Campanhas de vacinação contra poliomielite e sarampo seguem em todo Paraná

No Paraná, a vacinação contra a poliomielite atingiu, até o dia D, cerca de 28,31% do público estimado

As campanhas de Multivacinação e de Vacinação contra a poliomielite seguem até o dia 30 de outubro em todos os municípios do Estado com o foco em crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade.

A vacinação contra a poliomielite é dirigida a crianças a partir de 12 meses a menores de 5 anos. A dose é oral, com a aplicação de duas gotinhas em cada criança. Já a campanha de Multivacinação oferece todas as vacinas que fazem parte do calendário nacional na faixa etária indicada, entre elas as que previnem contra a tuberculose, hepatite B, meningite, pneumonia, sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela, difteria, tétano, diarreia, varicela e contra o HPV.

No último sábado (17) aconteceu o Dia D de mobilização nacional, como forma de proporcionar o acesso à vacina de todas as famílias, pais ou responsáveis.

No Paraná, a vacinação contra a poliomielite atingiu, até o dia D, cerca de 28,31% do público estimado, com a imunização de cerca de 165 mil crianças. A meta no Estado é chegar a 583 mil crianças até o final da campanha.

“Tivemos a participação da maioria os municípios na ação do final de semana, mas é preciso reforçar que as campanhas seguem e que as vacinas representam imunidade e proteção, por isso reiteramos aqui a orientação para que municípios sigam com as ações de promoção da vacinação e para que a população busque por esta prevenção, que é gratuita e oferecida em toda a rede pública”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Ele disse ainda que neste momento, em que o mundo aguarda a vacina contra a Covid-19, é preciso alertar que existe proteção segura contra várias outras doenças com as vacinas disponíveis na rede de saúde;  são 18 tipos de vacinas ofertadas na Multivacinação para crianças e adolescentes.

O objetivo das campanhas é a atualização da caderneta de imunização atingindo maior cobertura para todas as vacinas. “Pedimos que pais e responsáveis levem seus filhos aos postos indicados pelas secretarias municipais com a carteirinha em mãos para que a saúde da criança fique em dia; vacinar é um ato de amor”, afirmou Beto Preto.

SARAMPO – A Secretaria informa que segue também a campanha de vacinação contra o sarampo, nesta fase dirigida para adultos de 20 a 49 anos. “É o momento da família se dirigir ao posto mais próximo, utilizando todas as medidas de proteção contra a Covid-19, garantindo assim a imunização contra doenças imunopreveníveis”, destacou o secretário.

Informações Banda B.

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Paraná volta a incluir gestantes sem comorbidades na vacinação contra a Covid-19

A Secretaria de Estado da Saúde emitiu na última sexta-feira (11) uma Nota Técnica com a decisão de incluir todas as gestantes e puérperas até 45 dias após o parto, com a presença ou não de comorbidades, no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19, utilizando vacinas que não contenham vetor viral, ou seja, Sinovac/Butantan (Coronavac) ou Pfizer/BioNTech (Comirnaty), e respeitando a decisão e autonomia da mulher.

A Nota Técnica lembra que, em meados de maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Programa Nacional de Imunizações (PNI) orientaram interromper temporariamente o uso da vacina AstraZeneca/Oxford/Fiocruz contra o SARS-CoV-2 em gestantes e puérperas, resultante do monitoramento e vigilância dos casos de eventos adversos disponíveis no Brasil.

Foi mantida, então, a continuidade da vacinação para gestantes e puérperas com comorbidades, utilizando outras vacinas já aprovadas para uso no País, produzidas pela Sinovac/Butantan(Coronavac) e pela Pfizer/BioNTech (Comirnaty), que não contêm vetor viral, e suspensa temporariamente a vacinação de gestantes e puérperas sem comorbidades.

No entanto, a mortalidade tem aumentado. No ano passado ocorreram 80 óbitos maternos totais no Paraná: 67 declarados no Sistema de Informação sobre Mortalidade e 13 em processo final de análise, sendo que 17 foram por Covid-19, o que representa 21,2%. Já neste ano, até a primeira semana de junho, foram 79 óbitos maternos, 57 declarados no Sistema de Informação sobre Mortalidade e 22 em processo de análise, sendo 53 por Covid-19, ou seja, 67%.

