Bolsonaro quer reabrir Ponte da Amizade, elogia obras de Itaipu e cogita nova visita à fronteira

Para o governo federal, “Foz do Iguaçu está bombando.”

Na última quinta-feira (1º), em sua tradicional transmissão semanal ao vivo pela internet, o presidente Jair Bolsonaro disse que deve se encontrar com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, para debater a possível reabertura da Ponte da Amizade, na fronteira entre Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no país vizinho.

Ao lado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o presidente também voltou a comentar sobre as obras estruturantes financiadas pela Itaipu na região, sob a administração do diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna.

Confira no link: https://youtu.be/ZSiTT1Mlxek.

“Já sei qual é o assunto e de minha parte está ‘safo’. Nós vamos reabrir a Ponte da Amizade”, disse o presidente, referindo-se ao pedido de reunião com o presidente paraguaio, para em seguida perguntar ao ministro “o que mais está acontecendo na região”.

“Segunda ponte de Foz [Ponte da Integração Brasil – Paraguai] está 40% executada, fora a ampliação do Aeroporto de Foz do Iguaçu”, disse o ministro. “Foz do Iguaçu está bombando: 40% da obra executada, eles estão trabalhando em três turnos, é uma obra bonita de ver. Vale a pena”, concluiu Freitas.

Bolsonaro disse que, em breve, pode voltar a se encontrar pessoalmente com o presidente Marito e incluir no roteiro uma visita ao canteiro de obras da Ponte da Integração Brasil – Paraguai, que está sendo construída na fronteira, conectando as cidades de Foz do Iguaçu e Presidente Franco.

“Vamos dar uma chegada lá?”, perguntou Bolsonaro ao ministro Freitas. “Quem sabe neste dia [da reunião com o presidente paraguaio] a gente vá à Ponte da Amizade para depois ir à outra ponte”, ressaltou o presidente.

Bolsonaro e Freitas destacaram o fato de a obra ser financiada pela Itaipu e a gestão do diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, ex-ministro da Defesa do governo Temer.

Ambos ainda lembraram de outra ponte entre os dois países que também será bancada pela Itaipu, desta vez pelo lado paraguaio da empresa, entre Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai, obra que atualmente em fase de execução do projeto executivo.

Antes da live, o presidente falou das negociações com o Paraguai sobre o uso do potencial do Lago de Itaipu para produzir tilápia e disse que “virá com o ministro Bento Albuquerque [Minas e Energia] para tratar sobre o tema”.

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Lázaro Barbosa é morto em troca de tiros com policiais em Goiás

Após 20 dias de uma megaoperação, com mais de 270 policiais, Lázaro Barbosa, de 32 anos, foi morto em uma troca de tiros com policiais nesta segunda-feira (28), em Goiás.

Condenado por assassinatos e estupros, o fugitivo da Justiça era procurado por uma série de crimes na Bahia e em Goiás. Ele também é acusado da morte de quatro pessoas de uma família em Ceilândia, no Distrito Federal, e de um caseiro de uma fazenda no distrito de Girassol, em Goiás.

Quando foi capturado, policiais e moradores da região comemoraram. As informações sobre a captura de Lázaro foram divulgadas pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado. “Como eu disse, era questão de tempo até que a nossa polícia, a mais preparada do País, capturasse o assassino Lázaro Barbosa. Parabéns para as nossas forças de segurança. Vocês são motivo de muito orgulho para a nossa gente! Goiás não é Disneylândia de bandido”.

Com dívidas, Grupo Madero pode fechar em até um ano

O balanço do grupo Madero para o primeiro trimestre de 2021 afirma que, por falta de garantias de que conseguirá renegociar dívidas, há “dúvidas substanciais sobre a capacidade da companhia de continuar em funcionamento dentro de um ano após a data em que essas demonstrações financeiras consolidadas foram emitidas”. Apesar dessa declaração, a empresa continua firme em seu propósito de fazer um IPO (oferta inicial de ações) até o fim do ano.

Fundada pelo empresário Junior Durski, um dos apoiadores mais aguerridos do presidente Jair Bolsonaro no meio corporativo, a empresa paranaense fez ousada expansão pelo Brasil. Em 2019, vendeu, por R$ 700 milhões, 22% de seu capital para o fundo americano Carlyle (que recentemente repassou seus ativos no País à SPX, gestora de Rodrigo Xavier).

A companhia planejava um IPO para 2020, mas teve de interromper os planos por causa da pandemia. Além da abrupta queda de receita, por causa do fechamento dos restaurantes, a companhia também viu sócios como o apresentador Luciano Huck, que tinha uma participação minoritária, deixando o negócio rapidamente e por valor simbólico.

Agora, no entanto, o IPO estaria em pé novamente. A empresa até já contratou quatro bancos para a operação: Bank of America, BTG, Itaú e UBS estariam à frente da emissão de ações que viabilizaria a chegada do negócio à Bolsa paulista. A operação está marcada para este ano, segundo apurou o Estadão.

Apesar do que está escrito no balanço, fontes próximas à companhia disseram que o negócio foi bastante afetado pela crise da covid-19, mas que está se recuperando rapidamente com a reabertura da economia.

As ressalvas nas demonstrações financeiras dizem respeito a riscos que têm de ser informados aos investidores, mas não seriam nada que evidencie um risco concreto ao negócio.

“A empresa sofreu como várias outras e agora está se recuperando rápido, renegociando dívidas com os bancos e se preparando para o IPO, vida normal”, disse uma fonte próxima ao negócio.

Procurado, o Madero afirmou que não poderia se pronunciar, por estar em período de silêncio. Bank of America, BTG, Itaú e UBS foram contatados, mas não responderam até o fechamento desta edição.

Informações O Estado de S. Paulo.