Brasil alcança 10% de vacinados com a 1ª dose 79 dias após início da aplicação

A quantidade de pessoas vacinadas contra a covid-19 com ao menos a primeira dose no Brasil chegou a 21.445.683 nesta quarta-feira (7) segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. O número representa 10,13% do total da população brasileira. A porcentagem foi alcançada 79 dias após o início da campanha de vacinação nos Estados, no dia 18 de janeiro. A data marcou o começo da distribuição das doses para as capitais, ainda que nem todas tenham começado a aplicá-las no mesmo dia. Nas últimas 24 horas, 617.285 pessoas receberam a primeira dose.

Entre os 21,4 milhões, 6.065.854 pessoas receberam a segunda dose, o que representa 2,86% da população com a imunização completa. Nas últimas 24 horas, 184.462 pessoas receberam essa dose de reforço. Somadas as primeiras e segundas doses, o Brasil aplicou no último dia 801.747 doses, segundo dados fornecidos por 23 Estados.

Em termos proporcionais, o Mato Grosso do Sul é o Estado que mais vacinou sua população até aqui: 13,45% dos habitantes receberam ao menos a primeira dose. A porcentagem mais baixa é encontrada no Mato Grosso, onde 6,31% receberam a vacina. Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (5,2 milhões), seguido por Minas (2 milhões) e Bahia (1,85 milhão).

A Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (7) a votação do projeto que permite a aquisição privada de vacinas sem a necessidade do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O texto-base já havia sido aprovado na noite desta terça-feira (6) e agora a proposta deverá seguir para análise do Senado. Foram 317 votos a favor e 120 contra.

Nenhuma das quatro fabricantes de vacinas contra a covid-19 aprovadas no Brasil planeja negociar a venda do produto para o setor privado. Em notas enviadas ao Estadão nesta quarta-feira (7) as farmacêuticas Pfizer, Janssen, AstraZeneca e o Instituto Butantan destacaram que têm contratos com o governo federal e priorizam o fornecimento de imunizantes contra o novo coronavírus para o setor público.

Veja os dados de vacinação por Estado

UF

Número de vacinados com a primeira dose

Proporção de vacinados com a primeira dose em relação ao total da população local

TOTAL 21.445.683 10,13%

MS 377.795 13,45%

BA 1.851.842 12,40%

RS 1.398.753 12,25%

PB 458.025 11,34%

SP 5.211.062 11,26%

CE 1.012.097 11,02%

PR 1.231.735 10,70%

AM 449.622 10,69%

DF 317.777 10,40%

ES 417.551 10,27%

PE 977.207 10,16%

RN 358.344 10,14%

SC 705.716 9,73%

MG 2.033.734 9,55%

PI 310.719 9,47%

SE 218.786 9,44%

AL 314.837 9,39%

RJ 1.416.278 8,16%

PA 704.390 8,11%

GO 565.676 7,95%

RR 47.185 7,48%

TO 114.177 7,18%

RO 125.631 6,99%

MA 486.732 6,84%

AC 60.870 6,81%

AP 56.647 6,57%

MT 222.495 6,31%

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Com Ômicron, Paraná vai aguardar e manter obrigatoriedade do uso da máscara

Com o monitoramento de seis passageiros, que estavam no mesmo voo do brasileiro que veio da África do Sul e testou positivo para Covid-19, o governador Ratinho Junior anunciou nesta terça-feira (30) que o Paraná vai manter a obrigatoriedade do uso das máscaras. A informação foi confirmada em entrevista concedida ao Meio Dia Paraná, da RPC TV.

Segundo o governador, o estado precisa monitorar a variante e agir com cautela neste fim de ano. “Esse é o presente de Natal que gostaríamos de dar para toda a população do Paraná, ter a diminuição de restrições. Mas, em especial na saúde,  temos que tomar decisões com muita cautela e agora precisamos ver como será a resposta com a variante”, disse.

Na segunda-feira (29), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que monitora seis passageiros que desembarcaram no Paraná e estavam no mesmo voo do brasileiro que veio da África do Sul e testou positivo para Covid-19, podendo estar com a variante Ômicron.

De acordo com Ratinho Junior, o Paraná vai aguardar para tomar a melhor decisão possível. “A população, de forma voluntária, já tem tido uma atitude responsável de, mesmo ao ar livre, usar máscara. E queremos ter uma análise bem criteriosa para, quando tirar, tirar a máscara com muita confiança”, explicou.

Coronavírus

Até o momento, os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.572.312 casos confirmados e 40.563 mortos pela doença.

Informações Banda B

Anvisa aprova novo tratamento para HIV

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento do HIV. Trata-se da combinação de duas substâncias – a lamivudina e o dolutegravir sódico – em um único comprimido.

Para a agência, a aprovação representa um avanço no tratamento, já que reúne em uma dose diária dois antirretrovirais. “A possibilidade de doses únicas simplifica o tratamento e a adesão de pacientes”, informou, por meio de nota.

De acordo com a bula aprovada pela Anvisa, o novo medicamento reduz a quantidade de HIV no organismo, mantendo-a em um nível considerado baixo. Além disso, o remédio promove o aumento da contagem de cédulas CD4, que exercem papel importante na manutenção de um sistema imune saudável, ajudando a combater infecções.

Indicação

O novo medicamento será indicado como um regime complemento para o tratamento da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1) em adultos e adolescentes acima de 12 anos pesando pelo menos 40 quilos, sem histórico de tratamento antirretroviral prévio ou em substituição ao regime antirretroviral atual em pessoas com supressão virológica.

O registro foi concedido ao laboratório GlaxoSmithKline Brasil Ltda. que, segundo a Anvisa, apresentou estudos de eficácia e segurança com dados que sustentam as indicações autorizadas. A bula aprovada pode ser consultada aqui.