USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- BTC: USD --

Casa de Acantonamento do Zoológico de Curitiba chega a 35 anos com mais de 35 mil participantes

A Casa de Acantonamento Ecológico do Zoológico de Curitiba, no Alto Boqueirão, completa 35 anos de atividades nesta segunda-feira (9/10). O programa oferece trilhas noturnas, ações de educação ambiental, descobertas sobre os animais e momentos de convivência ao redor da fogueira.

Desde a primeira edição, realizada em 9 de novembro de 1991, foram promovidos 894 acantonamentos, com a participação de 35.760 crianças e 5.364 professores e funcionários de escolas. Os dados foram contabilizados até outubro deste ano.

A edição deste sábado (7/11) e domingo (8/11) terá uma programação especial em comemoração aos 35 anos. Além das atividades tradicionais, as crianças participarão de uma celebração com bolo de aniversário e do plantio de duas árvores nativas da região, da espécie angico-branco. Uma das árvores receberá uma cápsula do tempo com mensagens escritas pelos participantes.

Para alguns ex-participantes, a experiência ultrapassa a vivência de um fim de semana diferente. Matheus Leão, de 23 anos, conheceu o espaço quando era criança e estudava na Escola Municipal Professora Sophia Gaertner Roslindo. Anos depois, voltou ao local como estagiário e passou a integrar a equipe responsável pelas atividades. Atualmente, no último período de Medicina Veterinária, ele ainda guarda as lembranças do primeiro acantonamento.

“A fogueira e a trilha me marcaram muito. Tanto que existe uma simbologia aqui no acantonamento, quando termina, a gente entrega um carvãozinho, remetendo às memórias do que vivemos naquele fim de semana. Eu tenho o meu desde quando fiz o primeiro acantonamento”, contou Matheus.

A experiência fez com que ele quisesse retornar ao espaço. Durante o ensino médio, Matheus escolheu o curso técnico em Meio Ambiente no Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba (Ceep) e descobriu a possibilidade de fazer o estágio obrigatório no Zoológico. A oportunidade levou a outras experiências profissionais.

Em 2020, ele iniciou o estágio no Centro de Educação Ambiental, mas a pandemia interrompeu as atividades presenciais. Depois, conseguiu uma vaga remunerada de estágio na unidade.

Com a retomada dos acantonamentos, Matheus voltou à Casa, dessa vez como voluntário. A convivência com a equipe abriu caminho para uma nova oportunidade, e ele permaneceu por mais dois anos como estagiário, participando diretamente da organização das atividades.

“Eu fiquei apaixonado por esse lugar e falei: tenho que voltar de algum jeito. Acabei fazendo, contando os dois estágios, três anos aqui na Casa de Acantonamento”, afirmou.

Matheus está concluindo a graduação e, mesmo após encerrar o estágio obrigatório no Zoológico, continua visitando o espaço e mantendo contato com os profissionais que fizeram parte de sua trajetória.

“Tem um espaço enorme no meu coração. No meu último acantonamento, em novembro de 2024, me emocionei demais. Relembrei de tudo, desde quando eu era pequenininho”, recordou.

A coordenadora da Divisão de Educação para a Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), Cláudia Bosa, trabalha no espaço há 25 anos e acompanha as experiências das crianças. Desde que ingressou na equipe, ela viu participantes retornarem como professores, profissionais e até servidores que passaram a trabalhar no próprio Zoológico.

Segundo Cláudia, a longevidade do programa está relacionada a uma proposta que combina educação ambiental, convivência e experiências compartilhadas.

“Completar 35 anos de um programa que trabalha com educação ambiental já é um grande mérito. A gente trabalha para construir essa consciência cidadã, pensando no aluno que será um futuro adulto e consumidor mais consciente”, destacou.

A principal característica da atividade é a imersão. Diferentemente de uma visita convencional, os estudantes passam um fim de semana no espaço, convivendo com colegas e professores em um ambiente diferente da rotina escolar. A programação inclui trilhas, visita noturna ao Zoológico, dinâmicas educativas e momentos de integração.

Cada edição recebe 40 estudantes do 5º ano do ensino fundamental, sendo 20 meninas e 20 meninos. A escola também participa com professores e outros profissionais, que acompanham as crianças durante a programação e auxiliam nas refeições.

“É algo que vai muito além da conservação e da sustentabilidade. A gente consegue trabalhar a relação entre as pessoas, criar amizades, vínculos e proporcionar uma experiência de acolhimento”, afirmou Cláudia.

Atualmente, é realizado um acantonamento por mês, com a participação de escolas interessadas em oferecer a experiência aos estudantes. Também está prevista uma edição especial em dezembro, destinada aos filhos de servidores municipais.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

📲 Receba as notícias de Curitiba no WhatsApp!

Participe do grupo do Busão Curitiba e fique por dentro de tudo que acontece na cidade. Entrar no grupo ›

Publicações recomendadas