Campanha “A moto mais mortal do mundo” orienta motociclistas, reforça prevenção e prevê instalação gratuita de 3,5 mil antenas até abril
A Escola Pública de Trânsito de Curitiba, por meio da ABC Trânsito, realizou na manhã desta segunda-feira (19) a primeira blitz educativa da campanha A moto mais mortal do mundo, no Centro Cívico. A ação aconteceu na Avenida Cândido de Abreu, em frente à Prefeitura, com foco na conscientização dos motociclistas sobre segurança viária e na prevenção de acidentes causados por linhas com cerol.
Durante a blitz, além da distribuição de material educativo, foi feita a instalação gratuita de antenas corta-pipas em motocicletas. A expectativa é que cerca de 3.500 antenas sejam instaladas até o mês de abril, em blitze educativas itinerantes pela cidade, ampliando a proteção de condutores e passageiros.
Relatos reforçam importância do equipamento
O motoboy Alexandro Miranda, que atua há mais de cinco anos com entregas, relatou um episódio de risco vivido antes da instalação da antena. Segundo ele, uma linha de cerol chegou a cortar seu capacete e quase atingiu seus olhos.
“Agora, com a antena corta-pipas, estou mais seguro. Para quem anda na estrada todos os dias, essa proteção é muito importante”, afirmou.
Situação semelhante foi vivenciada por Gustavo Henrique Padilha, que trabalha com motofrete. Ele contou que uma linha de cerol chegou a cortar sua jaqueta, passando próxima ao pescoço.
“Corremos um risco diário com fios e linhas de cerol. Esse equipamento vai trazer mais segurança. É um bom produto para nossa proteção”, destacou.
Obrigatoriedade e conscientização
A diretora da Escola Pública de Trânsito, Melissa Puertas Sampaio, explicou que a antena corta-pipas é obrigatória para motos utilizadas no transporte de cargas e passageiros, conforme o artigo 139-A do Código de Trânsito Brasileiro e resolução do Contran.
“Além de conscientizar sobre a mudança de comportamento no trânsito, entregamos um equipamento que salva vidas. Para quem usa a moto no lazer ou no deslocamento diário, é altamente recomendável. Linhas com cerol causam ferimentos graves e até fatais”, alertou.
O motoboy Fernando Rodrigues também aprovou a iniciativa e ressaltou a preocupação com a vida dos motociclistas demonstrada pela campanha.
A moto mais mortal do mundo
A campanha A moto mais mortal do mundo tem como objetivo alertar sobre os riscos no trânsito, estimular atitudes seguras e reduzir o número de feridos e mortes, especialmente entre motociclistas — um dos grupos mais vulneráveis.
O principal símbolo da ação é uma motocicleta construída com peças de 12 motos envolvidas em acidentes fatais em Curitiba. O veículo representa as histórias por trás de cada perda e serve como ponto de partida para a reflexão sobre prudência e responsabilidade no trânsito.
Segundo o superintendente de Trânsito de Curitiba, Gustavo Garrett, os números reforçam a urgência da iniciativa.
“A moto é hoje o nosso modal mais crítico em acidentes e fatalidades. Registramos uma morte de motociclista a cada cinco dias em Curitiba. Precisamos trabalhar juntos para que nenhuma morte aconteça mais na cidade”, enfatizou.
A campanha segue com ações educativas ao longo dos próximos meses, reforçando a prevenção e a valorização da vida no trânsito curitibano.
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