25/02/2026 – 21:10
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Nilto Tatto: a COP15 projetará o Brasil como espaço de cooperação internacional
A Câmara dos Deputados aprovou o acordo para a realização da 15ª Conferência das Partes na Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), que ocorrerá de 23 a 29 de março de 2026, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Aprovação do Acordo
O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 50/26 foi votado nesta quarta-feira (25) e seguirá para o Senado. O deputado Nilto Tatto (PT-SP), relator da proposta, destacou que a conferência colocará o Brasil em um papel central no diálogo técnico e científico relacionado à conservação de espécies que migrantes. “Essas espécies requerem a coordenação entre países para garantir a preservação de seus ciclos de vida, tornando a conferência um pilar da governança ambiental global”, afirmou Tatto.
Importância do Pantanal
Segundo o deputado, a realização do evento no Pantanal ilustra a interconexão entre conservação ambiental, desenvolvimento regional e cooperação internacional. “Ao sediar a COP15 nesse bioma, o Brasil atrai a atenção global para seus desafios e potencialidades, impulsionando parcerias técnicas e científicas”, destacou.
Patrocínio e Custos
A COP15, que possui o respaldo da Organização das Nações Unidas (ONU), visa a conservação de espécies migratórias e a promoção da cooperação internacional. O acordo para a conferência foi assinado em 21 de dezembro de 2025. O governo federal deve arcar com aproximadamente R$ 86 milhões para a organização do evento, enquanto o estado de Mato Grosso do Sul e outros patrocinadores, como a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), também contribuirão com recursos.
Infraestrutura e Logística
O Brasil será responsável por todos os custos relacionados à conferência, que incluem espaço físico, alimentação, transporte, instalações médicas de emergência e segurança. O governo buscará garantir acomodações adequadas para os participantes a preços acessíveis.
Viagens e Benefícios
Os custos totais para a realização do evento no Brasil incluem cerca de US$ 581 mil (aproximadamente R$ 3 milhões) para despesas com viagens e benefícios da equipe do secretariado da CMS, além de custos com deslocamentos e subsistência de representantes de países em desenvolvimento.
Críticas à Destinação de Recursos
Durante a votação, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou a utilização de recursos públicos para a realização da conferência, questionando a adequação dos investimentos para um país que já sediou a COP30 no ano anterior.
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Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
