Bolsonaro visita Foz nesta quarta-feira, para entrega da pista de aeroporto e posse de novo diretor da Itaipu

Cerimônias acontecem à tarde, no aeroporto e depois no Cineteatro dos Barrageiros, na usina. Silva e Luna vai para a Petrobras e no seu lugar assume general João Francisco Ferreira

O presidente Jair Bolsonaro volta a Foz do Iguaçu, nesta quarta-feira (7), para a solenidade de término da obra civil de ampliação da pista do Aeroporto Internacional e a transmissão de cargo do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Joaquim Silva e Luna, para o novo comandante da margem brasileira da empresa, general João Francisco Ferreira. Os eventos acontecerão no período da tarde, em horário a ser confirmado ainda nesta segunda-feira (5), no saguão de embarque do aeroporto e, na sequência, no Cineteatro dos Barrageiros, na usina.

A última visita de Bolsonaro a Foz ocorreu há pouco mais de um mês, para o lançamento do projeto de revitalização do sistema de Corrente Contínua de Alta Tensão de Furnas, que teve o aporte de R$ 1 bilhão da margem brasileira de Itaipu. Esta será a sexta passagem de Bolsonaro a Foz do Iguaçu e a nona ao Paraná no exercício de seu mandato. Nenhum outro presidente prestigiou tanto o Paraná como o atual. Em parceria com o Estado, por meio de Itaipu, foram investidos na gestão Silva e Luna R$ 2,5 bilhões em obras estruturantes, com geração de mais de 2,5 mil empregos diretos e indiretos.

Em 28 de fevereiro de 2020, Itaipu, governo federal e governo do Paraná anunciaram oficialmente o início das obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu – que integram o rol de investimentos estratégicos da Itaipu na infraestrutura da região.

Acima, imagem de 28 de fevereiro de 2020, quando a ampliação da pista do Aeroporto de Foz do Iguaçu foi anunciada, e o mesmo ponto mostrado durante visita do governador Carlos Massa Ratinho Junior, em 16 de fevereiro de 2021. Fotos: Sara Cheida/Itaipu Binacional.

As melhorias no aeroporto com a participação da Itaipu foram além da ampliação da pista de pouso e decolagem. Elas incluem outras duas frentes: a construção de ciclovia e a duplicação da via de acesso, entre a BR-469 (Rodovia das Cataratas) e o terminal, e a ampliação do pátio de manobras das aeronaves. Ambas também avançaram rapidamente e já estão praticamente prontas, faltando apenas acabamento e a homologação junto à Infraero. As obras, com custos de R$ 69,4 milhões, receberam 80% de recursos da Itaipu e o restante da Infraero.

Todas essas melhorias vão ajudar a tornar o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu um hub na América do Sul, com conexão direta aos países sul-americanos, europeus e norte-americanos. Pela localização geográfica privilegiada, o destino terá condições de se tornar uma das principais portas de entrada de turistas estrangeiros no Brasil e uma das maiores na América do Sul.

Em relação à transmissão de cargo, os governos do Brasil e do Paraguai têm a atribuição de nomear a Diretoria Executiva da Itaipu Binacional, por meio de indicação da Eletrobras e da Administración Nacional de Electricidad (ANDE). Para cada cargo reservado a um país, há um posto equivalente destinado à outra margem da usina.

Novo diretor

O nome do general Ferreira deve oficialmente confirmado em Diário Oficial da União nesta semana, mas a indicação já havia sido anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 19 de fevereiro, mesma data em que o presidente anunciou Silva e Luna para o comando da Petrobras, que deverá ser confirmada na assembleia da estatal, marcada para o próximo dia 12.

General João Francisco Ferreira será o substituto do general Joaquim Silva e Luna. Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional.

O general João Francisco Ferreira substitui o general Joaquim Silva e Luna depois de dois anos e um mês frente à Itaipu. Ferreira será o 14º diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional.

Imagem da solenidade de posse do general Joaquim Silva e Luna na Itaipu, em fevereiro de 2019. Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional.

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, 2,7 bilhões de MWh. A hidrelétrica é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

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CPI: Renan deve propor indiciamento de Bolsonaro, filhos do presidente e mais 37 pessoas

Relator da CPI da Covid-19 no Senado, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) deverá propor o indiciamento de Jair Bolsonaro, de três filhos do presidente e de mais de 30 pessoas, por ao menos 16 crimes cometidos durante a pandemia. Os nomes foram apurados pelo Metrópoles com fontes próximas ao relator.

Além de Bolsonaro, devem ser indicados os filhos do presidente Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro; ao menos três atuais ministros do governo: Marcelo Queiroga (Saúde), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência); e o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

Além disso, estãona lista nomes como os ex-ministros Eduardo Pazuello, Osmar Terra e Ernesto Araújo; as deputadas federais Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF); a médica Nise Yamaguchi; e os empresários Luciano Hang, Carlos Wizard, Otávio Fakhoury e Francisco Maximiano, este último dono da empresa Precisa Medicamentos.

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Informações Banda B

Bolsonaro veta distribuição gratuita de absorvente a mulheres de baixa renda

 O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou nesta quinta-feira (7) a distribuição gratuita de absorvente, que constava em projeto de lei aprovado no Congresso em setembro.

A proposta institui o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. Todos os artigos que previam a disponibilização de graça do produto de higiêne, seu principal foco, foram vetados.

Bolsonaro manteve apenas trecho que institui a criação do programa como “estratégia para a promoção da saúde e atenção à higiene”, com o objetivo de “combater a precariedade menstrual”.

O chefe do Executivo também manteve a determinação de campanha informativa sobre saúde menstrual.

Os vetos do presidente foram publicados no Diário Oficial da União desta quinta-feira (7).

O projeto de lei previa como beneficiárias do programa estudantes de baixa renda matriculadas em escolas da rede pública; mulheres em situação de rua ou em situação de vulnerabilidade social extrema; mulheres apreendidas e presidiárias; e mulheres internadas em unidades para cumprimento de medida socioeducativa.

Nas razões para veto, o governo federal alega que os artigos do projeto de lei não indicam a fonte de custeio ou medida compensatória, o que violaria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O projeto de lei determinava que as ações previstas para distribuição dos absorventes entrariam nas contas de dotações orçamentárias do Sistema Único de Saúde (SUS) para atenção primária.

Para o veto, o governo disse que o dispositivo contraria o interesse público, porque criaria despesa obrigatória de caráter continuado.

Além disso, diz que “ao estipular as beneficiárias específicas, a medida não se adequaria ao princípio da universalidade, da integralidade e da equidade no acesso à saúde do Sistema Único de Saúde – SUS”.

O governo dá ainda como razão o fato de absorventes não se enquadrarem em insumos padronizados do SUS, não podendo constar na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais.

Agora o texto volta para o Congresso, onde parlamentares darão a palavra final sobre o programa.

O projeto de lei é de autoria de 35 deputados, entre eles Tabata Amaral (PSB-SP) e Marília Arraes (PT-PE).

Pesquisa divulgada em maio deste ano revelou que 28% das mulheres brasileiras deixaram de ir à aula por não conseguirem comprar o item de higiene menstrual.

Destas, 48% dizem que tentaram esconder o real motivo pelo qual faltaram à escola e 45% acreditam que sua ausência impactou negativamente seu desempenho escolar.

Além desses dados, relatório do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas) mostrou que, no Brasil, 713 mil meninas não têm acesso a banheiro ou chuveiro em seu domicílio e mais de 4 milhões não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas.