Os investimentos em infraestrutura no Brasil devem atingir R$ 277,9 bilhões em 2023, segundo a nova estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Este montante representa um aumento de 4,2% em relação ao ano anterior. A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (13).
Participação do PIB
A CNI aponta que a participação dos investimentos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) deve cair de 2,27% em 2022 para 2,21% em 2023.
Baixos Investimentos em Infraestrutura
De acordo com o analista da CNI, Ramon Cunha, o Brasil apresenta um histórico de baixos investimentos nesse setor. “Em algumas atividades, o país investe menos do que o necessário para suprir a própria depreciação desses ativos. Isso resulta em estradas mal conservadas, instabilidade no fornecimento de energia, problemas nas telecomunicações e precariedade no abastecimento de água e no tratamento de esgoto”, explica.
Setores em Crescimento
Os setores com maior expectativa de crescimento em investimentos são saneamento básico e transportes, conforme indicado pela CNI.
Financiamento Privado
A confederação ressalta que 72,2% dos investimentos deverão vir da iniciativa privada, mantendo a tendência iniciada em 2019, quando o capital privado já respondia por mais de 70% dos investimentos em infraestrutura.
Dificuldades Enfrentadas
Embora tenha havido avanços nos últimos anos, a CNI alerta que a infraestrutura brasileira ainda enfrenta desafios significativos, como entraves regulatórios, lentidão nos processos de licenciamento ambiental e investimentos insuficientes.
Recomendações para Avanços
O estudo da CNI sugere oito pilares essenciais para a modernização da infraestrutura, incluindo:
- Transformar o investimento em infraestrutura em uma política de Estado, garantindo melhor governança;
- Aumentar de forma responsável os investimentos públicos, focando em projetos que ofereçam maior retorno social.
- Estabelecer rigor nos critérios de seleção de investimentos públicos e parcerias público-privadas;
- Promover segurança jurídica para investimentos privados;
- Aprimorar a regulação do setor de infraestrutura;
- Aumentar a participação dos mercados de capitais no financiamento de projetos;
- Reforçar o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na estruturação de projetos sustentáveis;
- Apoiar a expansão gradual dos investimentos até que se atinja 4% do PIB.
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