Campo Largo tem redução no número de infectados pela covid-19, mas número ainda é considerado alto

O período mais crítico da pandemia em Campo Largo até o momento foi no mês de julho

O Comitê de Prevenção ao Coronavírus da Prefeitura Municipal de Campo Largo informa que o número de novos casos confirmados de moradores do município com COVID-19 vem reduzindo nas últimas semanas, mas o número ainda é considerado alto e todas as medidas de prevenção precisam ser mantidas. A partir de amanhã (15) os dados referentes a novos casos e óbitos por semana epidemiológica serão incluídos no boletim.

O período mais crítico da pandemia em Campo Largo até o momento foi no mês de julho. Entre os dias 12 e 18/07 foram confirmados 340 novos casos e entre os dias 19 e 25/07 ocorreram 10 óbitos – recordes de confirmações e óbitos por período. O município acumula 2900 moradores com resultado positivo para a COVID-19 e 71 óbitos.


Os números de novos casos e óbitos por semana são alguns dos indicadores epidemiológicos utilizados para definir o grau de risco da pandemia no município. Campo Largo permanece na bandeira laranja – grau de risco considerado médio.

O isolamento social é a medida com eficiência cientificamente comprovada para combater a pandemia, assim como a higienização de mãos e protocolo respiratório. A participação de toda a sociedade é essencial no combate à pandemia.

Informações Banda B.

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Lote com 2 milhões de vacinas vindas da Índia será enviado a Estados a partir deste sábado

A remessa era esperada pelo governo para a última sexta-feira, 15, mas atrasou

Por Priscila Mengue

As vacinas contra a covid-19 que devem chegar da Índia nesta sexta-feira, 22, serão distribuídas aos Estados a partir da tarde de sábado, 23. Antes disso, elas vão passar por um processo de checagem de qualidade e segurança em Bio-Manguinhos, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

As 2 milhões de doses são do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca, fabricadas pelo Instituto Serum, da Índia. De acordo com o Ministério da Saúde, elas têm previsão de chegada às 17h40 desta sexta-feira, no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. De lá seguirão em outra aeronave para o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio, após trâmites alfandegários.

Segundo a Fiocruz, o imunizante será transportado até Bio-Manguinhos em caixas, acondicionadas em  contêineres com controle de temperatura, que permanecerá entre 2 e 8ºC. As vacinas também passarão por um processo de rotulagem e etiquetagem com informações em português, o que está previsto para ocorrer durante a madrugada desta sexta-feira e na manhã de sábado. “Será realizado por equipes treinadas em boas práticas de produção”, informou a fundação. A distribuição das doses será de responsabilidade do Ministério da Saúde.

A remessa era esperada pelo governo para a última sexta-feira, 15, mas atrasou. Um avião chegou a ser enviado para buscar o material, mas parou em Recife antes de cruzar o Atlântico, diante da falta de confirmação.

O Brasil também espera o envio de insumos da China para produzir a vacina no País, cuja produção está atrasada. Segundo a embaixada chinesa, serão feitos os “máximos esforços” para conseguir avanços no envio “sob a premissa de garantir saúde e segurança”. A matéria-prima é necessária para a produção das vacinas da Fiocruz e do Instituto Butantan.

Com o atraso, a Fiocruz adiou de fevereiro para março a previsão de entrega das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca que serão produzidas no Brasil. A mudança deve dificultar ainda mais a execução do plano nacional de imunização contra a covid-19, que já sofre com incertezas quanto à importação dos insumos para a produção da Coronavac.

Na quarta-feira, 20, o Butantan afirmou ter praticamente esgotado a quantidade de insumos para fabricar a vacina Coronavac no Brasil. O órgão ligado ao governo paulista distribuiu o 1º lote, com seis milhões de doses, para começar a imunização no País. Além disso, tem condições de entregar mais 4,8 milhões de unidades. Depois, depende da matéria-prima chinesa para garantir novas remessas.

Como noticiou o Estadão, o Brasil corre o risco de ter uma parada na vacinação. Mais de um mês após assinar um memorando de entendimento para comprar vacinas da Pfizer, o governo federal ainda não fechou um acordo com a farmacêutica. O mesmo ocorre com outras empresas, como a Janssen, o Instituto Gamaleya (que desenvolve a Sputnik V) e a indiana Bharat Biotech

O País conta com as 6 milhões de unidades da Coronavac aprovadas, enquanto a Anvisa avalia a liberação de outras 4,8 milhões, além das 2 milhões de vacinas de Oxford/AstraZeneca, importadas da Índia. Elas são suficientes para imunizar cerca de 6 milhões de pessoas, pois é necessária a aplicação de duas doses.

Informações Banda B.

Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba investiga variante do novo coronavírus

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba enviou para o Laboratório Nacional da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) coletas respiratórias de casos positivos de covid-19 de pessoas de Manaus, capital do estado do Amazonas, que estão em Curitiba.

A preocupação do município é evitar a circulação na cidade da nova variante do Sars-CoV-2, com grande potencial de transmissão.

“Em Manaus há uma explosão de casos de uma nova variante do vírus, e por isso é importantíssimo que as pessoas dessa região que vierem a Curitiba e apresentarem sintomas respiratórios, permaneçam em isolamento por no mínimo dez dias. Além disso, devem ligar imediatamente para a Central 3350-9000 para serem monitoradas”, alerta Marion Burger, médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde.

A identificação dessa nova variente requer análise de alta complexidade, com sequenciamento genético do vírus, por isso as amostras são encaminhadas para a Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Pacientes de Manaus em Curitiba

A Secretaria foi notificada a respeito de nove manauaras positivos para covid-19 que estão em Curitiba. Três destas nove pessoas estão hospitalizadas, quatro estão em isolamento domiciliar e vêm sendo acompanhados pelo monitoramento da Saúde. Todos vieram espontaneamente à capital paranaense, sem transferência oficial de serviços hospitalares ou de governos.

A preocupação, no entanto, é com um casal que testou positivo em uma UPA de Curitiba e não está atendendo ao monitoramento da Prefeitura.  “Não estamos encontrando essas pessoas através dos contatos que informaram, e caso não atendam nosso monitoramento, poderão ser acionados judicialmente para responder por crime de saúde pública”, explica a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

No dia 17 de janeiro, o casal procurou uma UPA da cidade e informou ter testado positivo para covid-19 em Manaus. Na UPA de Curitiba foi coletada amostras e confirmado como caso positivo. “Depois disso, sumiram e não atendem mais nossos contatos. Pedimos encarecidamente que essas pessoas se aprensentem ao município para serem monitorados”, disse Márcia.