Butantan entrega mais 2,2 milhões de doses de vacina CoronaVac

Mais 2,2 milhões de doses da vacina CoronaVac fabricadas pelo Instituto Butantan contra o novo coronavírus foram liberadas nesta quarta-feira (24), para uso em todo o país. Desde o começo do mês de março foram entregues 14,3 milhões de doses, quantitativo maior do que o disponibilizado em janeiro e fevereiro juntos, o que representa a produção de quase 25 mil vacinas por hora, informou o órgão.

Segundo o governador de São Paulo, João Doria, o volume de vacinas distribuído é quatro vezes maior do que a Espanha aplicou e o dobro das doses da Alemanha. “Hoje o Butantan é um orgulho para o Brasil, um orgulho para os brasileiros que já tiveram a oportunidade de receberem as suas vacinas”, destacou Doria.

Com o novo carregamento, o total de imunizantes oferecidos por São Paulo ao Programa Nacional de Imunizações chega a 27,8 milhões de doses desde o início das entregas, em 17 de janeiro. Até o fim de abril, o total de vacinas garantidas pelo Butantan ao país somará 46 milhões de doses.

O Butantan deve entregar outras 54 milhões de doses para vacinação dos brasileiros até o dia 30 de agosto, totalizando 100 milhões de unidades. Atualmente, 85% das vacinas disponíveis no país contra a covid-19 são fabricadas pelo Butantan.

A produção da vacina segue em ritmo constante e acelerado. No último dia 4, uma remessa de 8,2 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), correspondente a cerca de 14 milhões de doses, desembarcou em São Paulo para produção local.

Outros 11 mil litros de insumos enviados pela biofarmacêutica Sinovac, parceira internacional no desenvolvimento do imunizante mais usado no Brasil contra a covid-19, chegaram ao país em fevereiro.

Até o fim de março, o Butantan aguarda nova carga de IFA correspondente a cerca de 6 milhões de doses, o que permitirá o cumprimento integral do acordo inicial de 46 milhões de doses contratadas pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o Instituto Butantan, o órgão formou uma força-tarefa para acelerar a produção de doses da vacina para todo o país. Uma das medidas foi dobrar o quadro de funcionários na linha de envase para atender à demanda urgente por imunizantes contra o novo coronavírus.

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Paraná receberá nesta semana mais 187.470 vacinas contra a Covid-19

O Ministério da Saúde informou a Secretaria de Estado da Saúde que vai mandar nesta semana mais 187.470 novas vacinas contra a Covid-19 ao Paraná. São doses da Comirnaty (Pfizer/BioNTech) e CoronaVac (Sinovac/Butantan).

São 57.600 da CoronaVac, divididas em 28.900 primeiras doses e 28.900 segundas doses. Elas serão encaminhadas nesta quarta-feira (4), com previsão de chegada às 10h20 no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O voo é o G3-1126. 

Para a quinta-feira (5) está prevista a chegada de 129.870 doses da Pfizer. O voo LA-4791 deve pousar no mesmo aeroporto às 13h20.

Assim que elas chegarem serão encaminhadas ao Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), onde serão organizadas, cadastradas e, dentro do prazo padrão, encaminhadas para as 22 Regionais de Saúde para a continuidade da vacinação na população em geral.

O Ministério da Saúde ainda não emitiu o informe técnico da remessa, ou seja, ainda não é possível prever se as doses da Pfizer serão destinadas para primeira aplicação.

VACINÔMETRO 

Até esta terça-feira (3), mais de 6 milhões de paranaenses já receberam ao menos uma dose contra a Covid-19 e quase 70% dos adultos estão vacinados. A expectativa é de alcançar 100% até o final de setembro.

Paraná fecha período epidemiológico com 27.889 casos de dengue e 32 óbitos

A Secretaria de Estado da Saúde publicou nesta terça-feira (3) o informe da dengue número 43, que encerra o período epidemiológico 2020/2021, totalizando 27.889 casos confirmados e 32 óbitos no Paraná. Os dados foram contabilizados desde o dia 1º de agosto do ano passado.

