Com ajuda da população e chuvas, Sanepar espera encerrar rodízio a partir de março

Nível das barragens que abastecem Curitiba e região deve chegar aos 60% para que o rodízio seja suspenso

Após a suspenção do rodízio de água em Curitiba e região durante o período de festas do Natal e Ano Novo, a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) afirmou ter a expectativa de que a medida seja encerrada definitivamente em março de 2021. Porém, para que isso seja alcançado será necessário a ajuda da população e a incidência de chuvas nos próximos meses na Grande Curitiba.

Segundo o diretor de Comunicação e Marketing da Sanepar, Hudson José, o rodízio, mecanismo desenvolvido para reforçar produção, reservação e distribuição de água, deixará de ser necessária quando o nível dos reservatórios que compõem o Sistema de Abastecimento Integrado da RMC atingir o nível de 60%. Nesta quinta-feira (24), José certificou que o nível atual está em 41%, ou seja, uma diferença de 19% do objetivo da empresa.

No dia 11 de novembro, a crise hídrica chegou ao seu pior cenário, com 26,7% de reservação. À época, a companhia chegou a informar que o sistema de abastecimento poderia entrar em colapso 18 dias após o anúncio do dado. Neste período, a Sanepar chegou a prever um rodízio ainda mais severo caso o acumulado de água nas barragens chegasse a 25%.

De acordo com o diretor, o cenário atual é resultado de uma notável combinação: chuvas, economia e rodízio. “Com as variáveis de consumo econômico e também do volume de chuva, a expectativa de recuperar o nível de 60% a partir de março e sair do rodízio é positiva”, avaliou. Ele ressaltou que a chegada ao nível de 41% se deu por conta das chuvas acima da média que foram registradas no final de novembro e início de dezembro. “Tivemos um cenário diferente daquele que a meteorologia previa, que seria um início de verão muito seco”, afirmou.

Natal e Ano Novo

O rodízio de água, conforme noticiado pela Banda B nesta terça-feira (22), foi suspenso em Curitiba e região metropolitana até o dia 3 de janeiro. Oito dias antes do anúncio, a Sanepar já estudava a possibilidade de fazer essa suspensão, porém com o auxílio de alguns fatores. Consumidores haviam reprovado a atitude da companhia de manter a medida até o dia 26 de dezembro.

“A suspensão temporária serve para trazer um pouco mais de tranquilidade às pessoas já que este é um momento de integração. Entendemos que é um momento especial e a Sanepar fez todo um ajuste para poder, de certa forma, retribuir o esforço que a população fez até agora, nos ajudando com a economia de água”, explicou Hudson.

De acordo com o diretor, a projeção é de que haja um aumento de 5% no consumo de água durante esse período. Por isso, a redução de consumo e preservação de água, ainda assim, é essencial para que o rodízio seja deixado de lado em março do ano que vem.

“Nesta época, as pessoas consomem mais água, estamos no verão. Alguns fazem uma operação em casa: faxinam a casa, lavam cortinas, limpam o quintal, etc.”, disse.

Rodízio

Em agosto, por conta da forte estiagem, a Sanepar decidiu adotar um novo tipo de rodízio. Antes composto por cinco grupos de bairros, o número foi para três. Houve redução do intervalo entre a suspensão e retomada do abastecimento. Hoje, os moradores de Curitiba e região ficam um dia e meio sem água e um dia e meio com (36 horas x 36 horas).

Chuva

“Dia de Natal ainda com muitas nuvens entre a RMC e as praias, contudo o sol vai brilhar com mais força que nos últimos dias e a probabilidade para ocorrência de chuva é muito baixa”, divulgou o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná) em uma rede social nesta quarta-feira (24).

A probabilidade de chover neste sábado (26), segundo o Simepar, é de 83%, mas com precipitação acumulada de 1.6 mm. Já na véspera do Ano Novo, no dia 31, as chances de haver chuva na virada é de 97% – precipitação acumulada de 52.9 mm.

Informações Banda B.

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MON promove programação especial na 15ª Primavera de Museus

Museu Oscar Niemeyer (MON) oferece ao público uma programação especial neste mês. As ações fazem parte da 15ª Primavera dos Museus, evento coordenado anualmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e que acontecerá até o dia 26 de setembro. São 680 instituições inscritas e mais de 1.700 atividades em todo o Brasil.

