Qatar Esforça-se por Desarmamento de Grupos Armados na Faixa de Gaza
No último dia 29 de outubro, o primeiro-ministro das Relações Exteriores do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, anunciou que o país está realizando esforços intensivos para persuadir grupos armados palestinos, como o Hamas, a deporem suas armas. Essa iniciativa visa facilitar um acordo de paz mediado por Washington, Cairo e Doha.
Compromisso do Hamas com o Desarmamento
“Fomos muito claros com o Hamas, e eles foram muito claros conosco, de que estão dispostos a entregar suas armas ao governo”, afirmou Al Thani durante um discurso no Conselho de Relações Exteriores, em Nova York.
O premiê destacou que o desarmamento deve incluir todas as facções palestinas e representa um passo crucial para a estabilização da região. No entanto, ele reconheceu que o processo será “difícil e gradual” e enfatizou a necessidade de Israel retirar suas tropas de Gaza assim que forças internacionais assumirem o controle da área, seguindo os acordos estabelecidos.
Necessidade de um Novo Horizonte Político
“Precisamos criar o horizonte político e o ambiente adequados para que palestinos e israelenses possam chegar a um entendimento e a um acordo de coexistência”, ressaltou Al Thani.
Novos Ataques em Gaza
Recentemente, a região da Faixa de Gaza foi marcada por novos episódios de conflito, trazendo à tona a complexidade da situação no local.
Hamas Reafirma Compromisso com o Cessar-Fogo
O Hamas, por sua vez, negou qualquer envolvimento em violações de cessar-fogo e reafirmou, em comunicado, seu compromisso com o acordo assinado em Sharm el-Sheikh, mediado pela administração anterior dos Estados Unidos.
“Esse ataque terrorista é uma extensão de uma série de violações cometidas nos últimos dias, confirmando a insistência em violar os termos do acordo e tentar sabotá-lo”, declarou o grupo.
Acusações de Escalada por Parte de Israel
Em nova nota, o Hamas acusou Israel de “tentar impor novas realidades pela força, sob a cumplicidade americana”, chamando a recente escalada de conflitos de “traidora”. O grupo alertou que essa ação visa minar o acordo de cessar-fogo e instaurar novos status na região.
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