No Paraná, 288 municípios registraram casos de dengue nas 22 Regionais de Saúde. O informe apresenta 93.329 notificações para a doença, também em municípios das 22 Regionais, e aponta 2.359 ainda em investigação quanto à classificação final.

Os 32 óbitos aconteceram nos municípios de Morretes (1), Paranaguá (4), Foz do Iguaçu (3), Matelândia (1), Medianeira (1), Roncador (1),Campo Mourão (1), Paraíso do Norte (1), Santo Antônio do Caiuá (1), Marialva (1), Maringá (2), Apucarana (1), Alvorada do Sul (1), Assaí (1), Cambé (2), Ibiporã (1) e Londrina (9).

O número de casos teve uma redução de 87,7% em relação ao período anterior. Em 2019/2020 foram 227.724 confirmações. Houve também queda de 81,9% no total de óbitos – no período epidemiógico anterior foram 177.

“A dengue segue como uma das principais preocupações do Governo do Estado. A redução neste momento não é motivo para baixarmos a guarda em relação ao combate contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

“Segundo avaliação dos técnicos da Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e da Sesa, a diminuição pode estar relacionada com a pandemia da Covid-19 e o receio da população em procurar atendimento nas unidades de saúde, bem como uma possível subnotificação ou atraso nas notificações em consequência das equipes estarem envolvidas no enfrentamento da pandemia”, destacou o secretário.

A Secretaria da Saúde enfatiza a importância do controle e eliminação dos criadouros do Aedes aegypti, com a organização dos serviços de saúde para que isso aconteça mas, principalmente, com a participação da população. “O último levantamento entomológico, realizado entre abril e junho deste ano, comprovou que os focos do mosquito estão nas residências, em pontos que acumulam água. São estes criadouros que precisam ser eliminados”, alertou o secretário.

De acordo com o levantamento, 80,8% dos criadouros foram encontrados em pontos passíveis de remoção e elimináveis, como lixo, entulhos de construção, pneus, vasos de plantas com pratos, recipientes de degelo, entre outros.

OUTRAS DOENÇAS 

Em relação à chikungunya, o informe registrou 94 casos confirmados no período, além de 2 casos de zika vírus. As doenças também são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Os dados apresentados no boletim desta terça-feira são preliminares. Os municípios e Regionais de Saúde terão até o mês de outubro para concluir as investigações relacionadas ao período.

Na próxima terça-feira, dia 10, a Sesa publicará o primeiro boletim relativo ao período 2021/2022.

AÇÕES 

A Secretaria da Saúde realizou no período epidemiológico 2020/2021 diversas atividades para o enfrentamento de arboviroses. Foram promovidas capacitações online via YouTube para orientar os técnicos sobre o manejo clínico da dengue e a importância do trabalho integrado entre os Agentes de Combate a Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

Houve também parceria com Escola de Saúde Pública para o curso online de Aperfeiçoamento de Vigilância em Saúde, com ênfase em Vigilância Ambiental nas Ações de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses, com 340 participantes.

Em março de 2020 foi estabelecido, por meio de resolução (126/2020), o Centro de Operações de Emergência (COE), com reuniões periódicas e online, com participações das Regionais de Saúde, representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Paraná, Ministério Público do Paraná, Conselho Regional de Medicina e Sesc/PR, entre outros.

“Destacamos ainda que foram criadas 60 Unidades Sentinelas distribuídas nas 22 Regionais de Saúde para realizar monitoramento oportuno do início da circulação viral da dengue, zika e chikungunya”, disse a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.

Por meio de uma destas unidades sentinelas, acrescentou a diretora, foi identificado o surto de febre chikungunya no município de Apucarana, em abril deste ano, possibilitando uma rápida intervenção.

“Além disso, a Sesa elaborou seis notas orientativas para apoiar os municípios no enfrentamento às arboviroses, desde o controle vetorial até o trabalho das equipes de vigilância e atenção à saúde, principalmente nesse momento de cocirculação viral entre dengue e Covid-19”, ressaltou Maria Goretti.