Boletim semanal da dengue confirma mais 873 casos no Paraná

O Paraná registrou 873 novos casos de dengue, segundo o informe semanal divulgado nesta terça-feira (13) pela Secretaria de Estado da Saúde. O total de casos confirmados no período epidemiológico, com início em agosto do ano passado, é de 8.620. Destes, 7.483 são autóctones, indicando que as pessoas se contaminaram no município de residência.

Três pessoas morreram em razão da doença na área de abrangência da 17ª Regional de Saúde, de Londrina. Os óbitos são de meses anteriores, mas tiveram confirmação agora: um foi em janeiro, em Alvorada do Sul (homem de 70 anos, sem comorbidades); outro foi em fevereiro, em Cambé (jovem de 18 anos também sem comorbidades); e a terceira morte ocorreu em março, em Londrina (mulher de 52 anos, com hipertensão arterial).

O Estado soma 18 óbitos provocados pela dengue neste período.

“O mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, se prolifera onde tem água parada. Por isso alertamos a população para que fique atenta a estes pontos nos ambientes domésticos. Nunca é demais repetirmos a orientação para não deixar os pratinhos dos vasos acumulando água, não deixar pneus velhos nos quintais e tampar ou telar reservatórios e caixas d’água”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

“O trabalho de remoção de focos realizado pelas equipes de campo da Vigilância Ambiental, em cidades que apresentam incidência elevada de casos por habitantes, nos confirma que os grandes criadouros ainda estão nos ambientes residenciais, em recipientes com água acumulada. Por isso, insistimos nesta recomendação”, destacou o secretário.

MUNICÍPIOS 

No Paraná, 22 municípios apresentam casos de dengue com sinais de alarme e outros 11 casos de dengue grave. São 51.599 notificações para a doença distribuídas em 353 cidades. O Informe mostra ainda que outros 10.471 casos seguem em investigação no Estado quanto à classificação final para a doença.

Confira o Informe completo.

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Vacinação reduz pela metade morte entre idosos com mais de 80 anos, aponta pesquisa

A proporção de mortes de idosos com 80 anos ou mais caiu pela metade no Brasil após o início da vacinação contra a covid-19. Os dados fazem parte de um estudo liderado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O percentual médio de vítimas dessa faixa etária era de 25% a 30% em 2020 e passou para 13% no final de abril.  Quando teve início a imunização, em janeiro de 2021, o percentual era de 28%.

De acordo com o Cesar Victora, epidemiologista e líder da pesquisa, outros estudos já demonstraram a associação entre a vacinação e a queda nas internações e nas mortes, por exemplo a partir dos dados da população de Israel. A novidade desta análise é que o mesmo se confirma em um cenário com predominância da variante P1. Em Israel, a imunização alcança mais de 55% da população, segundo dados da plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford.

A pesquisa liderada pela UFPel indica que pelo menos 13,8 mil mortes de brasileiros com 80 anos ou mais em um intervalo de oito semanas foram evitadas. O país registra 407.639 mortes por covid-19, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada nesse domingo (2). Em 24 horas, foram 1.202 novas mortes. A aplicação da primeira dose alcança cerca de 14% dos brasileiros; e 6,5% receberam as duas doses.

Os dados utilizados na análise foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde e referem-se ao período de 3 de janeiro a 22 de abril. Nessas datas, 171.454 pessoas morreram pelo novo coronavírus no Brasil.

No começo de 2021, a taxa de mortalidade entre pessoas de 80 anos ou mais era 13,7 vezes maior do que para pessoas com zero a 79 anos. De acordo com o estudo, essa relação caiu para 6,9 vezes no início de abril.

As estimativas dos pesquisadores apontam que, com a nova cepa, se o número de mortes entre os mais idosos tivesse continuado no mesmo ritmo observado para grupos etários mais jovens, seriam esperadas quase 48 mil mortes contra as 34.168 registradas no período.

Os níveis nacionais de cobertura vacinal com a primeira dose nessa faixa etária chegaram a 50% na primeira quinzena de fevereiro, a 80% na segunda quinzena do mês e ficou em 95% em março. Os pesquisadores apontam que os resultados de queda da mortalidade encontrados são compatíveis com o efeito protetor da primeira dose e deve aumentar a partir da segunda.

O estudo também confirma que as vacinas aplicadas no Brasil protegem mesmo em um cenário em que a P1 predomina. Pesquisas com profissionais de saúde vacinados em Manaus e São Paulo já demonstravam essa proteção.

Brasil está perto de assinar acordo para mais 100 milhões de doses da Pfizer, diz Queiroga

 O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (3) que o Brasil está “na iminência” de fechar um novo contrato de 100 milhões de doses da vacina contra covid-19 da farmacêutica Pfizer. De acordo com o ministro, com o novo acordo, “o Brasil terá à disposição de sua sociedade 200 milhões de doses da vacina da Pfizer. Isso equivale a imunizar cerca da metade de sua população ainda neste ano, porque esse segundo contrato prevê para o mês de outubro já 35 milhões de doses”, afirmou o ministro, durante evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Durante o encontro o ministro voltou a destacar que o Brasil “é o quinto país que mais distribui doses de vacinas”, aproveitando para ressaltar o trabalho do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reforçando que a Fiocruz começara a produzir vacinas com IFA totalmente nacional a partir do terceiro trimestre deste ano “o que é uma notícia muito alvissareira” afirmou, destacando o investimento do governo na área.

 Foto: Ueslei Marcelino/Reuters