Botox – amado por uns, odiado por outros

Popularmente conhecido como Botox, a toxina botulínica é estimada no mesmo nível que também é abominada, uma vez que, se for utilizada de forma clandestina, pode causar infeccções graves. Em fevereiro de 2022, foi presa em flagrante Sandrelle Arcipretti, cirurgiã-dentista que aplicava em clientes um produto ilegal chamado Israderm, que pode causar a necrose da pele, proibido pela Anvisa em 2021. Mas e se for feito de forma legal e segura, quais são os resultados?

O botox é o procedimento estético mais realizado no mundo todo. A toxina botulínica é uma neurotoxina, produzida pela bactéria Clostridium botulinum, que bloqueia a liberação de acetilcolina. Isso quer dizer que os músculos perdem a força de contração temporariamente,ou seja,nao prejudica e nem para a funcao muscular,apenas diminui a força exercida e assim evita a quebra dos tecidos e firmaçao das rugas.É um procedimento totalmente seguro, se for realizado por um profissional capacitado, não invasivo e com resultados satisfatórios.

Sendo assim, a toxina botulínica é indicada para quem deseja amenizar as rugas, as marcas de expressão, arquear as sobrancelhas e empinar o nariz. “O procedimento conta com anestesia local quando necessário e dura cerca de 15 minutos. Os resultados aparecem em aproximadamente 3 a 7 dias e duram de 4 a 6 meses”, afirma a dra. Eliane. A biomédica também ressalva que, por ser um medicamento, deve haver um intervalo mínimo de 3 meses entre as aplicações. Caso contrário, é possível que o paciente desenvolva resistência ao produto, gerando diminuição ou perda do efeito.

A aplicação do botox é contraindicada para mulheres grávidas, mães no processo de amamentação ou para pessoas que utilizam algum tipo de antibiótico amnoglicosídeos, como tobramicina, paramomicina, amicacina, entre outros. Também é preciso ficar atento a algumas restrições como, massagens faciais, não utilizar produtos dermatológicos 24 horas antes e depois do tratamento, não expor a pele a locais de muito frio ou extremo calor, a exposição ao sol é permitida caso não haja hematomas, mas deve ocorrer de forma moderada.

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Hospital busca parceria com startups para melhorar experiência de pacientes

Healthtech. O termo se tornou tendência para os negócios que buscam soluções inovadoras para a área da saúde. As empresas do setor estão apostando cada vez mais em tecnologia para oferecer produtos e serviços que melhorem a experiência dos pacientes e tornem a medicina mais acessível. Telemedicina, gerenciamento de prontuários eletrônicos, inteligência artificial para agilizar diagnósticos e análise de dados melhoram a experiência dos pacientes nas instituições de saúde. Esse é o objetivo do programa Inova HMC, lançado pelo Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), em parceria com a Hotmilk, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). 

Focado na medicina de alta complexidade, inovação é um dos focos da instituição com desafios principalmente nas áreas de automação de processos, rastreabilidade e experiência do usuário. “Ações como essa contribuem para fomentar e fortalecer o ecossistema de inovação na área da saúde, além de proporcionar agilidade, integração e apoio às startups”, explica a médica e coordenadora do Centro de Estudos, Pesquisa e Inovação do hospital, Maíra Loesch. “O projeto une as frentes de educação e saúde do Grupo Marista em uma sinergia que tem sido essencial para o avanço das duas áreas, usando a inovação e a pesquisa para melhorias práticas na assistência”, explica.

“Estamos buscando startups de todo o país, que tenham soluções tecnológicas para apoiar o hospital na jornada e na experiência dos pacientes. Em contrapartida, as startups terão a oportunidade de fazer uma imersão em uma instituição de referência e poderão testar suas soluções”, esclarece a coordenadora de inovação aberta da Hotmilk, Poliane Brito.

As inscrições vão até o dia 19/8 e podem ser feitas no site: https://hotmilk.pucpr.br/inova-hmc/obrigado/.

Gravidez após os 40 é sempre de risco?

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020 mostram que houve um aumento no número de mulheres que deram à luz após os 40 anos de idade no Brasil. De acordo com a pesquisa, a alta de partos foi de 57% para gestantes entre os 40 e 44 anos, de 27,2% dos 45 aos 49 e de 55% para aquelas com mais de 50 anos.

Embora esse cenário esteja sendo cada vez mais comum no Brasil, especialistas da área da ginecologia e obstetrícia alertam que uma gestação tardia pode oferecer algumas atribulações para o desenvolvimento do embrião. Segundo o guia “Gestação de alto risco” desenvolvido pelo Ministério da Saúde, uma das causas que podem fazer com que uma mulher tenha uma gravidez de risco é a idade maior que os 35 anos. 

Por esse motivo, um acompanhamento médico especializado torna-se indispensável para direcionar a mãe aos cuidados necessários para minimizar as chances de problemas para o bebê.

O que torna a gravidez aos 40 anos de risco 

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, um dos motivos que fazem com que mulheres com mais de 40 anos estejam na classificação de risco é a diminuição dos óvulos, o que por sua vez pode aumentar a chance de abortos espontâneos ou problemas no nascimento. 

Além disso, a fundação também pontua que conforme a mulher vai envelhecendo, crescem as chances para condições como obesidade, pressão alta, tireoide e diabete, por exemplo, todas potenciais complicadoras de gestação. 

Quais são os riscos de uma gravidez tardia

As enfermidades que acometem as mulheres a partir dos 40 anos de idade podem causar impactos à saúde da mãe e ao desenvolvimento do bebê. 

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, há chances de ocorrer um parto prematuro, anomalias placentárias, Síndrome de Down, crescimento intra-uterino restrito, gestações múltiplas, aborto espontâneo e natimortalidade. 

Já em relação à saúde da mãe, é possível haver diabete gestacional, hipertensão e ainda complicações no trabalho de parto devido à falta de contrações e dilatações. 

Cuidados evitam complicações

As recomendações do Ministério da Saúde, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e da Fundação Oswaldo Cruz acerca das gestações após os 40 anos são as mesmas e trazem o alerta da importância do acompanhamento médico durante todo o processo. 

O planejamento da gravidez é essencial, pois, segundo as entidades, antes mesmo de iniciar as tentativas, deve-se buscar por orientações profissionais para verificar a existência de possíveis fatores de risco. A partir da análise, é possível ter uma noção da necessidade de medicamentos e da realização de testes durante toda a gestação. 

O pré-natal é indispensável para as mães aos 40 anos ou mais. Conforme salienta o guia elaborado pelo Ministério da Saúde, o acompanhamento regular ajuda a prevenir e diminuir os riscos para as gestantes e para os bebês. Durante o processo, a mulher recebe atualizações sobre o andamento da gestação e as atitudes que deve tomar para obter mais qualidade de vida para si própria e para o feto.  Segundo a Febrasgo, manter uma rotina saudável, livre de doenças sexualmente transmissíveis, sem oscilação de peso e uso abusivo de álcool é essencial para minimizar a presença de mais riscos durante a gestação.