O Base (Bem-estar, Apoio, Solidariedade e Emprego), da Prefeitura de Curitiba, passou a oferecer triagem para encaminhamento de pessoas em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema às comunidades terapêuticas acolhedoras (CTAs). Os espaços são voltados ao atendimento de quem deseja, voluntariamente, superar a dependência química.
O serviço é realizado por equipes do Departamento de Políticas sobre Drogas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH) e do Consultório na Rua, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O atendimento ocorre todas as quartas-feiras, das 9h ao meio-dia, no Base, localizado na Alameda Dr. Muricy, 71, no Centro.
Podem participar pessoas de 18 a 59 anos. Os interessados passam por avaliação da SMDH, que identifica as vagas disponíveis e faz o encaminhamento às CTAs após resultados negativos em testes de sífilis, hepatite, HIV e tuberculose.
Édson, de 36 anos, foi o primeiro avaliado. O nome é fictício para preservar sua identidade. Ele soube da possibilidade de tratamento no dia anterior, enquanto almoçava no Base, e decidiu participar.
“Quando falaram que ia abrir esse serviço aqui, não pensei duas vezes”, contou. Desde abril, quando o Base foi aberto, ele caminhava da rua da Regional Pinheirinho, onde estendia seu papelão, até o Centro, principalmente para fazer as refeições no local.
A caminhada de aproximadamente duas horas somente na ida, desta vez, teve como objetivo também buscar atendimento. Após a avaliação, Édson aguardará uma vaga no projeto Nova Morada Vida Nova, espaço de acolhimento da SMDH.
“Além de saber que está com a situação de saúde em ordem para ingressar em uma CTA, ele vai esperar a vaga no projeto Nova Morada Vida Nova”, explicou a gerente de Cuidado e Reinserção Social da SMDH, Maria Amélia Natel Kugler Mendes.
O Nova Morada oferece camas e roupas limpas, banho e refeições para até 100 homens e mulheres por dia que estejam na mesma condição de Édson. Ele também será o primeiro a utilizar uma das vagas nas CTAs credenciadas por meio do edital lançado, no primeiro semestre, pelo prefeito Eduardo Pimentel.
Segundo o diretor de Políticas sobre Drogas da Prefeitura, Marlon Cardoso, a trajetória de Édson é semelhante à da maioria das pessoas com dependência química em situação de rua.
“Como tantos outros homens e mulheres, ele já teve emprego e situação econômica favorável, mas perdeu tudo depois de se desestabilizar emocionalmente, romper com a família e buscar forças nas drogas ilícitas. A diferença é que agora, com a ajuda da Prefeitura, ele está empenhado em escrever um novo final”, afirmou Marlon.
No primeiro dia de atendimento, foram realizadas 18 avaliações e feitos 14 encaminhamentos para CTAs. A expectativa é que o número de avaliações semanais chegue a cerca de 60. Atualmente, entre 6 e 10 dos que desejam passar pela avaliação vão para CTAs.
O serviço já era oferecido no centro de atendimento integrado mantido pela Prefeitura no bairro Rebouças, próximo à Rodoferroviária. Neste ano, 350 pessoas interessadas em superar a dependência química já foram avaliadas, das quais 285 foram encaminhadas para CTAs.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
📲 Receba as notícias de Curitiba no WhatsApp!
Participe do grupo do Busão Curitiba e fique por dentro de tudo que acontece na cidade. Entrar no grupo ›



