Campanha de vacinação contra gripe começa em 12 de abril em todo o país; saiba quem deve tomar

Em meio à vacinação contra a Covid-19, unidades de saúde devem iniciar, a partir de 12 de abril, outra campanha de imunização: a da gripe. A data foi informada nesta terça-feira (16) pelo Ministério da Saúde.

Segundo a pasta, a expectativa é que sejam vacinados, até 9 de julho, 79,7 milhões de pessoas que fazem parte do público-alvo a quem a vacina é indicada na rede pública – caso de crianças menores de seis anos, gestantes e idosos, entre outros.

A oferta da imunização considera os grupos que têm maior risco de complicações ou mortes pela gripe, situação que deve ajudar, de forma indireta, também na assistência contra a Covid, por reduzir a carga sobre o sistema de saúde. Veja a lista completa dos grupos prioritários abaixo.

Ao todo, está prevista a distribuição de 80 milhões de doses de vacinas contra a gripe, produzidas pelo Instituto Butantan. A meta é vacinar 90% do público-alvo dentro do prazo previsto.

Neste ano, a campanha deve ocorrer no mesmo momento em que equipes de saúde voltam a atenção à estratégia de vacinação contra a Covid -situação que tem levado a alertas de especialistas sobre a necessidade de organizar o sistema.

De acordo com a pasta, a ideia é que a vacinação ocorra em momentos diferentes em cada iniciativa, ainda que parte dos grupos sejam coincidentes.

Isso ocorre porque não há estudos sobre a aplicação simultânea das vacinas. Neste caso, a recomendação é que as doses contra Covid e influenza sejam aplicadas com 14 dias de intervalo.

“Considerando a ausência de estudos sobre a coadministração das vacinas, o Ministério da Saúde não recomenda a aplicação das duas doses simultaneamente. A orientação, neste momento, é priorizar a imunização contra o Covid-19”, informa a pasta.

Assim, no caso de pessoas que fazem parte do grupo prioritário para a vacinação contra a gripe, mas que ainda não foram vacinadas contra a Covid-19, “deve ser priorizada a dose contra a Covid-19 e agendada a vacina contra a influenza, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas”.

Para evitar que haja coincidência entre os grupos, a campanha de vacinação contra a gripe deve ser organizada em três etapas, com ordem diferente da aplicada nos últimos anos.

Em geral, a vacinação é iniciada por idosos. Neste ano, no entanto, deve começar com crianças menores de seis anos, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores de saúde.

Em seguida, a campanha será voltada a idosos e professores. Já os demais grupos entram na terceira fase.

Em nota, a pasta frisa ainda que a vacinação contra a gripe “é extremamente importante para a proteção dos grupos mais vulneráveis”.

Além de reduzir o risco de complicações e mortes pela gripe, a vacina também ajuda a reduzir sintomas que podem ser confundidos com a Covid.

“Em um cenário de saturação dos serviços de saúde, em razão do aumento no número de casos de Covid-19, a vacinação contra a influenza assume particular relevância para proteger populações vulneráveis em risco de desenvolver formas graves da doença e reduzir o impacto das complicações respiratórias atribuídas à influenza na população, aliviando a sobrecarga no sistema de saúde durante a pandemia pela Covid-19”, diz informe técnico divulgado pela Saúde.

“Desta forma, os profissionais da saúde devem se valer de todas as oportunidades durante a temporada de vacinação contra a influenza para vacinar todas as pessoas elegíveis”, completa o documento, que recomenda que estados adotem medidas de prevenção para evitar filas e aglomerações.

Entre essas medidas, está reservar um local específico das unidades de saúde apenas para a vacinação contra a gripe.
A campanha de vacinação contra a gripe é realizada no país desde 1999. O imunizante protege contra três tipos de vírus da gripe, definidos a cada ano de acordo com aqueles que predominam em circulação.

CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE
Data: de 12 de abril a 9 de julho

Público-alvo: crianças com mais de seis meses e menores de seis anos, gestantes, puérperas [mulheres com até 45 dias após o parto], indígenas, trabalhadores da saúde, idosos, professores das escolas públicas e privadas, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento, forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e população privada de liberdade

Distribuição dos grupos: em três etapas, sendo que a primeira (de 12/04 a 10/05) deve ocorrer para crianças maiores de seis meses e menores de seis anos, gestante, puérperas, povos indígenas e trabalhadores de saúde

Informações Banda B

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Declarações do Imposto de Renda na malha fina chegam a 1,03 milhão

Pouco mais de 1 milhão de contribuintes caíram na malha fina do Imposto de Renda neste ano, divulgou hoje (22) a Receita Federal. Um total de 1.032.279 declarações do Imposto de Renda foram retidas. O número equivale a 2,7% das 38.188.642 declarações do exercício de 2022 enviadas de março a setembro.

Do total de declarações retidas, 811.782 têm imposto a restituir, representando 78,6% do total incluído na malha fina. Outras 198.541 (19,2%) têm imposto a pagar e 21.956 (2,1%) estão com saldo zero (nem a pagar nem a restituir).

