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Câmara de Curitiba aprova moção de apoio à polícia militar após confronto na UFPR

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou, em votação simbólica, uma moção em apoio à Polícia Militar do Paraná, após um incidente ocorrido em 9 de setembro na Universidade Federal do Paraná (UFPR). O episódio envolveu o cancelamento de uma palestra sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e gerou protestos e confrontos no campus.

Protesto Impede Palestra na UFPR

No dia 9 de setembro, manifestantes se reuniram para protestar contra a palestra intitulada “O STF e a interpretação constitucional”, que contaria com a presença dos vereadores Guilherme Kilter e Rodrigo Marcial, além do advogado Jeffrey Chiquini. Apesar de os palestrantes terem acessado o prédio histórico da UFPR, o tumulto impediu a realização do evento, levando à intervenção da Polícia Militar, que entrou no local e enfrentou resistência durante a dispersão dos manifestantes.

Depoimentos de Vereadores

Guilherme Kilter, um dos vereadores presentes, descreveu a situação como tensa, ressaltando que eles ficaram trancados em uma sala por mais de 30 minutos e precisaram da intervenção policial para serem liberados. “Se fosse um ambiente democrático, não precisaria a Polícia entrar”, comentou Kilter, que elogiou a atuação do Coronel Sampaio, comandante do 33º Batalhão da PMPR.

Pier Petruzziello (PP) também manifestou apoio à PM, defendendo que a corporação é composta por profissionais dedicados. “Fiquei muito assustado ao ver críticas à Polícia Militar. Essa moção é para defender a PMPR”, falou o parlamentar.

Críticas ao Ocorrido

Rodrigo Marcial, egresso da UFPR, relatou que não tinha presenciado nada semelhante em seus 15 anos na faculdade, considerando o incidente uma manifestação alarmante de violência política. Um aluno foi agredido e teve seu celular roubado no local, o que foi amplamente criticado por Marcial.

Reações à Nota Oficial da UFPR

A nota oficial da UFPR, que mencionou “uso de força desproporcional” pela PM, foi contestada por Guilherme Kilter. Ele refutou a ideia de que houve abuso por parte da polícia, afirmando que a ação foi para proteger os envolvidos. A vereadora Carlise Kwiatkowski (PL) e outros vereadores defenderam uma ação mais rigorosa contra os manifestantes, exemplificando a tensão política em torno do incidente.

Uso Político do Incidente

A vereadora Giorgia Prates (PT) criticou a politicização do episódio, mencionando que a situação foi utilizada para autopromoção política em vez de proteger a comunidade acadêmica. Segundo ela, um diálogo poderia ter evitado o confronto e o uso da PM foi inadequado, transformando a crise em um “espetáculo para redes sociais”.

Posição da UFPR

A UFPR, em nota pública, afirmou que não solicitou a presença policial e que a ação da PM foi “com uso de força desproporcional”. A universidade notificou várias instituições, incluindo a OAB-PR e o Ministério Público, para acompanhar a apuração dos fatos. A nota também anunciou que tomará medidas para proteger a autonomia universitária e a segurança de sua comunidade.

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