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Cesta básica custa R$ 388 menos nos Armazéns da Família de Curitiba, diz Prefeitura

Levantamento municipal compara os preços da rede pública com a cesta calculada pelo Dieese; economia estimada chega a 46%

Consumidores fazem compras em uma unidade do Armazém da Família de Curitiba.

Os alimentos que compõem a cesta básica podem custar cerca de R$ 388 menos nos Armazéns e Sacolões da Família de Curitiba, segundo levantamento divulgado pela Prefeitura nesta sexta-feira (10).

A administração municipal estima que os produtos custem aproximadamente R$ 454,30 nos equipamentos públicos. Já a cesta básica calculada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) chegou a R$ 842,76 em Curitiba no mês de junho de 2026.

A diferença entre os dois valores é de R$ 388,46, equivalente a uma economia aproximada de 46%.

A comparação, porém, considera dois ambientes diferentes: o Dieese pesquisa preços no comércio varejista da capital, enquanto o valor informado pela Prefeitura corresponde aos produtos vendidos em sua rede municipal subsidiada.

Cesta básica teve leve queda em junho

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, o custo dos produtos básicos em Curitiba caiu 0,04% entre maio e junho.

Apesar da pequena redução mensal, o valor acumula alta de 14,21% em 2026 e de 6,70% nos últimos 12 meses.

O Dieese calcula ainda que um trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisaria dedicar 114 horas e 23 minutos de trabalho para comprar a cesta básica na capital paranaense.

Quem pode comprar nos Armazéns da Família

Em 2026, podem se cadastrar moradores de Curitiba com renda familiar total de até cinco salários mínimos, correspondente a R$ 8.105.

O interessado precisa:

  • morar em Curitiba;
  • ter 18 anos ou mais;
  • comprovar renda familiar dentro do limite;
  • realizar e ter o cadastro aprovado pela Prefeitura.

Pessoas com 60 anos ou mais podem comprar sem cadastro prévio e sem comprovação de renda. Nesse caso, é necessário apresentar um documento oficial com foto.

O cadastro e a renovação podem ser realizados pela internet. Dependentes vinculados ao titular também podem utilizar o benefício, conforme as regras do programa.

O que é vendido nos Armazéns

Diferentemente de uma cesta fechada, os consumidores escolhem os produtos de acordo com as necessidades da família.

Entre os itens disponíveis estão:

  • arroz, feijão, macarrão, óleo e farinha;
  • leite, café e açúcar;
  • carnes, frango, ovos e laticínios;
  • produtos de higiene pessoal;
  • itens de limpeza doméstica.

Os preços e a disponibilidade podem variar entre as semanas e unidades.

Sacolões oferecem frutas, verduras e legumes

Os Sacolões da Família complementam a política municipal de abastecimento com a venda de frutas, verduras e legumes.

A rede trabalha com preços controlados para parte dos produtos de hortifrúti. Como os valores podem ser atualizados, a recomendação é consultar a unidade mais próxima antes da compra.

Como encontrar uma unidade

A Prefeitura mantém uma relação atualizada dos Armazéns e Sacolões da Família em funcionamento.

Antes de sair de casa, o consumidor deve conferir:

  • endereço da unidade;
  • dias e horários de atendimento;
  • situação do cadastro;
  • documentos necessários;
  • produtos disponíveis na semana.

Serviço

Armazéns da Família de Curitiba

Quem pode comprar: famílias de Curitiba com renda total de até cinco salários mínimos
Limite de renda em 2026: R$ 8.105
Idosos: pessoas com 60 anos ou mais podem comprar sem cadastro prévio, mediante documento oficial com foto
Cadastro: disponível no portal oficial do Armazém da Família
Unidades: consultar a relação atualizada no site da Prefeitura de Curitiba

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