, após a reabertura no início deste mês. O atrativo mais procurado é o Anhangava, que permite 166 pessoas por dia.

Foto: Harvey FS/IAP

O Parque também abriga o Caminho do Itupava, com capacidade de 314 pessoas por dia para visitação, e o Pão de Loth, com capacidade de 166 pessoas por dia.

Para possibilitar o controle de visitantes, os turistas recebem uma pulseira de identificação que pulseira deve ser colocada em local visível durante todo o tempo de permanência no interior da Unidade de Conservação.

Para saber como chegar e outras informações sobre os Parques do Paraná, clique  AQUI

Confira a lista dos Parques Estaduais abertos a visitação:

Parque Estadual Pico do Marumbi

Parque Estadual do Palmito

Parque Estadual Rio da Onça

Parque Estadual Serra da Baitaca

Parque Estadual do Monge

Parque Estadual de Vila Velha

Parque Estadual do Cerrado

Parque Estadual do Guartelá

Parque Estadual do Lago Azul

Parque Estadual Vila Rica do Espírito Santo

Parque Estadual de Ibicatu

Parque Estadual de São Camilo

Parque Estadual Cabeça do Cachorro

Parque Estadual Rio Guarani

Parque Estadual Pico do Paraná

Parque Estadual Serra da Esperança

Ilha do Mel

Monumento Natural Salto São João

Parque Estadual João Paulo II

Parque Estadual Vitório Piassa.

Informações AEN.

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Pelo menos três cidades da RMC seguem bandeira vermelha de Curitiba

As cidades, da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul e Campo Magro publicaram novos decretos de combate à Covid-19 com restrições que se assemelham às regras da bandeira vermelha em Curitiba. A expectativa é que ainda outras cidades acompanhem a capital com medidas mais rígidas.

Os três municípios citados determinaram toque de recolher das 21h até as 5h da manhã do dia seguinte. O comércio está autorizado a funcionar de segunda a sábado, mas não de forma presencial.

Restaurantes também podem funcionar, porém apenas na modalidade delivery, drive-thru e retirada no balcão. Os mercados estão proibidos de abrir aos domingos.

Pinhais e Balsa Nova

As cidades de Pinhais e Balsa Nova também publicaram novos decretos, no entanto com medidas mais flexíveis.

Em Pinhais, o toque de recolher acontece das 21h às 5h, mas as atividades de rua não essenciais e prestação de serviços continuam presencialmente de segunda a sábado, das 9h às 18h, sendo suspensas apenas no domingo.

Já restaurantes, pizzarias, lanchonetes e bares, podem funcionar com limitação de 50% de ocupação. Aos domingos, o atendimento é apenas por meio das modalidades de entrega, ficando vedado o consumo no local.

Balsa Nova também manteve o comércio e mercados abertos, com 50% da capacidade do local, de segunda a sábado. Restaurante funcionam com metada da ocupação e no domingo somente na modalidade delivery, drive-thru e retirada no balcão. Bares ficam abertos de segunda a sábado. O toque de recolher vale a partir das 20h e vai até as 5h.

Os municípios de Araucária, Campina Grande do Sul, Colombo, Campo Largo, Fazenda Rio Grande, Piraquara, Pinhais, Quatro Barras e São José dos Pinhais ainda não apresentaram oficialmente novas definições de medidas restritivas.

Reunião

Representantes da Prefeitura de Curitiba se reuniram, nesta segunda-feira (31), com lideranças de municípios da Região Metropolitana, em mais um esforço para promover medidas conjuntas de combate à expansão da pandemia da covid-19. Segundo a gestão municipal, a falta de adesão das cidades vizinhas compromete os resultados necessários para redução da expansão da doença, além de manter a pressão da rede de saúde da capital.

Na reunião por videoconferência, a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec) discutiu a minuta de decreto que busca servir de base para cidades da Grande Curitiba ampliarem as restrições neste momento de agravamento da covid-19.

A base do documento é o decreto municipal nº 940/2021, que estabeleceu a bandeira vermelha em Curitiba e entrou em vigor no último sábado (29/5). A expectativa é a de que os municípios façam os ajustes necessários de acordo com a realidade de cada um.

O vice-prefeito Eduardo Pimentel, representando o prefeito Rafael Greca, que também é presidente da Assomec, reiterou a importância dos municípios da Grande Curitiba adotarem as medidas de ampliação das restrições de circulação.  

“Quanto mais alinhadas estiverem as ações da Região Metropolitana melhores serão os resultados no combate à pandemia. Não tem sentido uma cidade restringir atividades e outras deixarem livre. Aí o vírus vai continuar circulando”, argumentou Pimentel, que é coordenador municipal de Ações Integradas com a Região Metropolitana de Curitiba.

A secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, também pediu durante o encontro que os municípios metropolitanos adotem as restrições previstas na bandeira vermelha de Curitiba.

Informações Banda B

ANA declara situação crítica de escassez de recursos hídricos da bacia do Paraná

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) declarou situação crítica de escassez quantitativa dos recursos hídricos na Região Hidrográfica do Paraná. A Resolução, que reconhece a situação até o dia 30 de novembro de 2021, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta terça-feira, 1º.

O ato da ANA considera o alerta de emergência hídrica, emitido pelo governo na última sexta-feira (28) para o período de junho a setembro em cinco Estados brasileiros – Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, unidades da Federação que estão na bacia do Rio Paraná. O anúncio foi antecipado pelo Broadcast. Esse é o primeiro alerta dessa natureza em 111 anos de serviços meteorológicos do País.

A ANA diz na Resolução que “poderá definir condições transitórias para a operação de reservatórios ou sistemas hídricos específicos, inclusive alterando temporariamente condições definidas em outorgas de direito de uso de recursos hídricos”.

Se for necessário, diz o órgão regulador, serão emitidos atos específicos para o estabelecimento de outras regras de uso da água para assegurar os usos múltiplos durante a vigência da resolução.

Será criado pela ANA um Grupo Técnico de Assessoramento da Situação da Região Hidrográfica do Paraná (GTA-RH Paraná), com a participação dos órgãos gestores dos recursos hídricos dos Estados abrangidos. Esse grupo terá caráter de assessoramento e consulta às ações de gestão dos recursos hídricos adotadas pelos entes responsáveis.

Na Resolução, a agência reguladora destaca que a região hidrográfica do Paraná abrange importantes usos dos recursos hídricos, de relevância econômica e social, e concentra os principais reservatórios de regularização do SIN (Sistema Interligado Nacional), com importância para manutenção da segurança hídrica da região energética do País.

“O cenário observado na Região Hidrográfica do Paraná é de escassez hídrica relevante em comparação com períodos anteriores e que a situação desfavorável prevista para os próximos meses representa impactos a usos da água, em especial para os usos não consuntivos de lazer e turismo, navegação e geração hidrelétrica, inclusive conforme reconhecimento por deliberação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE em sua 248ª Reunião Extraordinária, de 27 de maio de 2021, que apontou o risco de comprometer a geração de energia elétrica para atendimento ao SIN”, diz a resolução.