Nesta quarta-feira (22), às 16 horas, ocorrerá a edição especial do programa MON ao Vivo: a oficina virtual “Um Mapa na Palma da Mão”. Esta ação é gratuita e destinada a toda pessoa interessada, de 7 anos ou mais – crianças menores de 7 anos devem estar acompanhadas de um adulto.

A inspiração para a oficina é o tema proposto pela Primavera de Museus em 2021, “Museus: Perdas e Recomeços”, além das obras da série “Tente Ver o Oceano” (Maya Weishof), presentes no acervo do Museu. Para fazer a inscrição, é preciso acessareste link.

Depois de preencher o formulário, é só aguardar o recebimento do link de participação. Esta ação, realizada na plataforma Zoom, contará com intérprete de Libras. Para mais informações, é só entrar em contato pelo e-mail educativo@mon.org.br ou 3350-4448.

Já no dia 24 (sexta-feira), às 19 horas, o MON oferecerá o encontro virtual com Vanessa Lima – educadora, historiadora e coordenadora do Núcleo Educativo do Arquivo Histórico Municipal de São Paulo. É coautora do livro “Caminhando a Paulista: Pequeno Manual do(a) Historiador(a) da Cidade” e desenvolve projetos na área de mediação cultural em diferentes museus e instituições.

A videoconferência terá como tema “Sobre Patrimônios e Afetos: Os Museus e a Dimensão da(s) Memória(s)” e pretende traçar relações com territórios, artistas visuais, educadores e dinâmicas do patrimônio cultural que trabalham a partir de poéticas da memória e do esquecimento. Para participar, basta se inscrever em bit.ly/VideoconferênciaVanessaLima.

Serviço

Programação especial – 15ª Primavera dos Museus
ACESSÍVEL EM LIBRAS

Oficina virtual “Um Mapa na Palma da Mão”
Data: quarta-feira (22/9)
Horário: 16h – Plataforma Zoom
Inscrições pelo formulário bit.ly/MONaoVivoSetembro

Videoconferência com Vanessa Lima
Data: sexta-feira (24/9)
Horário: 19h – Plataforma Zoom
Inscrições pelo formulário bit.ly/VideoconferênciaVanessaLima

www.museuoscarniemeyer.org.br

Mães relatam tentativas de roubo de crianças em mercado no Sítio Cercado

Tentativas de roubo de crianças em um mercado do bairro Sítio Cercado, em Curitiba, estão assustando moradores da região. A reportagem da Banda B recebeu alguns relatos de mães, nesta segunda-feira (20), que passaram pela situação no mesmo estabelecimento.

Ariadne Henriques, mãe da Isabela, de apenas quatro anos, contou à Banda B que uma mulher teria tentado levar sua filha na saída do mercado, por volta das 20h30 da última sexta-feira (17).

“Eu estava com a Isabela no mercado, fiz as compras e quando a gente estava saindo uma moça veio encontrar a gente, na porta do mercado. Ela estendeu a mão para a minha filha e começou a chamar ela de Laura. Eu falei que não era Laura e até achei que ela estava confundindo com outra criança. Mas ela insistiu, disse que era a filha dela e que ia levar ela embora. Eu coloquei a Isabela para trás de mim e comecei a discutir”, afirmou Ariadne.

Com a discussão, algumas pessoas começaram a se aproximar e a mulher foi embora.

Outros relatos

Após narrar o episódio em um grupo no Facebook, Ariadne teria recebido o contato de várias outras mães que passaram pela mesma situação.

“Não é a primeira vez que isso acontece no mercado. Já tiveram várias outras situações de pessoas que entraram em contato comigo e me contaram. Essa mulher que nos abordou tinha idade entre 30 e 35 anos, bem arrumada, e chegou com tanta intimidade que quem viu achou que ela conhecia a gente. Não sei se haviam mais pessoas com ela, porque depois ela sumiu muito rápido”, relatou a mãe de Isabela.

Na publicação com o relato de Ariadne, outra mãe aparece dizendo que neste ano, no mesmo mercado, um rapaz e uma senhora teriam tentado roubar o filho dela, de cinco anos de idade, enquanto ela fazia compras na panificadora do estabelecimento.

Ariadne teria ido até uma delegacia para registrar um boletim de ocorrência, no entanto, ninguém teria dado muita importância ao caso. O episódio não teria caracterizado crime, já que não houve o sequestro, segundo relatou a mãe sobre a resposta da polícia.

Informações Banda B