Brasil tem segundo dia com mais de 4 mil mortes por covid-19 em 24 horas

O Brasil registrou 4.190 novas mortes em decorrência da covid-19 nas últimas 24 horas, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. O número é equivalente a 174 mortes por hora. É a segunda vez que o País supera a marca de 4 mil vítimas em um único dia, patamar que também foi atingido na terça-feira (6) quando foram registrados 4.211 óbitos. O total de mortes na pandemia chegou a 345.287.

Os dez maiores registros diários de morte por covid-19 no Brasil

06/04/2021 – 4.211 (recorde)

08/04/2021 – 4.190

31/03/2021 – 3.950

07/04/2021 – 3.733

01/04/2021 – 3.673

30/03/2021 – 3.668

26/03/2021 – 3.600

27/03/2021 – 3.368

23/03/2021 – 3.158

02/04/2021 – 2.807

Os dados desta quinta-feira (8) mostram a continuidade da curva ascendente de vítimas no País ao longo dos últimos dois meses. Os registros nacionais das últimas 24 horas sofreram influência do alto volume de mortes em São Paulo, que registrou a segunda pior marca da pandemia: 1.299 novas mortes. Estados como Minas (492), Rio (375) e Paraná (374) também tiveram um patamar alto de mortes pelo novo coronavírus.

A média móvel diária de vítimas no País chegou a 2.818, número que se mantém acima de 2 mil desde o dia 17 de março. A média usa dados dos últimos sete dias para melhor captar a tendência da variação dos registros. Ao longo da última semana, 19.728 pessoas morreram em decorrência da doença nas cidades brasileiras, ritmo que pode fazer com que abril seja um mês ainda mais letal do que foi março, recorde da pandemia.

Os dados diários nacionais são do consórcio de veículos de imprensa, formado por EstadãoG1O GloboExtraFolha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde. Nas últimas 24 horas, foram registrados 89.293 novos casos da doença, totalizando 13.286.324 diagnósticos confirmados. Segundo o Ministério da Saúde, o País tem 11.732.193 pessoas recuperadas e 1.202.639 em acompanhamento médico.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), instaure a “CPI da Covid”, que mira ações e omissões do governo Jair Bolsonaro no combate à pandemia. A Corte também decidiu nesta quinta-feira, por 9 a 2, que prefeitos e governadores podem proibir a realização presencial de missas e cultos em um esforço para evitar a propagação da covid-19 no País.

Consórcio reúne dados desde 8 de junho

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

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Anvisa informa STF sobre pendências para autorizar vacina Sputnik V

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) encaminhou na noite de ontem (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) informações sobre documentos pendentes para a análise de novo pedido de autorização de importação e distribuição da vacina russa Sputnik V.

Ao Supremo, a agência reforçou que os pedidos de importação ainda não atenderam à “exigência da apresentação do relatório técnico de análise da autoridade sanitária estrangeira, conforme disposto no § 3º do Art. 16 da Lei 14.124/2021”.

As informações foram prestadas no mesmo dia em que o ministro Ricardo Lewandowski deu prazo de 48h para que a Anvisa detalhasse ao Supremo quais documentos faltam para análise definitiva do pedido de importação e distribuição do imunizante, que é produzido pelo Instituto Gamaleya, na Rússia.

Lewandowski havia atendido a pedido do estado do Maranhão, que, em conjunto com outros estados, aguarda autorização da Anvisa para aplicação dos imunizantes. O ministro já proferiu outras decisões determinando que a Anvisa cumpra prazos de análise.

Em cumprimento à decisão do Supremo, a Anvisa informou ainda que disponibilizou amplo acesso aos autos do processo administrativo relativo ao pedido de importação e distribuição da Sputinik V.

Entenda

Em 26 de abril, a Anvisa negou o pedido de autorização para a importação e o uso emergencial do imunizante russo, que havia sido feito por dez estados. Ao analisar os documentos recebidos, a diretoria da agência apontou uma série de problemas, entre eles, a falta de alguns documentos e a presença de adenovírus com capacidade de replicação no corpo dos pacientes que receberem doses da vacina.

Após a negar a autorização, a Anvisa disse ter recebido, em 29 de abril, novos documentos encaminhados pelos estados da Bahia, do Maranhão e de Sergipe, mas que ainda assim há pendências que fazem com que o processo administrativo siga “em diligência na Agência até o cumprimento do requisito legal”.

Vacinados contra a covid-19 no Brasil chegam a 35,9 milhões; 17% da população

O Brasil vacinou até esta segunda-feira (10) 35.909.617 pessoas com ao menos a primeira dose da vacina contra a covid-19. Os números são obtidos diariamente pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. A quantidade de pessoas imunizadas representa até aqui 16,96% da população.

Balanço divulgado ontem às 20h pelo consórcio com dados obtidos junto a 25 Estados mostra que 581.772 pessoas receberam a primeira dose. Entre os 35,9 milhões de vacinados, 18.073.591 receberam a segunda dose, o que representa 8,5% da população com a imunização completa; 326.608 pessoas receberam a segunda dose nesta segunda-feira.

No total, os Estados aplicaram 908.380 doses, entre aqueles que foram vacinados pela primeira vez e os que receberam o reforço do imunizante. As autoridades de saúde destacam a importância de os cidadãos retornarem ao posto na data marcada para completar a vacinação e assegurar a proteção contra a covid-19.

Levando em consideração dados relativos à primeira dose, o Rio Grande do Sul tem a vacinação mais avançada do País até esta segunda-feira. O Estado imunizou 21,94% da sua população contra o novo coronavírus. O que tem a menor porcentagem é Roraima, com 10,91% da população vacinada. Em números absolutos, São Paulo lidera com 8,7 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose