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Brasileira do Estado Islâmico retorna ao Brasil após guerra

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Karina Rayol, última brasileira no Estado Islâmico, é repatriada para o Brasil

Karina Aylin Rayol Barbosa, a única brasileira sobrevivente que se juntou ao Estado Islâmico (ISIS), foi repatriada da Síria para o Brasil. A jovem de 28 anos retornou ao país na última quarta-feira (28/8), conforme confirmado pela assessoria da Defensoria Pública da União (DPU).

Retorno ao Brasil

Karina voltou acompanhada de seu filho de sete anos, fruto de seu relacionamento com um membro do grupo extremista. Antes do retorno, ela estava detida em um campo de prisioneiros na Síria, onde foi levada após ser capturada por forças curdas que combatem o ISIS.

Trajetória até o Estado Islâmico

Natural do Pará, Karina deixou o Brasil em abril de 2016, aos 20 anos, sem informar sua família. Investigações da Polícia Federal (PF) indicam que ela pegou um voo para São Paulo e, em seguida, viajou para a Turquia. Após cruzar a fronteira, chegou a Aleppo, na Síria, e uniu-se ao grupo extremista, que, à época, dominava partes significativas da região, mas já enfrentava uma crescente oposição de uma coalizão internacional.

Desdobramentos após a queda do califado

Com o colapso do califado do Estado Islâmico em 2019, Karina expressou seu desejo de retornar ao Brasil, mesmo após ter se juntado ao grupo por vontade própria. A DPU revelou que a brasileira gravou um vídeo manifestando sua intenção de ser repatriada pelas autoridades brasileiras.

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