24/09/2025 – 14:09
Carla Zambelli Alega Injustiça em Processo e Espera Libertação na Itália
Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Carla Zambelli (no telão) é ouvida pela CCJ da Câmara
A deputada licenciada Carla Zambelli (SP) declarou nesta quarta-feira (24) que espera ser libertada em breve, enquanto aguarda a análise do pedido de extradição para o Brasil. Sua declaração foi feita durante depoimento à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.
Declarações da Deputada
“Em pouco tempo, não estarei mais dentro de um presídio, vou estar solta, porque o processo foi todo injusto, do começo até o final”, afirmou Zambelli. Ela ainda espera que seja possível provar sua inocência tanto na CCJ quanto no Plenário.
Contexto Jurídico
O depoimento de Carla Zambelli ocorreu em meio à Representação 2/25, apresentada após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela está presa na Itália e teve seu processo discutido pela CCJ. A parlamentar e o hacker Walter Delgatti Neto foram condenados por invadir o sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), inserindo um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, entre outros documentos fraudulentos.
Críticas ao STF
Em sua fala, a deputada mencionou que as autoridades italianas ficaram surpresas com as revelações do processo no STF. “O ministro Alexandre de Moraes foi vítima, relator e julgador. Quando falei, eles começaram a rir”, relatou. Além disso, Zambelli criticou a postura do STF, citando o caso do ex-deputado Daniel Silveira e apontando uma “sanha persecutória” em processos contra parlamentares.
Perda do Mandato
A parlamentar também foi condenada à perda do mandato, conforme estabelece a legislação. Após a análise da CCJ, o caso seguirá para o Plenário da Câmara.
Pedido de Sigilo
O presidente da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), informou que já reforçou ao ministro Alexandre de Moraes o pedido para a derrubada do sigilo do processo envolvendo Carla Zambelli.
Esclarecimentos Durante o Depoimento
Durante a sessão, Zambelli negou as acusações de Delgatti Neto, que anteriormente havia declarado que a deputada tinha dado ordens para a invasão do CNJ. Ela defendeu sua posição, destacando que o crime ocorreu em janeiro de 2023, quando o ex-presidente Lula já havia sido eleito.
Reportagem – Ralph Machado
Edição – Wilson Silveira
📲 Receba as notícias de Curitiba no WhatsApp!
Participe do grupo do Busão Curitiba e fique por dentro de tudo que acontece na cidade. Entrar no grupo ›



