Bolsonaro dá posse a Marcelo Queiroga como ministro da Saúde

Após impasse envolvendo o destino de Eduardo Pazuello, o presidente Jair Bolsonaro deu posse nesta terça-feira (23), ao médico cardiologista Marcelo Queiroga como novo ministro da Saúde – o quarto a ocupar o cargo em seu governo. A oficialização da troca ocorreu em cerimônia reservada no gabinete do presidente. A nomeação deve ser publicada em edição no Diário Oficial da União ainda hoje.

Queiroga foi anunciado como novo chefe da pasta na última segunda-feira (15), após explosão de novos casos e de mortes por causa da covid-19 no País. Sua nomeação era esperada para o dia seguinte, mas não ocorreu. Como revelou o Estadão, a posse de Queiroga ainda estava travada porque antes era preciso que ele se desvinculasse da sociedade de empresas das quais é sócio.

Além da ligação de Queiroga com as empresas, o destino do agora ex-ministro Eduardo Pazuello também travava a oficialização da mudança no comando da pasta. Uma das possibilidades em discussão no governo é Pazuello assumir a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que deve sair da Economia e ir para o guarda-chuva da Secretaria-Geral da Presidência.

Informações Estadão Conteúdo

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Fiocruz antecipa entrega de 3 milhões de doses ao Ministério da Saúde

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) antecipou para ontem (30) a entrega de 3 milhões de doses da vacina Oxford-Astrazeneca contra covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Inicialmente, esta remessa seria entregue na próxima sexta-feira (2).

Segundo a Fiocruz, a antecipação foi possível por conta da liberação de lotes pelo controle de qualidade, que ocorreu no início da semana. Cerca de 148 mil doses ficarão no Rio de Janeiro.

Desta forma, a fundação chega a 65,9 milhões de doses entregues ao PNI, incluindo as 4 milhões de vacinas importadas do Instituto Serum, na índia. Só no mês de junho, foram fornecidos mais de 18 milhões de imunizantes.

A Fiocruz tem ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para entregas semanais da vacina até 23 de julho.

*Estagiário sob a supervisão de Mario Toledo

Governo Bolsonaro decide suspender contrato da Covaxin

O Ministério da Saúde decidiu suspender o contrato para comprar 20 milhões da vacina indiana Covaxin, fabricada pelo laboratório indiano Bharat Biothec. A decisão ocorre um dia após o presidente Jair Bolsonaro ser alvo de uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) acusado de prevaricação. Senadores apontam que o presidente ignorou suspeitas de corrupção no processo de contratação do imunizante, que foi intermediado pela Precisa Medicamentos.

O acordo do Ministério da Saúde com a Precisa foi assinado em 25 de fevereiro e prevê pagar R$ 1,6 bilhão. O valor por dose (US$ 15) é o mais caro dos seis imunizantes que o País comprou até agora.

Estadão apurou que a decisão do Ministério da Saúde ocorreu após um parecer da Controladoria-Geral da União (CGU) sugerindo a suspensão do contrato.

Informações Estadão Conteúdo