Diante de todo esse contexto, a Sesa avaliou a questão e decidiu pela vacinação das gestantes sem comorbidades utilizando vacinas que não contenham vetor viral. “A decisão do Governo do Estado considera que gestantes e puérperas são consideradas grupo de risco para a Covid-19, especialmente no terceiro trimestre de gestação e período pós-parto”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

“O conhecimento adquirido no decorrer da pandemia evidencia o risco de internamento, desfechos maternos e neonatais desaforáveis e óbito materno tanto em gestantes e puérperas com comorbidades, como naquelas sem comorbidades, por isso nossa decisão em incluir este segundo grupo na vacinação”, acrescentou.

A Nota Técnica considera os posicionamentos favoráveis da Associação Brasileira de Obstetrizes e de Enfermeiros Obstetras do Paraná, Rede Feminista de Saúde do Paraná, Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública do Estado do Paraná, Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado do Paraná e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

“Inúmeras são as ações de Atenção e Vigilância em Saúde com o intuito de diminuir estes números. Dentre elas destacamos que neste momento é fundamental a imunização das gestantes e puérperas contra a Covid-19 com e sem comorbidades”, ressaltou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.

VACINAÇÃO 

Para receberem a vacina, as gestantes sem comorbidades devem apresentar o exame laboratorial/ecográfico ou o cartão de pré-natal comprovando sua gestação atual ou, no caso de serem puérperas, comprovação do parto por documento de registro de alta hospitalar ou Certificado de Nascimento, sem necessidade de nenhum relatório específico.

Curitiba passa de 600 mil vacinados com a primeira dose anticovid

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba imunizou, até sábado (12), 603.520 pessoas com a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Apenas nesta data, 16.720 curitibanos receberam uma dose do imunizante.

Até sábado foram vacinados: 301.809 idosos, 88.274 profissionais dos serviços de saúde da cidade (incluindo as equipes de vacinação), 6.831 moradores, funcionários e cuidadores de instituições de longa permanência, 10.857 trabalhadores das forças de segurança, 80 indígenas, 6.856 gestantes e puérperas, 6.954 pessoas com deficiência, 104.715 pessoas com comorbidades, 17.642 educadores (entre professores e trabalhadores da Educação Básica) e 59.602 pessoas do grupo convocado por idade.

Cronograma

A partir de segunda-feira (14), Curitiba retoma a vacinação de grávidas e puérperas e imuniza profissionais da Educação Básica com 38 anos ou mais.

Também estão sendo atendidas com a primeira dose pessoas com comorbidades entre 18 e 59 anos, pessoas com deficiência permanente acima de 18 anos, idosos com 60 anos ou mais que ainda não tenham recebido a vacina, profissionais de Saúde com registro em conselho de classe, trabalhadores de drogarias e farmácias de manipulação e funcionários da Fundação de Ação Social (FAS).

Segunda dose

Em Curitiba, 232.220 pessoas receberam a segunda dose da vacina até sábado (12). A vacinação com a segunda dose está sendo feita nas instituições de longa permanência, em profissionais de saúde e idosos.

Também seguem sendo imunizados com a segunda dose os idosos acima de 80 anos que receberam a primeira dose da vacina da AstraZeneca. 

Doses recebidas

Até o momento, Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 922.540 doses de vacinas, sendo 623.920 para primeira dose e 298.620 para segunda dose. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, como por exemplo, quebra acidental de frascos.

Além da reserva técnica, a SMS precisa manter um estoque de vacinas para garantir a imunização de remanescentes dos grupos já contemplados – pessoas que por algum motivo não fizeram a imunização nas datas estipuladas. Por exemplo, quem estava em processo de confirmação de comorbidade ou não comparecido no dia programado para sua imunização. Essas pessoas têm o direito e serão vacinadas quando comparecerem aos postos de vacinação.