Candidato a vereador de Curitiba propõe Conselho Municipal de Retomada Econômica

O candidato a vereador de Curitiba, Rafael Lopes “Ragulo” (PP), está propondo a criação de um Conselho Municipal de Retomada Econômica com o objetivo de criar uma linha direta entre o Poder Público e o setor produtivo da cidade.

A crise econômica derivada da pandemia do covid-19 ocasionou o fechamento de vários estabelecimentos comerciais em Curitiba. Além disso, comerciantes relatam divergências com órgãos fiscalizadores que poderiam ser solucionadas por meio de um diálogo direto.

Rafael Lopes está caminhando pelos bairros de Curitiba ouvindo os comerciantes, acompanhando as principais demandas e colhendo ideias que agregarão ao seu mandato. “Pretendo servir os curitibanos e também dar uma atenção especial aos nossos comerciantes, que geram emprego e renda. Eles serão fundamentais para a retomada econômica da cidade, por isso é importante o diálogo em prol da resolução de problemas rotineiros e apoio do Poder Público para fomentar o trabalho destes empreendedores”, disse Ragulo.

Sua ideia consiste em aliar os poderes Executivo (Prefeitura) e Legislativo (Câmara) com os empreendedores da cidade em um conselho que debaterá e trará soluções concretas. O diálogo será direto, sem intermédio de instituições. “O empresário tendo vez e voz traz mais peso ao debate e respostas rápidas a crise que enfrentamos”, completa o candidato.

Rafael Lopes “Ragulo” teve apoio de várias personalidades do Estado do Paraná, entre elas o grande deputado estadual e radialista Luiz Carlos Martins.

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Eleitor já pode pedir autorização para votar em trânsito

Começa hoje (18) o prazo para quem estará em trânsito, no dia da votação, informar à Justiça Eleitoral local, fora do seu domicílio eleitoral, onde votará.

O voto em trânsito é permitido somente para eleitores que estão com o título regularizado e estejam, no dia do pleito, em municípios com eleitorado acima de 100 mil pessoas. O prazo final é até 18 de agosto.

Quem estiver fora de seu estado poderá votar somente para presidente da República. Já o eleitor fora de sua cidade, mas em outro município no mesmo estado, poderá votar para todos os cargos em disputa.

Essa modalidade de voto não vale para urnas eletrônicas instaladas no exterior, porém, o eleitor brasileiro que mora fora do país, mas estará no Brasil no período de eleições poderá solicitar o voto em trânsito.

O primeiro turno será realizado no dia 2 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Um eventual segundo turno para a disputa presidencial e aos governos estaduais será em 30 de outubro.

Justiça suspende sessão que cassou mandato de Renato Freitas por quebra de decoro

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) anunciou nesta terça-feira (05) a suspensão da sessão da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) que cassou o mandato do vereador Renato Freitas (PT) por quebra de decoro parlamentar.

O vereador Renato Freitas foi acusado de invadir Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no último mês de fevereiro, durante uma manifestação em homenagem ao congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, espancado até a morte, aos 24 anos, no Rio de Janeiro (RJ); e em memória de Durval Teófilo Filho, de 38 anos, morto pelo vizinho, um sargento da Marinha, por ter sido confundido com um assaltante enquanto chegava do trabalho, também na capital fluminense.

Suspensão

O documento desta terça-feira, que suspendeu a sessão, foi assinado pela desembargadora Maria Aparecida Blanco de Lima. Conforme a decisão, ela determinou o cancelamento dos efeitos das sessões dos dias 21 e 22 de junho, onde foi votada a cassação do vereador. A desembargadora concordou com a alegação da defesa do parlamentar e afirmou que Freitas e seu advogado não foram intimados para a sessão na Câmara Municipal, o que aponta um desrespeito ao devido processo legal e ao direito de defesa.

A sessão que retirou o mandato do vereador foi decidida por 25 votos favoráveis à cassação e cinco contrários. Ontem (04), a Câmara Municipal havia empossado como vereadora a então suplente Ana Júlia Ribeiro, do PT. Com a suspensão da sessões, Renato deve reassumir o cargo.

“A defesa sempre confiou na Justiça do Paraná, posto que, conforme até mesmo alertado antes da realização da malfadada sessão, havia grave ilegalidade em convocá-la com tamanho açodamento e precipitação. Essa atitude, ao lado de várias outras que foram presenciadas durante esse processo, revela que a condição do vereador – negro e de origem humilde – parecem ser mais decisivas para o desenrolar do processo do que os atos que o vereador cometeu”, comentou advogado de Freitas, Guilherme Gonçalves.