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Colômbia Suspende Envio de Informações de Inteligência aos EUA

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Colômbia Suspende Compartilhamento de Inteligência com os EUA

No contexto de crescentes tensões entre Bogotá e Washington, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou a suspensão do compartilhamento de informações de inteligência com agências de segurança dos Estados Unidos. A decisão se deve a ataques a embarcações no Caribe que, segundo Petro, são realizados por forças americanas. A medida ficará em vigor enquanto esses incidentes persistirem.

Instruções às Forças de Segurança

Em postagem no X (antigo Twitter), Petro informou que todas as unidades de inteligência da polícia colombiana foram orientadas a interromper todas as comunicações com os Estados Unidos. O presidente argumentou que a luta contra o narcotráfico deve ser conduzida com respeito aos direitos humanos da população caribenha.

“Todos os níveis de inteligência policial receberam ordens para suspender todas as comunicações e demais interações com as agências de segurança dos EUA. Essa medida permanecerá em vigor enquanto os ataques com mísseis contra embarcações no Caribe continuarem. A luta contra as drogas deve ser subordinada aos direitos humanos do povo caribenho”, declarou Petro.

Reações e Críticas

No último domingo (9/11), Gustavo Petro já havia criticado as operações militares no Caribe, descrevendo a situação na região como um momento de “barbárie”. Em seu discurso, ele pediu que Europa e América Latina atuem como um “farol democrático”, em referência velada às ações do governo de Donald Trump.

A decisão do governo colombiano ocorreu após a CNN Internacional relatar que o Reino Unido também suspendeu parcialmente o compartilhamento de informações de inteligência com os EUA, motivado pelas mesmas operações no Caribe.

Deterioração das Relações Bilaterais

As relações entre Colômbia e Estados Unidos vêm se deteriorando nas últimas semanas. Petro tem criticado severamente a atuação americana na região, chegando a acusar o governo dos EUA de assassinato em operações militares.

O relacionamento se complicou ainda mais após declarações de Donald Trump, que em 19 de outubro chamou Petro de “traficante de drogas ilegal” e o acusou de incentivar a produção massiva de drogas na Colômbia. Trump também afirmou que Petro é “mal avaliado” e “muito impopular”, e advertiu que, se as operações de drogas não fossem encerradas, os EUA tomariam providências.

No final de outubro, o governo americano anunciou sanções contra Gustavo Petro, sua esposa Verônica del Socorro, seu filho Nicolas Petro e o ministro do Interior, Armando Benedetti. O Departamento do Tesouro dos EUA justificou as sanções pelo suposto envolvimento de Petro em atividades relacionadas ao tráfico internacional de drogas.

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