Segundo a Receita, a omissão de rendimentos foi o principal motivo para as declarações serem retidas, o equivalente a 41,9% dos casos. Entre os rendimentos não informados, estão salários, ações judiciais e rendimento de aluguel. Em segundo lugar, com 28,6%, estão problemas de dedução, como gastos médicos, contribuições para a previdência oficial ou previdência privada e pagamento de pensão alimentícia.

Divergências entre os valores de Imposto de Renda retidos na fonte e declarado pela pessoa física, além de outros itens relacionados a declaração, representam 21,9% das retenções. Outros 7,6% são motivados por deduções do imposto devido, recebimento de rendimentos acumulados e divergência de informação sobre pagamento de carnê-leão ou imposto complementar.

Retificação

Em setembro, a Receita está emitindo 444 mil correspondências para contribuintes com declarações na malha fina. O objetivo é avisar que, em caso de erro na declaração apresentada, este é o momento para autorregularizar a situação.

A Receita aconselha os contribuintes incluídos na malha fina a conferir o extrato, para verificar a pendência, e retificar a declaração. O extrato pode ser conferido no Centro de Atendimento Virtual (e-CAC) da Receita Federal. Para ter acesso ao site, o contribuinte deve informar ou o certificado digital (se tiver um), ou o login no Portal Gov.br ou digitar número do CPF/CNPJ, o código de acesso e a senha.

Ao entrar no e-CAC, o contribuinte deve clicar no link “Meu Imposto de Renda”, no lado esquerdo da tela. Em seguida, aparece uma linha do tempo com as últimas declarações entregues. Basta verificar a declaração de 2022 para conferir se o documento caiu na malha fina e o motivo da pendência.

O contribuinte tem então três opções para resolver o problema. Uma delas é fazer a correção por meio de uma declaração retificadora, sem multa ou penalidade. A declaração será processada e voltará para a fila de restituições, sendo paga no lote residual seguinte.

Caso o contribuinte seja intimado ou notificado pela Receita Federal, não será mais possível retificar a declaração. Nesse caso, é possível apresentar, de forma virtual, todos os comprovantes e documentos que atestam os valores declarados e apontados como pendência.

O Processo Digital para a Malha Fiscal deve ser aberto no site do e-CAC. Basta o contribuinte entrar no espaço “Onde encontro” e consultar o campo “Malha Fiscal – Atendimento”. Caso não queira enviar os documentos com antecedência, o contribuinte pode aguardar comunicado da Receita com o detalhamento dos documentos que precisam ser apresentados e um prazo de entrega.

Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil

Vacina contra a varíola dos macacos deve chegar ao Brasil este mês

O primeiro lote de vacinas contra a varíola dos macacos deve chegar ainda este mês ao Brasil, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista ao programa Brasil Em Pauta, da TV Brasil.

A negociação, feita com o laboratório dinamarquês Bavarian Nordic, conta com a intermediação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Nessa primeira leva, devem estar disponíveis 50 mil imunizantes, os mesmos utilizados para o combate da varíola.

De acordo com o ministro, as vacinas não são para toda a população, e sim para grupos específicos. “Não há recomendação, no momento, para a vacinação em massa”, esclareceu Queiroga.

Entre os grupos específicos estão profissionais de saúde que lidam diretamente com amostras de infectados e pessoas que tiveram contato com portadores do vírus. “Estudos já mostram que uma dose dessa pode ser fracionada em cinco doses. Então nós podemos beneficiar um número maior de pessoas. A princípio são aqueles que têm contato com o material contaminado”, disse Queiroga.

O ministro da Saúde também reforçou as diferenças entre a varíola dos macacos e a covid-19. Segundo Queiroga, além da letalidade, o vírus da covid-19 apresentou inúmeras mutações no decorrer da pandemia, o que não se observa com a varíola dos macacos, que foi mapeada pela primeira vez na África, em 1976.

Queiroga reforçou ainda que os índices de contágio da varíola dos macacos estão em queda no mundo e em estabilidade no Brasil. “No mundo inteiro o surto tem diminuído, a velocidade de progressão dos casos é menor e nós estamos numa fase de platô com queda. Então esperamos que esse surto seja controlado”, defendeu Queiroga.

Além da importação emergencial de doses de vacina contra a varíola dos macacos, o Ministério da Saúde também recebeu autorização emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o antiviral Tecovirimat, que deve ser utilizado em situações graves e específicas. “O uso é diante de situações onde não temos mais alternativas para esses pacientes”, salientou o ministro da Saúde.

Vacina nacional

O Ministério da Saúde também trabalha com o desenvolvimento de um imunizante nacional para enfrentar a doença. A expectativa é que a vacina esteja operacional no segundo semestre do ano que vem. Mas para isso, segundo o ministro Queiroga, o cenário epidemiológico tem de indicar a necessidade de ampliação do público alvo da vacinação.

“É algo que está trabalhado, em pesquisas. Já recebemos a Universidade Federal de Minas Gerais, que nós chamamos de semente, que depois gera a produção do IFA, e a Fundação Oswaldo Cruz, através de Biomanguinhos, tem capacidade de fazer escala. Mas isso é se houver uma indicação de vacinação para um grupo maior de pessoas”.  

A varíola dos macacos tem sinais e sintomas que se caracterizam por lesões e erupções de pele, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.

O programa Brasil Em Pauta com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai ao ar neste domingo (18), às 22h30, na TV Brasil.

Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil